quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Passageiros de avião seqüestrado são libertados na Líbia

Dois homens desviaram aeronave da Sun Air com 95 a bordo.

87 passageiros deixaram avião, mas oito tripulantes permanecem a bordo.




Depois de mais 12 horas, os dois homens que seqüestraram nesta terça-feira (26) um avião sudanês com 95 pessoas a bordo libertaram 87 passageiros, afirmam as agências internacionais, com base nas informações fornecidas por um funcionário da companhia área Sun Air, nesta quarta (27). A aeronave permanece em Kufra, no sul da Líbia. Oito tripulantes, porém, permanecem como reféns.

A intenção dos seqüestradores, de acordo com o governo do Sudão, ainda é seguir para território francês nesta quarta-feira. As agências não informam se alguma exigência foi atendida pelas autoridades locais. Os seqüestradores queriam alimentação e combustível.

As informações foram confirmadas pelo gerente-executivo da Sun Air, Mortada Hassan. "No momento, não há informação sobre as razões pelas quais o homem seqüestrou o avião. As exigências que sabemos é por alimentos e combustível para permitir que o avião voe para a França", disse o funcionário.

O avião, um Boeing 737 com 87 passageiros e oito tripulantes, foi seqüestrado na cidade de Nyala, na província de Darfur, pouco depois da decolagem, segundo o governo sudanês.

Mapa mostra o trajeto do avião seqüestrado no Sudão, nesta terça-feira (clique sobre o mapa para ampliá-lo)

A aeronave, que tinha como destino a capital sudanesa, Cartum, teria feito uma primeira tentativa para pousar em Aswan, no sul do Egito. Porém, não teve autorização do aeroporto local e seguiu para a Líbia.

Os seqüestradores ainda não foram identificados. Segundo o governo do Sudão, eles portavam facas. O avião pertence à Sun Air, empresa privada baseada em Cartum.

O objetivo da dupla, de acordo com o governo do Sudão, seria seqüestrar o governador de Darfur, Hmad Ali Mahmud, que não estava a bordo.

Três líderes de uma facção do Movimento de Libertação do Sudão, um grupo rebelde regional que assinou um contestado tratado de paz com o governo, estariam a bordo, segundo um líder do movimento. Um deles seria Mina Minnawi.

A rede Al Jazeera chegou a informar que os seqüestradores seriam dez pessoas ligadas à facção Abdel Wahed do Movimento de Liberação do Sudão, mas um porta-voz do grupo negou participação no caso.

A região de Darfur está em conflito desde que uma rebelião contra o domínio de Cartum estourou há cinco anos. Observadores internacionais dizem que mais de 2,5 milhões de moradores tiveram de deixar suas casas e mais de 200 mil morreram em decorrência da guerra civil.

Em março de 2007, um cidadão sudanês havia tentado seqüestrar um avião sudanês com 201 passageiros e 11 integrantes da tripulação, e que cobria uma rota entre Trípoli e Cartum. O seqüestrador, identificado como Said Majluf, que estava armado com uma faca, ordenou ao piloto que desviasse de sua rota e aterrissasse em Bangui, capital da República Centro-Africana.

Fontes: G1 /EFE / France Presse / Reuters - Imagem: Arte/G1

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