O juiz federal Murilo Mendes aguarda a comunicação oficial da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para dar andamento ao processo da queda do boeing da Gol no Nortão, em 2006. Só Notícias apurou que algumas testemunhas já foram ouvidas, por meio de cartas precatórias e rogatórios (em outro país), estando em etapa adiantada. sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Justiça Federal Sinop retoma processo da queda de Boeing
O juiz federal Murilo Mendes aguarda a comunicação oficial da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para dar andamento ao processo da queda do boeing da Gol no Nortão, em 2006. Só Notícias apurou que algumas testemunhas já foram ouvidas, por meio de cartas precatórias e rogatórios (em outro país), estando em etapa adiantada. sábado, 16 de fevereiro de 2008
CAMINHADA PELA VIDA, VERDADE E JUSTIÇA
Amanhã, 17 de fevereiro, a AFAVITAM - Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo TAM JJ 3054 realizará uma caminhada em São Paulo, com o objetivo de esclarecer e sensibilizar a sociedade brasileira para a necessidade de exigir soluções imediatas para insegurança no transporte aéreo.Nada mudou depois dos dois últimos maiores acidentes da aviação brasileira que resultaram em 353 mortos. Esta caminhada é uma resposta às autoridades que anunciaram publicamente mudanças radicais para garantir a garantir a segurança do sistema aéreo e, meses depois, cederam aos interesses econômicos e políticos. Tamanho retrocesso demonstra o total desrespeito à normas internacionais de segurança e à vida.
Programação:
14 horas - Concentração no Parque do Ibirapuera, em frente à Assembléia Legislativa.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Pilotos do Legacy querem ser interrogados nos Estados Unidos
Defesa alega que acordo permite interrogatório fora do Brasil.
No acidente, Joe Lepore e Jan Paladino conseguiram pousar o jato na Base Aérea de Cachimbo, no Sul do Pará, após o choque com o avião da Gol. Todos os ocupantes do Boeing morreram. Em junho do ano passado, a Justiça brasileira aceitou denúncia do Ministério Público contra os dois pilotos por homicídio culposo.
Depoimento à Aeronáutica
Os pilotos norte-americanos do jato executivo Legacy já foram ouvidos nos Estados Unidos no começo do mês por oficiais do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, ligado ao Ministério da Defesa.
Fonte: G1
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Famílias de vítimas do vôo 3054 realizam culto em terreno da TAM Express
Parentes de vítimas do vôo JJ-3054 da TAM realizarão um ato ecumênico no terreno da TAM Express, na zona sul de São Paulo, no próximo domingo (17). O local, que fica em frente ao aeroporto de Congonhas, abrigava o prédio que foi atingido pelo Airbus-A320 da TAM no dia 17 de julho de 2007, causando a morte de 199 pessoas.
Esta será a primeira vez que os parentes terão acesso ao local, sete meses após o acidente. Para o presidente da Afavitam (Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo TAM JJ-3054), Dario Scott, pai de Tais, 14, uma das 199 vítimas do acidente, trata-se de uma forma de reafirmar a vontade dos parentes de instalar no local um memorial.
"Será um ambiente muito carregado emocionalmente para todos, mas foi ali [no terreno] que tudo acabou. Marcaremos nossa posição de que queremos um memorial", afirmou Scott.
Em 2007, a Prefeitura de São Paulo chegou a anunciar que pretendia construir uma praça de 8.500 metros quadrados em homenagem às vítimas do acidente no local. O projeto da praça dos Ipês Amarelos seria assinado pelo arquiteto Marcos Cartum e tinha inauguração prevista para 2008. A proposta, entretanto, não foi adiante.
O ato ecumênico está marcada para acontecer às 17h do domingo, com a presença do padre Antonio Maria. Além dele, foram convidados representantes da Igreja Luterana, Judaísmo e Espiritismo.
Antes do ato, os parentes realizarão uma passeata com saída prevista à 15h do Obelisco do Ibirapuera até o terreno. A concentração será feita a partir das 14h e o percurso inclui avenidas Pedro Álvares Cabral e Rubem Berta, passando pelo viaduto José Muniz até a avenida Washington Luís.
Reunião
Os parentes das vítimas realizam uma reunião no sábado, num hotel da zona sul de São Paulo.
Entre os temas a serem debatidos está o da criação de uma câmara de conciliação que terá o intuito de agilizar o pagamento extrajudicial das indenizações. Mais tarde eles devem se reunir com o diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), Aldo Galiano Júnior, e o promotor público Mário Luiz Sarrubbo, para obter detalhes a respeito do andamento das investigações sobre o acidente.
A Afavitam também irá se filiar a Fivaa (Federação Internacional das Vítimas de Acidentes Aéreos), que reúne 12 associações de familiares de vítimas de acidentes aéreos de diferentes países. O secretário-geral da entidade, Gerard David, foi convidado a participar.
Fonte: Folha Online
Familiares das vítimas do acidente com o Airbus da TAM farão caminhada neste domingo
A concentração dos familiares e amigos das vítimas acontecerá às 14 horas, em frente à Assembléia Legislativa, no Ibirapuera. A caminhada seguirá às 15h até o antigo prédio da TAM Express, na Avenida Washington Luís, em frente ao Aeroporto de Congonhas. Às 17h, está marcado um ato ecumênico em frente ao local do acidente.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
STJ ainda não definiu competência para julgar processo de queda do Boeing da GOL
A 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça retoma na próxima quarta-feira, as sessões de julgamento. A pauta ainda não foi divulgada, mas a expectativa é que o ministro Paulo Gallotti inclua o conflito de competência do processo da queda do boeing da Gol, na região Norte de Mato Grosso, em setembro de 2006. quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Pilotos do jato Legacy negam ter desligado transponder
Equipamento anticolisão não funcionou na hora do acidente, em setembro de 2006.Homicídio culposo
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Gol: famílias pedem boletim mensal sobre apurações
Dentro de uma semana, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, deverá responder às reivindicações entregues hoje pela Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907 da empresa Gol.A expectativa é de Angelita De Marchi, presidente da associação, após reunião ontem (17) com o ministro e a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira.
Outra demanda dos familiares das vítimas é que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) realize reuniões trimestrais com a associação, independentemente da quantidade e relevância de novas informações. A última reunião com a Cenipa foi realizada há nove meses foi desmarcado o encontro agendado para o início de setembro passado, sob a alegação de que não havia novidades.
Sobre as indenizações, Angelita De Marchi informou que a Gol já fez alguns acordos com parentes das 154 vítimas do acidente. "Temos quase 120 famílias com ações nos Estados Unidos e umas cinco ou seis somente que entraram com ações aqui no Brasil. A Gol recorreu e foi rebaixado para R$ 200 mil o pagamento da primeira indenização, de R$ 2 milhões, mas não sabemos os critérios adotados", disse.
Fonte: Agência Brasil
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Relatório sobre queda do Boeing da Gol não explica por que transponder desligou
ELIANE CANTANHÊDEterça-feira, 18 de dezembro de 2007
Gol: Justiça reduz indenização a familiares de vítima
Os desembargadores da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiram nesta terça-feira pela redução a um quinto o valor das indenizações por danos morais e materiais que a companhia aérea Gol havia sido condenada a pagar aos familiares de Quézia Gonçalves Moreira, uma das 154 vítimas fatais do acidente do vôo 1907, ocorrido em setembro de 2006 em Mato Grosso. No final de agosto, o juiz Mauro Nicolau Júnior, da 48ª Vara Cível, condenou a Gol a pagar uma indenização de R$ 380 mil a cada um dos três familiares de Quézia, além de uma pensão mensal que totalizaria R$ 1 milhão.
A companhia aérea recorreu da decisão judicial e o caso seguiu para julgamento em segunda instância, tendo como relator o desembargador Sérgio Lúcio de Oliveira Cruz, que juntamente com outros dois desembargadores, decidiram pela redução no valor das indenizações de 1 mil para 200 salários mínimos por familiar.
"Essa foi a forma mais eficiente de se amesquinhar a dor. Nós ainda vamos recorrer da decisão (no Superior Tribunal de Justiça). Se entendermos que a Justiça brasileira não é capaz de julgar um caso como este, vamos levá-lo à Justiça internacional", disse João Tancredo, advogado da família da vítima.
Fonte: Agência Brasil
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Assista a reportagem do programa Domingo Espetacular com o áudio da caixa-preta do vôo 1907 da GOL
Programa exibido em 09 de dezembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Pilotos do Legacy não poderão ser ouvidos nos EUA
Os pilotos do Legacy, Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, tiveram negados os pedidos para serem ouvidos nos Estados Unidos, segundo informações do Tribunal Federal da 1º Região, em Brasília. A decisão ocorreu ontem, pela terceira turma do TRF da 1º Região, que negou por maioria o pedido de habeas-corpus. Os pilotos americanos conduziam o jato Legacy que se chocou com o avião da Gol, no dia 29 de setembro de 2006, e provocou a morte de 154 pessoas. O desembargador federal Cândido Ribeiro, do TRF, explicou que na sessão de julgamento do dia 5 de dezembro de 2006, a mesma turma julgadora, a 3ª Turma do TRF da 1ª Região, havia concedido ordem de habeas com pedido de devolução dos passaportes dos pilotos americanos, mas com a condição expressa de que comparecessem a todos os atos do processo. Assim, puderam, naquela ocasião, retornar ao país de origem, enquanto aguardam o processamento da ação penal aqui no Brasil.
O advogado de defesa dos pilotos, Theodomiro Dias Neto, disse que foi feito um primeiro pedido no mês de agosto, ao juiz federal substituto de Sinop (MT), Murilo Mendes, quando houve a primeira audiência no caso do Boeing da Gol.
"O primeiro pedido foi feito em Sinop (MT), no entanto, Murilo Mendes não concedeu o pedido para eles serem ouvidos nos Estados Unidos. Diante disso, recorri no TRF 1º Região, em Brasília, no dia 15 de outubro. Com essa segunda negativa irei entrar com outro habeas-corpus, só que agora no STJ", destacou Theodomiro Dias Neto.
Theodomiro Dias afirmou que a defesa irá insistir. "Com base na interpretação do Código de Processo Penal e no Acordo de Assistência Jurídica entre Brasil e Estados Unidos, os réus americanos têm direito de serem interrogados no país onde residem", afirmou.
Fonte: Terra
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Vôo 1907: Processo deve seguir na Justiça Federal
O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou a favor do processo sobre a queda do Boeing da Gol 737-800 seguir os trâmites na Justiça Federal no Estado. O parecer do órgão foi enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e está sob análise do ministro relator, Paulo Galotti. A avaliação do conflito de competência entre as justiças Federal e Militar foi solicitada pelo juiz federal da Vara Única de Sinop, Murilo Mendes, em outubro.
Isso porque corriam processos distintos nas duas esferas, porém com o mesmo teor, relativos ao envolvimento dos controladores de vôo. Embora os controladores sejam militares, serão julgados pela Justiça Federal se Galotti seguir a posição do MPF ao decidir qual o juízo competente para dar continuidade ao processo.
A decisão do STJ depende do assunto entrar na pauta das sessões, mas este ano só haverá uma no próximo dia 28 e outra em 12 de dezembro, depois o órgão entrará em recesso e só voltará a funcionar em fevereiro. Logo, não há previsão para o julgamento e não é possível afirmar se o impasse chegará ao fim ainda em 2007.
Quatro controladores de vôo e os dois pilotos norte-americanos do jato Legacy, que se chocou com o avião da Gol e culminou na morte de 154 pessoas, Jan Lepore e Jean Paul Paladino, teriam cometido os crimes previstos no artigo 261 do Código penal, de expor a perigo aeronave ou praticar ato tendente a impedir navegação aérea. Outra infração seria a prevista no artigo 263, que qualifica os crimes de perigo comum quando há morte.
O conflito de competência surgiu no caso quando o MPF fez a denúncia contra os controladores de vôo e a Justiça Militar não a acatou. O MPF argumentou no parecer enviado ao STJ que, na aviação civil, a militarização do espaço aéreo não requer a competência de justiça especializada (militar).
Há ainda um pedido do MPF, enviado ao STJ junto com o parecer, que pode retardar ainda mais a votação da matéria. O órgão quer que o relator seja substituído pela ministra relatora de um outro conflito de competência do mesmo caso, Maria Thereza de Assis Moura, pelo fato de ela já ter tido contato com o tema anteriormente. Em novembro do ano passado, ela definiu que o processo correria na Justiça Federal pela Vara de Sinop e não na estadual, na comarca de Peixoto de Azevedo, município onde caiu o avião.
Os controladores denunciados são os sargentos Felipe dos Santos dos Reis, Lucivando Tiburcio de Alencar, Leandro José Santos de Barros e Jomarcelo Fernandes dos Santos, além do sub-oficial João Batista da Silva, que seria um nome novo em relação ao processo que tramita na Justiça Federal.
FATOS
O fato ocorrido, configurando o segundo pior acidente aéreo brasileiro – o primeiro foi o ocorrido com o Airbus da Tam em julho deste ano, com mais de 190 mortos – desencadeou a crise aérea vivida até hoje no país, depois de colocada em xeque a qualidade do controle espacial para aviação nacional.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Gol pode enterrar destroços de Boeing em MT
O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, ao ser questionado sobre a responsabilidade da retirada dos destroços, informou que é responsabilidade da Força Aérea Brasileira (FAB) resgatar os corpos das vítimas. Além disso, de acordo com normas internacionais, a inutilização das peças da aeronave se faz necessária para que não sejam reutilizadas.
"A parte que cabia à Aeronáutica foi feita. O local foi liberado para a polícia e o proprietário dos destroços, no caso, a Gol. Até o momento a Aeronáutica não recebeu nenhuma solicitação ou não tem nada em andamento de auxilio para retirada dos destroços", destacou a assessoria de imprensa do Cecom-Saer.
O Cecom-Saer acrescentou que a legislação internacional prevê que na hipótese dos destroços não poderem ser retirados do local, a fuselagem deve ser pintada de uma outra cor, semelhante a laranja. Para não ser confundido com um novo acidente.
Fonte: Terra
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Gravação mostra nervosismo de controladores em Brasília
FAB oculta falha de rádio em acidente da Gol
Procurada, a Aeronáutica informou que não pode especular sobre "hipóteses" relativas à investigação ainda em curso
Ao culpar apenas um controlador brasileiro e os pilotos norte-americanos pela falha de comunicações que contribuiu para a colisão com o vôo 1907 da Gol, a FAB (Força Aérea Brasileira) oculta deficiências no sistema de rádio no Cindacta-1 que atrapalharam as tentativas de contato entre o Legacy e o centro em Brasília no dia do acidente, há um ano.
As transcrições completas das conversas de rádio entre o controle e aviões na região do acidente, obtidas e analisadas pela Folha, provam também que o Cindacta-1 recebeu e ignorou pelo menos três chamadas do Legacy antes da batida.
O motivo está ligado às limitações de equipamentos: das quatro opções de freqüência que os pilotos americanos poderiam ter usado, conforme a carta aeronáutica brasileira, duas estavam indisponíveis para o controlador e uma nem sequer estava em operação.
Em resumo, havia apenas uma freqüência possível e os pilotos americanos nunca receberam instrução para sintonizar nela, conforme já foi divulgado. Esse erro, segundo Inquérito Policial Militar da FAB sobre o comportamento de seus integrantes no dia, é do controlador Jomarcelo dos Santos, denunciado por homicídio às Justiças Civil e Militar.
Mesmo assim, o Legacy tentou fazer chamadas nas freqüências "corretas", mas as limitações no Cindacta-1 prejudicaram suas chances.
Freqüências
A região do acidente se chama setor 7 no mapa do espaço aéreo. Na carta aeronáutica, são listadas as freqüências que devem ser usadas na região: 123,30 MHz, 128,00 MHz, 133,05 MHz e 135,90 MHz. Cada setor tem sua lista própria.
Os pilotos devem ser informados pelo Cindacta qual delas devem usar, enquanto os controladores escutam e transmitem em até seis freqüências simultaneamente em seu console (estação de trabalho). Em 29 de setembro de 2006, porém, os controladores do setor 7 só tinham à disposição a freqüência 135,90 Mhz. As outras cinco eram dos setores 8 e 9, que também vigiavam naquele dia.
As revelações não eximem os controladores de responsabilidade pelas falhas já comprovadas nas investigações: autorizar altitude em rota de colisão para o jato, negligenciar o monitoramento do Legacy e não acionar procedimentos previstos para falhas de comunicação que poderiam ter evitado o acidente.
Nem tampouco tira a responsabilidade dos pilotos Joseph Lepore e Jan Paladino por voar com o transponder (equipamento que alimenta o sistema anticolisão) desligado.
Contudo, explicita que o funcionamento do sistema de rádio da FAB -instrumento que é a base do controle aéreo- tem falhas. Na época do acidente, a cobertura de radar de parte do setor 7 não ia para Brasília, criando uma "zona cega" de transição rumo a Manaus. Esse problema já foi resolvido.
Procurada para esclarecer essas questões, a FAB informou que não pode especular sobre "hipóteses" relativas à investigação ainda em curso.
As transcrições são assinadas pelo major Fernando Siqueira, chefe do Sipacea (Seção de Investigação e Prevenção de Acidentes e Incidentes) e foram cruzadas pela reportagem com laudos da Polícia Federal e com a caixa-preta do Legacy.
Após sair de São José dos Campos, o Legacy passou a ser monitorado pelo Cindacta-1, que passaria as freqüências que deveriam ser usadas em cada setor da rota. Nos dois primeiros setores, os contatos ocorreram com sucesso. Quando o jato chega ao setor 5, o controlador o orienta a alternar o rádio para 125,05 MHz para falar com o próximo setor, o 7. Ele não deu uma segunda opção, conforme a praxe. O problema é que essa freqüência é do setor 9 e seu alcance é insuficiente no setor 7. Ou seja, o piloto recebeu uma freqüência inútil após a saída da região de Brasília.
A FAB culpa o controlador Jomarcelo dos Santos por não instruir o avião em tempo a usar a freqüência 135,90 Mhz, específica do setor sob sua responsabilidade, o 7. Mas não explica por que a freqüência de outro setor era usada pelo jato.
O motivo, segundo controladores ouvidos pela Folha, está ligado à qualidade das freqüências. Eles consideram que, no setor 7, há dificuldades, por ser o início da região amazônica. A FAB nega. Segundo sargentos ouvidos, a prática era escolher freqüências que, no dia e no local, estivessem "melhores".
Os pilotos não sabiam do problema com a freqüência que usavam. A caixa-preta mostra que falas de rádio em português eram ouvidas, indicando falsa normalidade, já que eles não podiam ser ouvidos.
Ainda assim, Jan Paladino diz ter percebido que ficaram muito tempo sem falar. Daí, fez 12 chamadas para Brasília, entre as 16h48 e as 16h52. Ao menos três foram nas freqüências 123,30 MHz e 133,05 MHz pois o Cindacta-1 conseguiu degravá-las, ainda que o controlador não as tenha ouvido na hora. Tentativas feitas na freqüência 128,00 Mhz não deixariam rastro, já que não funcionava.
Às 16h53, tudo indica que o jato estava sintonizado na 135,90 Mhz, porque escuta a última chamada, "às cegas", de Brasília. Responde imediatamente, mas na transcrição o Cindacta registra: "N600XL não contesta". N600XL é o código do jato. Mesmo sem anotar direito as instruções, o piloto diz que entendeu e tentou a combinação correta para Manaus, 126,45 MHz, entre outras tentativas -sem resposta. Às 16h56, colidem com o Boeing da Gol, e 154 pessoas morrem.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Justiça manda Gol pagar pensão a marido de vítima
A liminar foi concedida pela Juíza da 1ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas, Joana dos Santos Meireles, que decretou a pensão com base nos rendimentos da vítima na época da tragédia. A Gol deve ser notificada da decisão em seu escritório em Manaus, dentro de algumas horas, e será obrigada a cumprir a sentença imediatamente.
Segundo o advogado Nilson Coronin, a sentença é a primeira no Estado do Amazonas. "Eu percorri muitas varas em busca de casos semelhantes e não encontrei nada. Acredito que muitas famílias ficaram com receio de entrar com ação aqui e nos Estados Unidos", disse. Coronin ainda aguarda o julgamento do mérito da ação de indenização por danos morais e materiais.
A decisão da juíza de Manaus não é a primeira no Brasil. Há alguns meses, a família de Quézia Gonçalves Moreira, também vítima do acidente com o vôo 1907, ganhou no Rio de Janeiro o direito de receber da Gol R$ 2 milhões.
Fonte: Terra
Gol: cacique ameaça queimar bagagem de passageiros

O cacique Bedjai Txucurramae, 61 anos, que mora na aldeia Piaraçu, próxima à área, diz que os indígenas vão incendiar os objetos e a fuselagem. O Boeing se chocou com o jato Legacy dia 29 de setembro do ano passado e caiu na terra indígena Capoto Jarina, no município de Peixoto de Azevedo, em Mato Grosso, matando 154 pessoas.
Txucurramae afirma que não quer objetos ligados a pessoas mortas na floresta. O cacique disse ainda que não irá mais aceitar visitas na área do acidente.
Na área da queda do avião podiam ser vistos fragmentos de bagagem, camisetas, CDs, peças de computador, bancos do avião e pedaços da fuselagem. Os destroços estavam espalhados por uma área de aproximadamente 1 quilômetro de circunferência. Muitos dos destroços estavam parcialmente cobertos por vegetação e o local é de difícil acesso.
O local foi visitado nessa quarta-feira por um grupo liderado pelo coronel da reserva do Exército Marcos Antonio Marinho Silva, viúvo de uma das vítimas do acidente. A viagem começou segunda-feira e se encerrou hoje, em Sinop.
A expedição incluiu também uma visita à fazenda Jarinã, onde os corpos das vítimas foram levados para o trabalho de identificação. Silva, que era casado com a médica Ana Maria Caminha Maciel Silva, foi acompanhado de três integrantes do Corpo de Bombeiros e jornalistas.
O trajeto pela floresta foi guiado por índios. Antes, foi preciso passar pela cidade de Colider, onde o coronel pediu autorização do coordenador da Funai na cidade, Megaron Txucarramae, para ingressar na terra indígena.
Fonte: Terra / Foto: Juliana Michaela
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Vídeos da expedição ao local dos destroços do Boeing da Gol
Gol: Febracta pedirá perícia internacional a procurador
"Eles (controladores) estão sendo processados criminalmente. Então queremos uma perícia justa e independente", disse Sobral. Ele afirmou que o pedido ao procurador-geral deverá ser feito hoje ou amanhã, assim que obtiver um documento que está esperando. "Tem vários órgãos que fazem isso (esse tipo de perícia), então deixo que eles (a procuradoria) optem por um", disse.
O acidente envolvendo o Boeing 737-800 da Gol e o jato Legacy da empresa americana Excel Air matou 154 pessoas no dia 29 de setembro do ano passado. Voando na mesma altitude - 37 mil pés - os aviões bateram quase de frente. A asa esquerda do Legacy funcionou como uma faca, cortando a asa direita do Boeing. Cerca de 30 minutos depois, os pilotos conseguiram pousar na base aérea da Serra do Cachimbo. O avião da Gol ficou sem controle e caiu em parafuso, explodindo contra o solo numa área de mata fechada próxima ao município de Peixoto de Azevedo (MT).
Sobral também informou que, no requerimento que entregará ao procurador-geral, pedirá uma apuração da atuação da Aeronáutica no dia 30 de março deste ano, durante o motim dos controladores de vôo. Ele diz que não houve um motim. "O comando da Aeronáutica deixou os controladores trabalhando três dias sozinhos".
Na ocasião, decolagens foram suspensas em todos os aeroportos do País a partir das 18h44, segundo a Infraero, gerando aglomerações de passageiros, horas depois de controladores de vôo militares iniciarem um protesto. O motim só foi encerrado na madrugada, quando o Palácio do Planalto divulgou que havia sido fechado um acordo entre o governo e os controladores. O acordo com os militares foi assinado pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra.
Sobral considera o requerimento uma "ação de defesa da categoria em prol da defesa do vôo". "Queremos que haja racionalidade. A Aeronáutica está gerenciando uma atividade civil e não tem estrutura. E quer jogar toda a responsabilidade em cima dos controladores", afirmou o advogado da Febracta.
Fonte: Terra
