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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Para ver cometa nesta noite, observador deve olhar para o leste; saiba mais

Pegue um binóculo, olhe para o leste - onde nasce o Sol - e procure por Saturno, que tem um brilho bastante proeminente no céu. Estas são as principais dicas dos astrônomos para observar o cometa Lulin, que poderá ser visto com brilho máximo na madrugada de hoje para amanhã.

É possível, porém improvável, que o cometa fique visível a olho nu, principalmente em locais muito iluminados - é melhor recorrer a binóculos ou lunetas de boa qualidade.

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"De cidades grandes, provavelmente será muito difícil observá-lo a olho nu. Digo provavelmente porque as variações do brilho de um cometa não têm sua determinação com muita precisão. Pode ocorrer uma explosão repentina e o brilho aumentar muito, embora isto não seja muito comum", afirma Rundsthen Vasques de Nader, astrônomo do Observatório do Valongo, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Lulin estará bem próximo de Saturno, na constelação de Leão - nessa época, o planeta fica visível por volta das 20h30, como um objeto vermelho-alaranjado, maior que as estrelas em volta e não que "pisca". No céu, a coloração do cometa deve ser de um branco esverdeado, devido a sua composição química: compostos de carbono e cianogênio, um gás tóxico.

O cometa atinge nesta terça-feira (24) a sua máxima aproximação da Terra, ficando a cerca de 60 milhões de km, bem próximo para os padrões astronômicos, menos de metade da distância entre a Terra e o Sol.

Lulin, que oficialmente se chama C/2007 N3, foi descoberto em 2008 por Quanzhi Ye, da Universidade Sun Yat-sen, em Guangzhou (China), com base em imagens produzidas no Observatório Lulin, em Taiwan - daí vem seu nome "popular".

Sua órbita, ao contrário do que ocorre na maioria dos cometas, é no sentido horário. Esta é a primeira passagem de Lulin perto do Sol, dizem astrônomos, porque ele ainda preserva a maior parte dos seus gases.

Fontes: Folha Online / Associated Press

Cometa "na contramão" será visível na Terra hoje

O cometa Lulin, esverdeado, rápido, vindo de longe, circulando no sentido oposto ao dos planetas e com duas caudas, poderá ser visto no céu com brilho máximo na madrugada de hoje para amanhã, com ajuda de binóculos. Vale a pena: ele não deve voltar por aqui nos próximos milhões de anos.

Já era possível ver o Lulin aumentando o seu brilho no céu havia alguns dias, mas ele atinge agora a sua aproximação máxima com a Terra. Estará a cerca de 60 milhões de quilômetros, menos de metade da distância entre a Terra e o Sol.

Para observar o astro errante no seu momento mais luminoso, será necessário estar em um lugar com céu limpo e longe das luzes da cidade. A Lua, pelo menos, deve colaborar: estará no fim da fase minguante e não ofuscará a observação.

Cometa Lulin poderá ser visto com ajuda de binóculos, nesta madrugada; ele estará a cerca de 60 milhões de km

Se as condições forem favoráveis, será possível ver o cometa a olho nu. Ter um binóculo à mão é recomendável. Mas é melhor não contar com o bom tempo: o Sol aparece hoje entre nuvens no país inteiro e pancadas de chuva podem acontecer. Na noite de hoje, o cometa aparecerá perto de Saturno.

Deixando poeira

Quando um cometa se aproxima do Sol, o calor vaporiza a sua crosta de gelo e poeira, que deixa um rastro conhecido como cauda. Segundo Daniela Lazzaro, pesquisadora do Observatório Nacional, a cauda nada mais é, portanto, do que "poeira deixada para trás".

O vento solar, que é uma corrente de partículas carregadas que o Sol emite, joga esses gases para fora de maneira perpendicular à órbita. Quem olha da Terra para o Lulin, então, vê duas caudas. Mas Tasso Napoleão, diretor da Rede de Astronomia Observacional, diz que, no caso de Lulin, é apenas "uma ilusão de ótica, uma questão de ângulo". "A cauda, na verdade, é uma só", completa.

O Lulin circula em sentido oposto ao dos planetas em torno do Sol. Como a Terra está indo na direção contrária à do cometa, a velocidade aparente do astro será alta. Estima-se que, todos os dias, ele esteja se deslocando cinco graus no horizonte. Isso significa que, se você esticar seu braço em direção ao céu e olhar para sua mão com os dedos juntos, o cometa percorrerá o espaço de três dedos, aproximadamente.

Quem observar o Lulin com bastante paciência, portanto, poderá percebê-lo se movendo em relação às estrelas.

Cometas podem voltar com frequências que variam de algumas dezenas até milhões de anos. Os cometas de período mais curto - como o Halley, que visita a Terra a cada 76 anos - vêm de um lugar chamado cinturão de Kuiper (pronuncia-se "kóiper"), a mesma região do planeta-anão Plutão.

Outros cometas, de período longo, como Lulin, vêm de uma região orbital bem mais distante: a Nuvem de Oort, a 50 mil unidades astronômicas (o mesmo que 50 mil vezes a distância entre a Terra e o Sol). Isso significa que, se a Terra estivesse a um metro do Sol, a Nuvem de Oort estaria a 50 quilômetros (o cinturão de Kuiper estaria a algumas dezenas de metros). Por isso, os cometas de lá, depois de passarem por aqui, demoram para voltar. O Lulin é um deles e leva milhões de anos para completar uma órbita.

O cometa foi visto pela primeira vez em julho de 2007, por observadores asiáticos.

A Nasa (agência espacial dos EUA) apontou o telescópio espacial Swift para o Lulin a fim de tentar entender melhor a sua composição química e encontrar mais pistas sobre a origem dos cometas e do Sistema Solar. Cometas são de grande interesse para isso, pois acredita-se que sua composição seja semelhante à de corpos que vagavam no espaço antes da formação dos planetas.


Fontes: Folha Online / G1 - Imagens: Jack Newton/Arquivo Pessoal

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Nasa volta a adiar lançamento do ônibus espacial Discovery

Ônibus espacial Discovery na base de lançamento do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, Flórida

O lançamento do ônibus espacial Discovery para a Estação Espacial Internacional (ISS), inicialmente previsto para 12 de fevereiro, foi novamente adiado, mas desta vez para uma data indeterminada, anunciaram na noite de sexta-feira os responsáveis pela missão.

A decisão foi anunciada após uma reunião da equipe encarregada dos preparativos, que considerou que ainda há incertezas sobre o funcionamento das válvulas que regulam o fluxo de hidrogênio entre os motores da nave e o tanque externo, o que requer testes adicionais.

"Queremos estar seguros de que estamos prontos para proceder o voo", disse Bill Gersteinmaier, administrador adjunto da Nasa encarregado dos programas espaciais, acrescentando que até quarta-feira a Nasa saberá "sem dúvida o que é preciso fazer".

O lançamento havia sido adiado anteriormente por uma semana, para o dia 19 de fevereiro, e depois para o dia 22, tendo sido novamente postergado para não antes do dia 27.

Trata-se do primeiro lançamento de um ônibus espacial em 2009.

Fonte: AFP

Nasa pede sugestões para o nome de mais um módulo da ISS

O Módulo 3 (clique sobre a imagem para ampliá-la)

A Nasa convidou ontem o público para que sugira o nome que será dado ao Módulo 3 da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) que vai abrigar, entre outras coisas, novos banheiros para o posto orbital.

A Nasa quer ideias antes de o módulo de conexão e sua cúpula irem ao espaço e serem instalados na ISS, um projeto de US$ 100 bilhões no qual participam 16 países. O prazo para o envio de sugestões vence em 20 de março e a Nasa anunciará o nome ganhador em abril.

"O nome deve refletir o espírito de prospecção e cooperação que representa a estação espacial, e há de seguir a tradição iniciada com o Módulo 1 - batizado de "Unity" - e o Módulo 2 chamado de "Harmony".

De acordo com o programa da Nasa a nave espacial Endeavour levará o Módulo 3 para a ISS durante uma missão em dezembro de 2009.

Quando a cúpula for colocada em uma das seis escotilhas do módulo, vai oferecer aos astronautas "uma vista espetacular da Terra e de seu lar no espaço", segundo a Nasa.

"As seis janelas retangulares da cúpula e uma janela circular no teto mostrarão um panorama sem igual em qualquer outra nave espacial", acrescentou.

"Além de oferecer um lugar excelente para a observação e fotografia da Terra, a cúpula conterá um posto de trabalho robótico de onde os astronautas poderão controlar o braço da nave", informou a agência espacial.

Uma vez que o módulo for instalado, os tripulantes da ISS vão transferir para ele muitos dos sistemas de controle ambiental e sustento da vida que agora estão divididos entre outras áreas do laboratório espacial.

Entre esses sistemas está o de geração de oxigênio, que leva a água da estação, a separa em hidrogênio que é expelido ao espaço, e oxigênio que retorna para a cabina para os tripulantes respirem.

O sistema de revitalização de atmosfera controla os níveis de dióxido de carbono na estação e mantém a temperatura e a pressão atmosférica em níveis cômodos.

Outro equipamento que irá para o Módulo 3 é o sistema de recuperação de água e o processador de urina, que levam a água da ducha e dos vasos da ISS, a purificam e separam todos os elementos tóxicos de modo que a água seja potável para os tripulantes.

Além disso, o módulo vai abrigar também o compartimento de resíduos e higiene, que dá aos tripulantes espaço para que se banhem e usem os sanitários de modo que a estação processe a maior parte da água usada a bordo para usá-la novamente.

Isto reduzirá substancialmente a necessidade de voos de reabastecimento.

Tradicionalmente a Nasa e seus parceiros de outros países deram nomes a cada parte habitável da ISS. O laboratório americano se chama "Destiny", o europeu "Columbus" e o japonês "Kibo".

Os compartimentos de despressurização se chamam "Quest" e "Pirs"; os dois módulos construídos pela Rússia se chamam "Zvezda" e "Zarya".

Fonte: EFE via G1 - Foto: NASA

Nasa contrata empresas para criar balão para voar em Marte

Sistema deve ter potencial para realizar amostragens atmosféricas e vídeos, inexistente nas missões atuais

A Nasa concedeu à Aurora Flight Sciences e sua parceira Vertigo Inc um contrato para a criação de um lançador autônomo de balões para ser operado na superfície de Marte. A Aurora prevê um sistema compacto e leve, que possa ser incluído em futuras sondas destinadas ao planeta vermelho, ampliando assim a missão com um pequeno veículo aéreo. O sistema deve ter potencial para realizar amostragens atmosféricas e vídeos, inexistente nas missões atuais.

Sequência de lançamento do balão (Clique sobre a imagem para ampliá-la)

Segundo nota da Aurora, a exploração de Marte com balões poderá cobrir uma porção da superfície maior Marte do que a acessível para as sondas de superfície, e oferece melhor resolução de imagens do que a dos satélites. Os balões podem ser usados para medir dados atmosféricos em diferentes altitudes e localidades de Marte.

De acordo com o gerente do projeto, George Kiwada, "um grande desafio é a possibilidade do revestimento ser danificado pelos ventos, rochas ou partes do equipamento."

O contrato se baseia no trabalho anterior da Aurora para a Nasa no desenvolvimento de um avião para Marte.

Fonte: estadão.com.br - Foto: Divulgação

Hubble pode ser abandonado por causa de colisão entre satélites

Manutenção do telescópio pode não ocorrer

O telescópio Hubble está prestes a ser abandonado mais uma vez. Graças à colisão ocorrida entre um satélite americano e um russo, o campo de detritos gerado pode impedir a manutenção do idoso telescópio.

A colisão entre um satélite de telecomunicações americano e um satélite russo desativado aconteceu no dia 10 de fevereiro deste ano. De acordo com o site Discovery, o desastre espacial provocou a formação de um cinturão de detritos com mais de 600 peças, que impedem que algumas rotinas sejam executadas pelas agências espaciais, uma vez que a velocidade dos detritos gira em torno dos 29.000 km por hora. De acordo com a NASA, a probabilidade de um acidente nessas condições é de 1 em 185, quando o mínimo aceito pela agência é de 1 em 200.

O acidente, que já atrasou o lançamento de uma missão marcada para o dia 22, também pode prejudicar a sobrevivência do telescópio Hubble, uma vez que a manutenção de seu maquinário não pode ser realizada. Se nada for feito, o telescópio poderá parar de funcionar em um ano ou dois, noticiou o site Wired.

A decisão da continuação ou do encerramento da missão de manutenção será divulgada em duas semanas. Se aprovada, a nave Atlantis deverá chegar ao Hubble em Maio deste ano.

O telescópio Hubble foi lançado ao espaço em 1990, e vem produzindo uma série de conteúdo de extrema importância para a Astronomia mundial. Há alguns anos, quase foi desativado, mas após um enorme abaixo assinado online, continuou na ativa.

Fonte: www.geek.com.br - Foto: spacetelescope.org

Nasa lancará primeira missão em busca de planetas parecidos com a Terra

A Agência Espacial Americana (Nasa) está pronta para lançar a sonda Kepler em sua primeira missão de busca de planetas fora de nosso sistema solar parecidos com a Terra e potencialmente habitáveis.

O lançamento do telescópio está previsto para 5 de março, às 22H48 local (03H48 GMT do dia 6) a partir da base de Cabo Cañaveral na Flórida (sudeste) a bordo de um foguete Delta II, informaram nesta quinta-feira os responsáveis pelo projeto.

Trata-se da primeira missão da Nasa para buscar planetas rochosos como a Terra, em órbita em torno de estrelas similares ao Sol, nem muito longe, nem muito perto, de maneira que sua temperatura possa permitir a existência de água na superfície, condição considerada essencial para o desenvolvimento da vida.

"Kepler é um elemento-chave nos esforços da Nasa para descobrir planetas nos quais se possa encontrar um ambiente similar ao terrestre", explicou, em uma coletiva, Jon Morse, diretor da divisão de astrofísica da agência espacial.

"O inventário de planetas que o Kepler deve realizar será de grande importância para a compreensão da frequência de planetas na mesma categoria do tamanho da Terra em nossa galáxia (a Via Láctea)", acrescentou.

Kepler permitirá, além disso, "preparar futuras missões que detectarão diretamente e estabelecerão as características destes planetas em órbita em torno de estrelas próximas", assegurou o cientista.

A missão Kepler, que custará quase 600 milhões de dólares, durará cerca de três anos e meio e analisará mais de 100.000 estrelas similares ao Sol na região das constelações de Cisne e Lira da Via Láctea.

A sonda encontrará provavelmente centenas de planetas do tamanho da Terra e maiores, mais ou menos distantes de sua estrela, segundo os encarregados do projeoto.

Se os planetas de tipo terrestre são frequentes na zona habitável de seu sistema solar, Kepler poderá descobrir dezenas deles.

Se, em compensação, estes planetas forem raros, a sonda talvez não encontre nenhum, indicando que a Terra seria uma exceção no Universo, indicou William Borucki, responsável científico da missão.

A Nasa batizou o telescópio de "Kepler" em homenagem ao astrônomo alemão do século XVII Johannes Kepler, que descobriu que os planetas giram em torno do Sol em elipses e não em círculos perfeitos.

Desde 1995, 337 exoplanetas (exteriores ao nosso sistema solar) foram descobertos em torno de estrelas, mas são muito maiores que a Terra e estão em lugares ou condições que tornam impossível a existência de vida.

CoRot, o satélite franco-europeu lançado em dezembro de 2006 com a missão de buscar exoplanetas perto de 90.000 estrelas, descobriu no início de fevereiro o menor desta categoria, com o dobro do tamanho da Terra. Mas sua temperatura é extremadamente elevada, por isso é impossível a existência de vida.

Fonte: AFP

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Nasa prepara um retorno à Lua para construção de base

Em comemoração aos 40 anos de chegada à Lua a Nasa prepara um retorno mais prolongado

Em julho deste ano, a Nasa comemora o 40º aniversário da primeira caminhada na Lua. Entre as missões Apollo 11, em 1969, e a 17, em 1972, seis bandeiras norte-americanas foram fincadas em solo lunar. Desde então, ninguém voltou para ver se elas continuam de pé.

Por que voltar à Lua, tantos anos depois? Segundo a Nasa, o retorno será o primeiro passo para a construção de uma base de permanência prolongada - projeto que foi abandonado nos anos 70 com a Guerra do Vietnã e o fim da Guerra Fria. A nova missão também serviria como uma espécie de projeto-piloto para o envio de astronautas a Marte, no futuro.

O novo programa, batizado de Constellation, inclui um novo tipo de foguete, o Ares (homenagem ao deus grego da guerra, Marte para os romanos). O primeiro foguete deve substituir os caríssimos ônibus espaciais como veículo de transporte para a Estação Espacial Internacional em 2014. Para a missão à Lua, a Nasa espera enviar uma versão bem maior, o Ares V, capaz de transportar até 130 toneladas de carga.

O módulo que se desprenderá do foguete chama-se Orion. Com design "retrô", a cápsula tem o formato cônico que mostrou-se eficaz nas missões Apollo e até hoje é adotada pelos russos. Mas a semelhança termina aí. Mais espaçosa, a Orion contará com tecnologias de ponta e painéis solares. Outra diferença é que ela ficará em órbita, aguardando a tripulação. Um outro módulo, o Altair, é que levará os astronautas ao solo lunar.

Os novos trajes espaciais em estudo são bem mais resistentes que os antigos, para enfrentar o ambiente inóspito da Lua por mais tempo com segurança. Apesar de tantos avanços, o cenário que se desenha ainda deixa a desejar para quem vinha sonhando, desde os anos 70, com hotéis e condomínios de luxo ali, a 340 mil quilômetros da Terra.

Fonte: UOL

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Europa lança programa para monitorar o lixo espacial

Apresentado em janeiro, plano ganha urgência após colisão de satélites da última semana

Temendo pela multidão de satélites na órbita da Terra, a Agência Espacial Europeia (ESA) lançou um programa para monitorar destroços no espaço e criar um conjunto de normas para evitar futuras colisões sobre o planeta, disse um representante da entidade.

O programa, de US$ 64 milhões, chamado Consciência Situacional do Espaço, tem por objetivo aumentar a informação disponível para os cientistas na Terra a respeito dos cerca de 13 mil satélites e outros objetos artificiais que orbitam o planeta, disse o especialista em lixo espacial da ESA, Jean-Francois Kaufeler.

O programa havia sido lançado em janeiro. Em 10 de fevereiro, a colisão de dois satélites gerou lixo espacial que poderá circular o planeta ou ameaçar outros satélites por até 10 mil anos.

"O que esse último acidente mostra é que precisamos fazer muito mais. Precisamos receber dados muito mais precisos, para podermos evitar futuras colisões", disse Kaufeler, a respeito da colisão.

O choque ocorreu a 800 km de altitude, sobre a Sibéria, e envolveu um satélite russo abandonado e um satélite comercial de comunicações ainda ativo.

Um elemento essencial do programa é aumentar a quantidade de informações compartilhadas entre as diversas agências espaciais, incluindo a Nasa e a Roscosmos, da Rússia.

Kaufeler também disse que outro aspecto a analisar é o estabelecimento de um padrão internacional para a descrição, rastreamento e, se necessário, remoção dos dejetos orbitais. Autoridades dos EUA e da Rússia trocaram farpas sobre a responsabilidade da colisão da semana passada.

Especialistas vão se reunir nesta semana em Viena, Áustria, para um seminário das Nações Unidas sobre como evitar colisões futuras. Em março, ocorre uma conferência europeia sobre o tema.

Veja a colisão (site Satellite Tracker)



Fonte: AP via estadão.com.br

Após colisão de satélites, Hubble está em perigo

O telescópio Hubble está no caminho dos pedaços que sobraram do acidente entre dois satélites na semana passada, conforme divulga a edição online da Exame Informática.

Após a colisão dos satélites russo e americano na passada semana, ficaram cerca de 500 a 600 destroços, alguns com dez centímetros, em órbita a 780 quilómetros de altitude, segundo os responsáveis da NASA alguns destes destroços poderão chocar com o telescópio Hubble.

Qualquer embate, por mínimo que seja, pode afectar a missão do telescópio, que não tem quaisquer medidas evasivas, como propulsão para alterar a sua trajectória.

Em Maio, será dirigida uma última missão ao Hubble para prestar assistência ao telescópio.

Fonte: PNN Portuguese News Network

Seguem em órbita os satélites de Rússia e EUA que se chocaram

"Tudo indica que a colisão não foi frontal", diz analista

Os satélites russo e americano que se chocaram na terça-feira da semana passada sobre a Sibéria não sofreram danos graves e continuam na órbita da Terra, informou hoje o analista militar russo Igor Lisov à agência Interfax.

— Tudo indica que a colisão não foi frontal e que os satélites bateram de raspão, pois praticamente não sofreram danos e, após o choque, mantiveram-se em uma órbita estável, embora distinta à inicial — afirmou.

Ele não descartou que as baterias solares ou que outros elementos de ambos os satélites tenham se enganchado, mas ressaltou que, em qualquer caso, o número de fragmentos como resultado da colisão deve ser "consideravelmente inferior" ao estimado anteriormente. Segundo fontes oficiais, meios de observação do espaço cósmico detectaram e seguem o movimento de 38 grandes fragmentos resultantes da colisão, apesar de a Nasa, agência espacial americana, afirmar que houve cerca de 600 fragmentos.

Segundo Lisov, o comando estratégico dos Estados Unidos ainda não incluiu esses fragmentos em seu catálogo de objetos cósmicos. A colisão aconteceu no último dia 10, entre um aparelho espacial americano Iridium-33 e um satélite militar russo Cosmos-2251, este último fora de funcionamento, a uma altura de aproximadamente 800 quilômetros sobre a Sibéria.

Em consequência do choque, os fragmentos dos aparelhos se dispersaram, a uma altura entre 500 e 1.300 quilômetros, segundo fontes russas. Diversos meios de comunicação americanos informaram hoje sobre estranhas "bolas de fogo" cuja queda foi detectada no Texas (EUA), o que motivou a suspeita de que fossem fragmentos dos satélites. No entanto, especialistas russos consultados pela Interfax consideraram improvável esta hipótese e afirmaram que foi um meteorito o que caiu nos EUA.

Fonte: EFE via Diário Catarinense

Caem detritos de satélites no Texas



Há objetos raros a caírem do céu no Texas… Não, os Deuses não estão loucos… São apenas os detritos provocacos pela colisão de dois satélites no espaço na quinta-feira.

É nisso que acreditam as autoridades norte-americanas, que alertaram os pilotos da força aérea do perigo de encontrar os restos dos satélites em pleno voo

Um jogador de Golfe explica que ficou de boca aberta a olhar para o céu, estava à espera de mais, de ver mais detritos e qum sabe algumas explosão, mas nada.

Até agora, em terra, não houve prejuízos materiais nem humanos na sequência da queda dos detritos, o fenómeno inédito serve para animar dois dedos de conversa.

O chefe da Missão russa de controlo advertiu para o facto destes detritos poderem ser perigosos, pelo menos para os aviões. O responsável afirmou ainda que nuvens de detritos vão rondar a Terra e ameaçar muitos outros satélites durante vários anos.

Fonte: EuroNews (Portugal)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Missão da "Discovery" à ISS volta a ser adiada

A Nasa, agência espacial americana, adiou ontem pela terceira vez o começo da missão da nave "Discovery" à Estação Espacial Internacional (ISS), para que os técnicos tenham mais tempo para revisar uma válvula no tanque exterior.

A agência espacial americana fixou a nova data para 27 de fevereiro, após uma reunião de revisão dos preparativos da missão de 14 dias.

Esta é a terceira vez que a Nasa adia o lançamento do Discovery, cuja missão era prevista para começar dia 12.

A Nasa explicou que os técnicos "progrediram significativamente" na compreensão do que danificou uma válvula de controle de fluxo na nave durante sua última missão, em novembro.

Segundo a Nasa, os engenheiros trabalharam muito para resolver o problema, mas precisam de mais tempo para completar as análises e os testes necessários para garantir a segurança dos tripulantes.

A expedição, durante a qual serão feitas quatro caminhadas, tem como objetivo principal completar a construção da viga central da ISS.

Fonte: EFE via G1

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Restos de satélites ficarão no espaço por 10 mil anos, diz russo

Militares americanos, e não a Nasa, já rastreiam 18 mil objetos em órbita, mas o total de lixo é desconhecido

Tela do site Satellite Tracker mostra a posição dos destroços do Iridium 33 na tarde de sexta-feira

Restos da colisão de satélites desta semana poderão girar em torno da Terra por até 10 mil anos, ameaçando muitos outros satélites em uma área já altamente ocupada, disse o chefe do Controle de Missão da Rússia.

Vladimir Solovyov afirmou que a colisão de terça-feira, 11, entre um satélite militar russo desativado e um satélite da rede provada de comunicações Iridium ocorreu a cerca de 800 km de altitude, a faixa mais ocupada do espaço próximo à Terra.

"Oitocentos quilômetros é uma órbita muito popular, usada por satélites de rastreamento e de comunicações", disse ele a jornalistas. Solovyov afirmou que até os menores fragmentos representam um perigo para satélites feitos de materiais leves, porque viajam a altíssimas velocidades.

A maioria dos fragmentos concentra-se perto do curso da colisão, mas o general Alexander Yakushin, chefe do Estado-Maior das Forças Espaciais russas, alguns pedaços foram arremessados a outras órbitas, de 500 quilômetros a 1,3 mil quilômetros.

Militares americanos, e não a Nasa, já rastreiam 18 mil objetos em órbita, mas ninguém sabe quantos pedaços de lixo espacial foram gerados pela colisão desta semana, nem que tamanho podem ter.

David Wright, do setor de Segurança Global da União de Cientistas Preocupados, disse que a colisão possivelmente causou dezenas de milhares de partículas com mais de 1 centímetro, qualquer uma das quais pode danificar ou destruir outros satélites.

Em uma postagem no website da instituição, ele disse que as duas nuvens de destroços geradas pelo impacto vão se expandir com o tempo, gerando uma casca ao redor da Terra. ele comparou os destroços a "um tiro de escopeta que ameaça outros satélites".

Autoridades russas e americanas trocaram acusações quanto á responsabilidade pelo acidente. A porta-voz da Iridium, Elizabeth Mailander, disse que a empresa é capaz de desviar qualquer um de seus 65 satélites do caminho de uma colisão em potencial, se receber um aviso com antecedência suficiente. Nenhuma advertência foi feita na terça-feira, declarou.

Além disso, a companhia nunca agiu para reposicionar seus satélites porque os avisos nunca são precisos o bastante e há satélites demais para levar em conta. "O nosso estava onde deveria estar, e estava funcionando", disse ela, acrescentando que a empresa não entrou em contato com o governo russo.

Especialistas vão se reunir em Viena na próxima semana, num seminário das Nações Unidas para criar novas maneiras de evitar colisões, disse o gerente do programa de destroços orbitais da Nasa, Nicholas Johnson.

Há entre 800 e 1.000 satélites ativos em órbita, além de 17 mil destroços e satélites desativados, disse ele. O sistema de rastreamento das Forças Armadas americanas não tem recursos para advertir os operadores de satélite de cada possível colisão.

Um website privado, Socrates, oferece avaliação diária do risco de colisão entre satélites e a rede Iridium, com 65 aparelhos em órbita, frequentemente aparece nos dez mais. Mas o Iridium 33, destruído na terça, não estava na relação do dia.

Fonte: estadao.com.br - Imagem: Reprodução

ISS: risco de acidente é 'muito pequeno', tranquiliza Nasa

A colisão sem precedentes nesta terça-feira entre dois satélites "aumenta" os riscos de acidentes para a Estação Espacial Internacional (ISS), mas eles permanecem "muito pequenos", considerou nesta quinta-feira a agência espacial americana (Nasa).

"Os especialistas da Nasa concluíram que os riscos para a Estação Espacial (ISS) aumentaram, (mas) consideram que permanecem muito pequenos e dentro dos limites aceitáveis", disse à AFP o porta-voz da Nasa John Yembrick.

Um satélite comercial americano foi destruído após uma colisão no espaço na terça-feira com um satélite militar russo, um tipo de acidente particularmente raro que deixou duas nuvens de fragmentos no espaço.

A Nasa considerou que a amplitude dessas duas nuvens poderá apenas ser determinada em algumas semanas.

A estação ISS e seus três ocupantes estão em órbita a uma altitude de cerca de 350 km, longe do local onde ocorreu a colisão.

Por outro lado, os satélites de observação da Terra da Nasa e o telescópio espacial Hubble estão em órbita a altitudes mais elevadas e, portanto, mais expostos a uma colisão com os fragmentos.

"Os satélites de observação da Terra da Nasa estão em órbita a uma altitude de cerca de 707 km, não muito distantes da altitude de 790 km da colisão", ressaltou a agência.

Em relação ao lançamento pela Nasa do ônibus espacial Discovery em direção à ISS no dia 22 de fevereiro, William Jeffs, um porta-voz da agência espacial em Houston (Texas, sul) afirmou à AFP: "No momento, não há riscos de adiarmos o lançamento".

Fonte: AFP

Europeus fazem simulação de 'tráfego intenso' de satélites no espaço

Cerca de 12 mil objetos giram ao redor do planeta atualmente.

Imagens da ESA (Agência Espacial Européia) ajudam a entender colisão.

As imagens impressionam. São parte de uma simulação da ESA (Agência Espacial Européia) para mostrar onde estão os mais de 12 mil satélites artificiais da Terra, colocados em órbita por foguetes nos últimos 50 anos. Olhando para elas, fica mais fácil entender como, apesar de todo o esforço de rastreio feito por agências espaciais ao redor do mundo, dois satélites, um russo e um americano, colidiram no espaço, sobre a Sibéria.

Imagem da Agência Espacial Européia mostra como é o 'congestionamento' de satélites em órbita

Nas imagens, há um exagero, claro: os satélites na verdade são bem menores do que parecem na simulação, em comparação com o tamanho da Terra. Por isso, ao tirar fotos de nosso planeta, as sondas espaciais não revelam a montanha de metal, lixo e painéis fotovoltaicos que gira o tempo todo sobre nossas cabeças. Ainda assim, está tudo lá.

As preocupações de segurança são maiores para missões tripuladas. Em caso de uma colisão de algum desses satélites com a Estação Espacial Internacional, é improvável que os tripulantes do complexo orbital pudessem sobreviver. Daí a necessidade de monitorar de perto tudo que é colocado em órbita da Terra.

Em órbitas mais distantes, o tráfego também é intenso

Fonte: G1 - Imagens: ESA/AFP

Não existe um método funcional de limpar o espaço

Desde o início da navegação espacial em 1957, com o lançamento do satélite russo Sputnik, a humanidade encheu o espaço de lixo em excesso. Se calcula que desde então mais de 110.000 peças , a maioria - menores que um calhau, rodeiam a Terra.

O lixo espacial procedeu, sobre tudo de 180 explosões de foguetes e satélites, segundo as estimativas da Nasa. Aos componentes de naves espaciais somam-se as coisas perdidas pelos astronautas e cosmonautas. Esta bagunça rodeia o nosso planeta e se movimenta com a velocidade de 28.000 quilômetros por hora.

Entretanto, não existe um método funcional de limpar o espaço. As autoridades de vigilância espacial russa e norte-americana controlam somente cerca de 10.000 peças de diâmetro maior que 10 sentimentos para evitar colisões com satélites.

Mais de 17.000 objetos chocaram contra o nosso planeta desde o ano 1962. Assim, em 2002 a parte do foguete Ariane, lançado em 1985, caiu sobre uma casa na Uganda. A estação espacial “Mir”, depois de 15 anos em funcionamento, caiu no Oceano Pacífico no litoral na Nova Zelândia.

A área mais lotada de fragmentos encontra-se entre 885 km e 1005 km de altitude e isso representa um risco menor para os vôos espaciais tripulados. A Estação Espacial Internacional orbita a 402 quilômetros e o alcance do ônibus espacial não supera os 603 . Mas o depósito de lixo orbital poderá representar um perigo para voos comerciais e científicos.

Fonte: Lyuba Lulko (Pravda)

Conheça os dois satélites que colidiram no espaço

O lixo espacial é um problema crescente para todos os veículos em órbita. Esta é uma ilustração artística do problema

O que já era há muito tempo previsto e, de certa forma, até mesmo esperado, finalmente aconteceu: dois satélites artificiais chocaram-se violentamente no espaço, espalhando destroços por uma região entre 500 e 1.300 quilômetros de altitude.

Perigo do lixo espacial

O grande volume de lixo espacial, principalmente de artefatos que já não funcionam e são abandonados, torna cada vez maior a probabilidade de que haja choques entre eles. Este é o primeiro caso de acidente deste de tipo de grandes proporções. Houve dois outros casos registrados, um em 2005 e outro em 1991, mas os dois envolvendo apenas fragmentos isolados.

Sobre a responsabilidade pelo acidente, Nicholas Johnson, coordenador da área de detritos espaciais da NASA, não teve palavras tranquilizadoras: "Eles voaram um na direção do outro. Não há preferencial lá em cima. Nós não temos um controle de tráfego no espaço. Não há maneira de saber o que está vindo na sua direção."

Choque entre satélites

O choque ocorreu às 14h56 no horário de Brasília, da última terça-feira, dia 10/02. O acidente envolveu um satélite norte-americano de comunicações, pertencente à empresa Iridium, que estava em operação, e um satélite militar russo, já desativado.

O acidente ocorreu a 790 km de altitude, quando os dois satélites estavam sobre o nordeste da Sibéria, criando uma gigantesca nuvem de escombros que está se espalhando. Somente nas próximas semanas os engenheiros conseguirão ter um mapeamento completo dos novos destroços. O mais provável é que a maior parte deles venha a se queimar ao reentrar na atmosfera da Terra.

Detritos espaciais

Várias agências espaciais continuamente pedaços de lixo espacial maiores do que 10 centímetros. Nos Estados Unidos, este trabalho é feito pelo projeto U.S. STRATCOM, coordenado pelos militares. Calcula-se que existiam, antes do acidente desta terça-feira, cerca de 18.000 desses detritos espaciais.

Nas 24 horas que se seguiram à colisão entre os dois satélites, os engenheiros conseguiram mapear cerca de 600 pedaços, embora ainda não tenham informações suficientes sobre as dimensões de cada um deles. Este número deverá crescer continuamente nos próximos dias.

Riscos do acidente

O acidente eleva o nível de risco de novos acidentes, embora não seja possível ainda prever se outros satélites tenham que passar por reposicionamentos ou mesmo venham a ser ameaçados. Mas os dois não estavam nesta órbita por acaso - esta é uma altitude muito importante para as telecomunicações, e há inúmeros satélites nas proximidades.

Sobre os riscos para a Estação Espacial Internacional, que orbita a cerca de 400 km de altitude, a NASA e a Roscosmos, a agência espacial russa, não se entendem. Os russos afirmam que não há perigo, mas a NASA disse que o perigo existe e que alguns dos detritos já poderiam estar na altitude da ISS.

Já o Telescópio Espacial Hubble está realmente dentro da área ocupada pelos novos destroços.

Satélite Iridium-33

O satélite norte-americano pertence à empresa privada Iridium, que opera uma constelação de 66 satélites, responsáveis por um sistema de comunicação para telefones celulares via satélite. Foram lançados 95 desses satélites, mas muitos deles tiveram problemas e deixaram de funcionar. Cinco deles reentraram na atmosfera e se queimaram

O satélite que se envolveu na colisão, o Iridium-33, estava em funcionamento. A empresa anunciou que movimentará um dos seus satélites de reserva para o local do Iridium-33.

Cosmos-2251

O satélite russo aparentemente também era voltado para telecomunicações mas, por ser de uso militar, não há grandes informações sobre ele. Seu nome era Cosmos-2251, um satélite da série Strela-2M.

O Cosmos-2251, que pesava 900 kg, foi lançado em 26 de Junho de 1993. Ele substituiu o Cosmos-2112, lançado três anos antes e que deixara de funcionar. Estima-se que o Cosmos-2251 tenha sido desativado no máximo 10 anos depois do seu lançamento, mas não há informações oficiais a respeito.

Fonte: Inovação Tecnológica

Cientistas tentam determinar ameaça ligada a colisão de satélites

Risco pode ser considerável para telescópio espacial e outros objetos.

Preocupação com Estação Espacial Internacional é pequena.


Os cientistas estão acompanhando com grande atenção os destroços orbitais que surgiram quando dois satélites de comunicação, um americano e um russo, colidiram centenas de quilômetros acima da Terra. De acordo com a Nasa, deve levar semanas até que a magnitude da pancada seja conhecida e as possíveis ameaças contra outros satélites, ou mesmo contra o Telescópio Espacial Hubble, sejam determinadas.

Concepção artística mostra como era o satélite americano antes da pancada

Segundo a agência espacial americana, trata-se do primeiro impacto de alta velocidade entre dois satélites intactos. De acordo com a Nasa, os riscos para a Estação Espacial Internacional e seus astronautas é baixo, porque ela orbita a Terra mais de 400 km abaixo do local da colisão. A Roscosmos, agência espacial russa, concorda. Também não deve haver perigo para o lançamento do ônibus espacial no próximo dia 22, mas isso terá de ser reavaliado nos próximos dias.

De acordo com Nicholas Johnson, especialista em lixo espacial do Centro Espacial Houston, o risco de danos é maior para o Telescópio Espacial Hubble e para os satélites de observação da Terra, que estão numa órbita mais alta e mais próxima do campo de destroços.

A colisão envolveu um satélite comercial americano Iridium, lançado em 1997, e um satélite russo colocado em órbita em 1993, que aparentemente não estava mais funcionando e tinha ficado fora de controle. Ninguém tem idéia de quantos pedaços sobraram da batida - podem ficar na casa das dezenas ou das centenas.

A estimativa dos pesquisadores é de que existem cerca de 17 mil pedaços de destroços de origem tecnológica girando em torno da Terra hoje. A situação é tão séria que esses cacos são considerados hoje a pior ameaça aos vôos dos ônibus espaciais, e a Nasa diz esperar que o problema se torne cada vez mais sério nas próximas décadas.

Fonte: Marcia Dunn (Associated Press) via G1 - Foto: AP/Nasa

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Satélites russo e americano colidem no espaço

Dois satélites de comunicações, um russo e outro americano, colidiram a uma altura de quase 800 quilômetros sobre a Sibéria, confirmaram ontem fontes da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos.

A colisão, que na terça-feira passada produziu uma nuvem de escombros, gerou perigo para a Estação Espacial Internacional (ISS), que viaja a uma órbita de cerca de 400 quilômetros de altura, segundo fontes da Nasa.

Um porta-voz da Nasa, citado pelo diário "The Washington Post", diz que a dispersão dos escombros da colisão poderia obrigar os ocupantes da ISS a fazer uma manobra.

Qualquer objeto no espaço se desloca a uma velocidade de 28 mil km/h e uma colisão com outro que se desloque em direção oposta resultaria em uma desintegração total.

No entanto, a Nasa informou que cientistas da agência espacial "determinaram que o risco é muito pequeno e está dentro dos limites aceitáveis".

Segundo a Nasa, os satélites que se chocaram foram postos em órbita em 1997, pelos EUA, e em 1993, pela Rússia.

Fonte: EFE via G1