sábado, 31 de maio de 2008

Discovery decola para missão de instalar laboratório espacial japonês

Equipamento de US$ 1 bilhão será montado na Estação Espacial Internacional.

Outra missão, bem menos glamourosa, é substituir a válvula defeituosa do sanitário.


Discovery decola do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral

O ônibus espacial "Discovery" e seus sete tripulantes partiram ontem (31) do Cabo Canaveral, na Flórida, em uma missão de 14 dias até a Estação Espacial Internacional (ISS). O lançamento aconteceu às 17h02 (18h02, em Brasília), como estava previsto.

O "Discovery" leva em seu compartimento a segunda parte do laboratório espacial japonês "Kibo" (Esperança), que será montado, junto com seu braço robótico, na estrutura do complexo em órbita no curso de três dias de atividades fora da nave.

O transporte do "Kibo" para a ISS faz parte de um acordo firmado há duas décadas entre os EUA e vários países para construir e operar uma estação espacial.

O laboratório japonês é integrado por três partes e sua montagem terminará apenas no ano que vem. A última parte incluirá um setor externo onde poderão ser realizadas experiências de exposição ao ambiente espacial.

Uma vez em órbita, os astronautas do "Discovery" realizarão três caminhadas para instalar a segunda parte do laboratório japonês, trabalhar no sistema de refrigeração da ISS e solucionar um problema em vários dos painéis solares da estação.



Um outro reparo será bem menos glamouroso: trocar a válvula especial do vaso sanitário da Estação Espacial, que apresentou defeito e entupiu.

As atividades extraveiculares estarão a cargo do astronauta Mike Fossum e do especialista Ron Garan, que contarão com a ajuda do japonês Akihiko Hoshide.

Além de Fossum, Garam e Hoshide, os outros tripulantes da missão são os astronautas Greg Chamitoff, Ken Ham, Karen Nyberg e o comandante Mark Kelly, que realiza sua terceira missão.

Quando o "Kibo" estiver totalmente ajustado terá se completado 71% do trabalho da ISS e restarão sete missões de construção.

A Nasa deseja que estação espacial esteja totalmente acabada até o final de setembro de 2010, quando prevê retirar sua frota de naves.

O "Kibo", que tem o tamanho de um ônibus, se juntará ao módulo "Columbus" da Agência Espacial Européia, instalado em fevereiro deste ano.

O laboratório japonês, que é quatro metros mais longo que o "Columbus" e que tem uma extensão dois metros maior que a do laboratório "Destiny" dos EUA, conta com 23 plataformas para pesquisas de medicina espacial, biologia, observações da Terra, produção de materiais, biotecnologia e comunicações.

Fontes: G1 / EFE - Foto: Reuters

O sucessor do Hubble

Na imagem ao lado, o telescópio espacial James Webb

Em 2013 está previsto o lançamento do sucessor do telescópio espacial Hubble, um dos mais notáveis instrumentos na história da astronomia, que desde 1990 tem ajudado o homem a conhecer melhor a estrutura e a história do Universo.

O telescópio espacial James Webb terá metade do peso do Hubble, economizando em diversas partes para poder conter o mais importante: um espelho com 6,5 metros de diâmetro, quase três vezes maior do que o do seu antecessor, o que permitirá observar distâncias hoje impensáveis.

O olhar distante não se dará apenas no espaço, mas no tempo, com o registro de estrelas e outros objetos cuja luz será registrada muito depois de serem emitidas. Segundo os responsáveis pelo projeto, com o James Webb será possível olhar para mais de 13 bilhões de anos atrás, pouco após o Big Bang, para testemunhar e entender melhor, por exemplo, o nascimento de galáxias.

“Para conseguir isso, precisamos fundamentalmente de um telescópio grande, pois os objetos, por estarem muito distantes, não são nítidos”, disse o astrofísico Jonathan Gardner, chefe do Laboratório de Cosmologia Observacional do Centro Goddard de Vôo Espacial, da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Gardner participou do seminário “Uma espiada no Futuro da Astronomia”, evento que reuniu esta semana astrônomos de diversos países no Observatório Nacional, no Rio de Janeiro.

O novo telescópio terá uma área de coleta de luz seis vezes maior do que a do Hubble. “Como seu espelho principal tem 6,5 metros, e o foguete que o lançará tem pouco mais de 5 metros de diâmetro, o James Webb seguirá ‘dobrado’. Depois de deixar o foguete, será desdobrado e seus segmentos serão alinhados”, explicou Gardner à Agência FAPESP.

O James Webb é resultado de uma colaboração entre a Nasa e as agências espaciais canadense (CSA) e européia (ESA). A missão tem custo estimado de US$ 4,5 bilhões.

Ele ficará em órbita a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, além da influência da órbita da Lua. A região, conhecida como L2, está na parte exterior da órbita terrestre ao largo da reta que une a Terra ao Sol e permitirá que a espaçonave se mantenha em distância constante do planeta, sendo necessários apenas pequenos movimentos comandados a distância.

Outra diferença é que o James Webb foi projetado para trabalhar em temperaturas de 225ºC negativos. “Para chegar a tais temperaturas, ele terá que se afastar bastante da Terra. Por ficar apenas na órbita terrestre, o Hubble pega a luz do Sol a cada uma hora e meia, o que faz com que tenha que se esconder atrás da Terra para poder se resfriar novamente. O James Webb estará a 1,5 milhão de quilômetros, atrás de um painel que atuará como se fosse um bloqueador com nível de proteção muito alto”, comparou Gardner.

Serão cinco camadas de painéis para garantir um isolamento perfeito. “Se tivéssemos apenas uma camada de proteção, algum objeto espacial, ao se chocar com o telescópio, poderia deixar um buraco onde os raios solares penetrariam, e isso é algo que queremos evitar”, afirmou.

Segundo Gardner, esse falta de proteção é um dos maiores problemas do Hubble. Além disso, os instrumentos eletrônicos do telescópio atual não estão funcionando corretamente. Por conta disso, em outubro a Nasa enviará o ônibus espacial em uma missão para substituir os instrumentos defeituosos. Mas a agência norte-americana já avisou que esse será o último conserto do telescópio, que deverá funcionar por mais cinco anos.

“Queremos que o Hubble permaneça no espaço o máximo de tempo possível, mas, ao mesmo tempo, desejamos um telescópio maior. O Universo está se expandindo e precisamos também expandir nosso conhecimento”, disse Gardner.

Como junto com a expansão do Universo ocorre o alongamento da luz, o Webb está sendo projetado para trabalhar em infravermelho – o Hubble opera mais em luz visível e em radiação ultravioleta. “Para ver as primeiras galáxias, precisamos de um telescópio que consiga enxergar a luz que vem de onde as estrelas nascem”, explicou.

A Guiana Francesa foi o local escolhido para o lançamento, por estar próximo à linha do Equador, posição geográfica que facilita a impulsão do foguete, e do oceano – em caso de erro, o foguete cai no mar. Será lançado a partir de um foguete Ariane.

“Devido à distância que pretendemos que ele trabalhe, não poderá haver erros em seu lançamento e posicionamento, pois não poderemos enviar missões de astronautas para ajustá-lo, como fazemos com o Hubble”, ressaltou o astrofísico. O Hubble está muito mais próximo, a menos de 600 quilômetros da superfície terrestre.

O nome do novo telescópio é uma homenagem ao segundo administrador da Nasa. “Webb foi o responsável por ter feito com que a agência passasse a fazer ciência”, disse Gardner.

O astrofísico aponta que, assim como o Hubble, um dia o James Webb também se aposentará, quando então entrará em cena um telescópio espacial maior e mais moderno, de modo a “satisfazer a inquietude humana”. Apesar de ainda nem ter sido lançado, a missão do James Webb está prevista para ter fim em 2023.

Mais informações: www.jwst.nasa.gov

Foto de índios atacando avião lembra imagem polêmica de 1944

Imagem publicada na extinta revista 'O Cruzeiro' teve grande repercussão no Brasil e ganhou o mundo

Foto: Gleison Miranda (FUNAI)

A divulgação de fotos de índios de uma tribo isolada no Acre atirando flechas contra um avião relembra um episódio de grande repercussão no Brasil nos anos 40, quando a revista O Cruzeiro publicou uma reportagem assinada pela polêmica dupla formada pelo repórter David Nasser e o fotógrafo Jean Manzon. Intitulada "Enfrentando os chavantes", a reportagem publicada na edição de 24 de junho de 1944 tinha como principal ilustração uma foto dos índios atacando o avião que sobrevoava uma aldeia na região de Xingu, no Mato Grosso.

A imagem ganhou grande repercussão, já que a O Cruzeiro - do grupo Diários Associados do magnata Assis Chateubriand - era então o veículo de comunicação mais influente do País, com uma controversa linha editorial que misturava jornalismo e espetáculo. Nasser e Manzon eram os principais nomes da publicação e não tinham pudor de aumentar, omitir e inventar informações para suas reportagens, como mostra o livro 'Cobras Criadas', do jornalista Luiz Maklouf Carvalho.

A foto publicada em 'O Cruzeiro'

A imagem dos índios foi um dos vários casos polêmicos protagonizados pela dupla. Nasser escreveu um relato cheio de detalhes narrando de sua aventura e do fotógrafo para fazer as imagens, mas não estaria no vôo. A própria autoria da imagem é controversa. Manzon teria aproveitado os fotogramas de um filme feito por um militar e que caiu em suas mãos por causa de seus contatos no DIP, departamento de propaganda do Estado Novo em que trabalhou. A polêmica sobre a autoria, no entanto, não é suficiente para tirar força da imagem, que ganhou o mundo. Alguns meses depois, ela foi estampada com destaque na revista americana Life.

Fonte: Estadão

Câmeras detectam 'terrorismo' em passageiros

A preocupação com ataques terroristas em aviões fez com que empresas aéreas na Europa se unissem para desenvolver um novo sistema de segurança. O resultado foi um software para câmeras de segurança que "detecta terrorismo" no rosto dos passageiros.

O sistema usa uma câmera para cada assento e outras seis para monitorar os corredores. O software então analisa as imagens para detectar atividades terroristas ou comportamento agressivo nas expressões faciais dos passageiros.

As possíveis ameaças detectadas pelo software incluem correr, tocar o rosto nervosamente ou suar em excesso. O alerta é dado não por um só indicador, mas por uma combinação de vários.

O trabalho da equipa está a ser apresentado esta semana na Conferência Internacional sobre a Computer Vision Systems, na Grécia.

Fonte: NewScientist.com

Em vôo da FAB, familiares de Lula chegam a Roma antes dele

De carona numa aeronave da Força Aérea Brasileira, a primeira-dama, Marisa Letícia, dois filhos, uma nora e um neto dela viajaram à Itália cinco dias antes de Lula.

A viagem do presidente a Roma ocorrerá por conta de uma conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Ele chega amanhã cedo, passa o final de semana de folga e, segunda e terça, vai a eventos oficiais.

Marisa e seus familiares, entre os quais o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, embarcaram na noite de segunda num Boeing presidencial, com funcionários do Planalto encarregados da preparação da visita de Lula à Itália.

No dia seguinte, acompanhados de seguranças, Marisa, os filhos, o neto e a nora foram de carro para Bérgamo. Segundo a Presidência, a primeira-dama, que tem cidadania italiana, recebeu homenagem da prefeitura.

A Presidência disse que a viagem não acarretará gasto extra ao governo. Em Roma, se hospedarão na residência da embaixada brasileira. Conforme a Presidência, a carona a familiares de Lula não tirou a vaga de servidores escalados para a viagem.

Fonte: Folha Online

Avião da Gol retorna para Teresina por causa de passageira com conjuntivite

Um avião da Gol que partiu de Teresina às 16h30 de quinta-feira (29) com destino a Brasília teve que retornar para a capital piauiense pelo fato de ter sido descoberto que uma passageira estava com conjuntivite. A passageira aceitou desembarcar após ser examinada pelo oftalmologista Raimundinho Santana que se encontrava no vôo.

No avião estavam o presidente do TRT do Piauí, desembargador Arnaldo Bozon, além de outras autoridades. A passageira vai passar por exames e se for constatado que a a conjuntivite é do tipo alérgica, ela poderá embarcar no vôo de sexta-feira, se for do tipo infecciosa, a passageira só poderá embarcar em no mínimo, cinco dias.

Fonte: Portal AZ

Boeing da VASP será leiloado

O Boeing 737-200, prefixo PP-SPF, será leiloado no mega-leilão do TRT5-BA, que acontecerá entre os dias 5 e 6 de Junho, no Centro de Convenções, em Salvador, das 8h30 às 18h.

O avião tem capacidade para 107 passageiros e 53.070 kg de peso máximo para decolagem, com dois motores. A aeronave pertence à Viação Aérea São Paulo S/A – VASP e está avaliado em R$1,7 milhão.

O edital, contendo todos os lotes de bens com as respectivas especificações, está publicado no site: www.projetoleiloar.com.br

Fonte: Fórum Contato Radar

Dados da aeronave:

MATRÍCULA: PP-SPF

Fabricante: BOEING COMPANY
Modelo: 737-2L7C
Número de Série: 21073
Tipo ICAO : B732
Tipo de Habilitação para Pilotos: B737
Classe da Aeronave: Avião de 2 Motores a jato/turbo fan
Peso Máximo de Decolagem: 53070 - Kg
Número Máximo de Passageiros: 107
Categoria de Registro: SERVICO TRANSPORTE PUBLICO REGULAR DOM/REG
Número dos Certificados (CM - CA): 14207
Situação no RAB: INDISPONIBILIDADE DE BENS/PENHORA
Data da Compra/Transferência: 16/11/94
Data de Validade do CA: 02/03/05
Data de Validade do RCA: 31/03/06
Data de Validade do Seguro: 31/01/05
Situação de Aeronavegabilidade: CERTIFICADO DE AERONAVEGABILIDADE (CA) VENCIDO
Motivos:
SITUACAO TECNICA IRREGULAR
SEGURO AERONAUTICO VENCIDO OU IRREGULAR
IAM OU RCA (RELATORIO DE CONDICAO DE AERONAVEGABILIDADE) VENCIDA


Fonte: ANAC