quarta-feira, 25 de junho de 2008

Empresários são acusados de exportar peças de aviões militares dos EUA ao Irã

Dois empresários de Miami e Califórnia foram detidos e acusados de conspirar para exportar peças de aviões militares ao Irã, segundo a agência de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, em inglês) dos Estados Unidos.

Traian Bujduveanu, de 53 anos, e Hassan Saied Keshari, de 48 anos, enfrentam acusações por supostamente violar a lei de Controle de Exportação de Armas e o embargo comercial dos EUA ao Irã, de acordo com documentos judiciais divulgados hoje pelo ICE.

A detenção de ambos aconteceu na semana passada, depois de uma investigação realizada pelos departamentos de Defesa e Comércio dos EUA, assim como pela unidade de pesquisas de ICE em Fort Lauderdale, ao norte de Miami.

"As implicações de segurança nacional deste caso não podem ser subestimadas. Esta investigação frustrou uma conspiração potencialmente perigosa para vender e distribuir equipamento militar americano delicado", advertiu Anthony Mangione, agente especial encarregado do escritório do ICE em Miami.

"Nas mãos erradas, tecnologia como esta poderia ser usada para infligir danos aos Estados Unidos e a seus aliados", acrescentou.

Entre as peças de aviões que os acusados supostamente obteriam e enviariam a compradores no Irã havia partes de helicópteros militares CH-53, de F-14 Tomcat e de helicópteros de ataque AH-1.

Keshari supostamente tinha solicitações para peças de outros aviões militares, incluindo o F-4 Phantom.

Nenhum dos acusados estava registrado perante as autoridades americanas para comprar este tipo de peças, nem tinha licença para enviar artigos militares.

De acordo com a acusação, Keshari é proprietário da Kesh Air International, uma empresa em Novato, Califórnia, e Bujduveanu é dono da Orion Aviation Corp., localizada em Plantation, Flórida.

As autoridades disseram que desde agosto de 2006 ambos conseguiram peças de aviões militares fabricadas nos EUA para compradores no Irã e supostamente as enviaram a uma empresa em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para que se transportassem ao Irã.

Keshari, de origem iraniana, supostamente recebia as ordens por e-mail de compradores no Irã, e depois fazia regras com Bujduveanu para a venda e o envio a Dubai.

Bujduveanu, nascido na Romênia e naturalizado americano, foi detido em casa de Plantation, no sábado, e um dia antes Keshari foi detido no aeroporto internacional de Miami.

Se forem considerados culpados, os dois enfrentam uma condenação máxima de 20 anos de prisão e multas até por US$ 1 milhão.

Fonte: EFE

terça-feira, 24 de junho de 2008

A fase não é das melhores (os negócios da família Constantino)

Depois da meteórica ascensão à elite dos bilionários do planeta, está tudo dando errado para os Constantino

Por Daniella Camargos
EXAME


Houve um tempo em que a vida do clã Constantino, os controladores da Gol, era uma incrível seqüência de boas notícias. O sucesso da empresa e a multiplicação de seu valor de mercado fizeram com que a família deixasse de ser a anônima proprietária de uma enorme frota de ônibus para se transformar numa das novas estrelas do capitalismo nacional. Mas, de um ano para cá, essa maré começou a virar, e a agenda dos Constantino foi sendo tomada por uma extensa lista de problemas. Começou em junho, quando o então senador Joaquim Roriz foi pilhado dividindo 2,2 milhões de reais em espécie com o presidente do Banco de Brasília, Tarcísio de Moura. O dinheiro era de Nenê Constantino, patriarca do clã, que alegou tê-lo emprestado ao amigo Roriz sem juros nem correção monetária. Até hoje não se sabe para que o dinheiro foi usado ou mesmo se foi devolvido. O episódio parece ter detonado alguma espécie de sincronia nefasta sobre os negócios dos Constantino. De lá para cá — com exceção das companhias de ônibus, que deram origem ao grupo —, as novas empresas da família passaram a apresentar problemas. A Gol, jóia da coroa, perdeu mais de 60% de seu valor de mercado nos últimos 12 meses. A Providência, líder nacional em matéria-prima para produtos de higiene descartáveis, viu seu valor cair 43,4% no ano até maio. Para completar, a BR Vias, criada em 2006 para ser uma das líderes do setor de concessões rodoviárias, saiu derrotada de seis dos sete leilões dos quais participou até agora. Na última lista de bilionários da revista Forbes, freqüentada por quatro irmãos Constantino desde 2006, não há nenhum integrante da família.

Foto: Seu Nenê, com a família: fora da lista da Forbes

Não existe uma explicação única para o mau momento dos Constantino. A situação da BR Vias, por exemplo, foi determinada por uma postura mais conservadora nos leilões — ou pela agressividade maior dos concorrentes. Dos seis que disputou para administrar estradas federais, a empresa ganhou apenas um, o menos expressivo: um trecho da BR-153, entre Minas Gerais e Paraná. Os outros cinco, que incluíam os lotes das movimentadas Regis Bittencourt, entre São Paulo e Curitiba, e Fernão Dias, entre São Paulo e Belo Horizonte, foram arrematados pela espanhola OHL. Em março, a BR Vias sofreu mais uma derrota — dessa vez numa disputa por uma concessão estadual. A empresa perdeu o cobiçado leilão pelo trecho oeste do rodoanel, em São Paulo. Quem levou o contrato foi a líder de mercado, a CCR. Em todas as concorrências que disputou, a BR Vias ficou em segundo lugar. Em algumas delas, a derrota aconteceu por uma diferença de centavos no preço oferecido para o pedágio. “O resultado foi muito frustrante para os acionistas”, diz Martus Tavares, presidente da BR Vias e ex-ministro do Planejamento do governo Fernando Henrique Cardoso. “A recomendação dos donos agora é não perder os próximos leilões.” A pressão por resultados promete ser intensa. Nos próximos meses, serão leiloados mais 4 000 quilômetros de estradas federais e estaduais.

A diversificação de negócios dos Constantino foi impulsionada pelo incrível desempenho da Gol em seus primeiros anos de operação. Com os lucros da companhia aérea, a família montou um fundo de participações em empresas chamado Asas (o nome não é mera coincidência). Assessorados pelo ex-ministro do Planejamento Antonio Kandir, eles passaram quase dois anos estudando o mercado em busca de oportunidades. Na teoria, os negócios escolhidos pelos Constantino eram muito promissores. O investimento na Providência, comprada em sociedade com o fundo americano AIG e o grupo Espírito Santo, tinha tudo para dar certo. Líder nacional de um setor que cresce 8% ao ano, a Providência poderia se beneficiar do aumento de renda do brasileiro. A empresa produz matéria-prima para produtos como fraldas descartáveis e absorventes, itens cuja venda cresce quando a economia se desenvolve. Seus resultados, porém, foram prejudicados por duas variáveis que pegaram seus controladores de surpresa. A primeira foi a forte alta do petróleo — fonte de sua principal matéria-prima, o polipropileno. Desde que os Constantino compraram o negócio, o barril de petróleo subiu espantosos 130%. O segundo fator foi a desvalorização do dólar, que, no mesmo período, despencou 24,3%. Resultado: a receita recuou, no último ano, 8,5% e o lucro líquido 95%. “Estamos tentando reverter a situação, alterando contratos com fornecedores e desenvolvendo produtos de maior valor para garantir margens mais altas”, diz Hermínio de Freitas, presidente da Providência.

Entre todos os negócios da família Constantino, porém, o caso mais delicado é o da Gol. Primeiro pelas dimensões da empresa. A companhia aérea fatura dez vezes mais do que a Providência. Depois porque o mau desempenho não pode ser explicado por razões conjunturais ou como decorrência de fatores imponderáveis. É verdade que a crise aérea, aliada ao aumento do preço do petróleo, tem atrapalhado todo o setor. Mas a empresa do clã Constantino vem sendo afetada de maneira muito mais intensa do que a TAM, sua principal concorrente. Os resultados do primeiro trimestre de 2008 mostraram o ápice dessa crise até aqui. A Gol teve prejuízo de 74 milhões de reais, ante lucro de 91 milhões no mesmo período de 2007. Uma das explicações para essa derrocada está na compra da Varig. (Recentemente, a operação de salvamento da companhia, que confluiu para sua venda à Gol, foi alvo de denúncias de favorecimento por parte do governo. Elas envolvem os atuais donos da VarigLog, antigos controladores da Varig.) Constantino Júnior, presidente da Gol, esperava que a aquisição de uma companhia tão emblemática fosse um passo crucial para a conquista da liderança do setor. Até agora, porém, a compra não correspondeu às expectativas. A Gol já gastou cerca de 1 bilhão de reais para incorporar a Varig, mas não conseguiu restaurar suas rotas internacionais e ainda conta com o risco de ter de desembolsar cerca de 10 bilhões de reais em dívidas antigas da empresa adquirida. “A Varig tornou-se um peso extra para a Gol”, diz Daniela Bretthauer, analista do banco Goldman Sachs.

Onde os Constantino estão perdendo

O desempenho das empresas do clã nos últimos meses

BR VIAS

O que é
Empresa criada em 2006 para ser uma das líderes no setor de concessão de estradas federais e estaduais

Melhor momento
Ganhou o leilão para administrar um trecho da BR-153 dentro dos limites do estado de São Paulo

O que deu errado
Perdeu cinco leilões dos seis que disputou para administrar estradas em 2007. Também perdeu o leilão para administrar o rodoanel, em março

GOL

O que é
Companhia aérea de baixo custo criada em 2001 para concorrer com a TAM, inspirada na americana JetBlue

Melhor momento
Em 2006, tornou-se uma das maiores do setor no país, com margem operacional de 18,5%, a segunda maior do mundo

O que deu errado
A compra da Varig,em abril de 2007, não trouxe os benefícios esperados. Desde então, o valor de mercado da Gol caiu mais da metade

PROVIDÊNCIA

O que é
Líder na produção de não-tecidos, material utilizado na fabricação de produtos descartáveis, comprada em 2006

Melhor momento
Abertura de capital em julho de 2007 e aquisição da Isofilme, uma de suas principais concorrentes

O que deu errado
A alta do petróleo elevou o custo do polipropileno, sua principal matériaprima. Desde o início do ano, o valor de mercado da empresa caiu 43,4%

Dadas as circunstâncias, Júnior decidiu modificar completamente a estratégia para a Varig. No mês passado, ele cancelou os vôos da companhia para Cidade do México e Madri. Em agosto, suspenderá também todos os vôos para Paris. Essa redução drástica de rotas internacionais tem dois objetivos em vista: fazer a empresa voltar ao azul, já a partir do terceiro trimestre, e recuperar ao menos uma fração do valor de mercado. Além do péssimo desempenho no ano passado, as ações da Gol neste ano não param de cair. Até o fechamento desta edição, o valor das ações preferenciais da companhia havia caído 42%. Por causa das dificuldades de todo o setor, que ainda pode ser mais abalado pelo repasse da alta do preço do petróleo nas tarifas e possivelmente pela redução do crescimento da demanda, os especialistas mostram-se cautelosos quanto às novas metas de Júnior. “Nada indica que o cenário irá mudar no curto prazo”, diz André Castellini, consultor de aviação da Bain&Company. De fato, a fase não é das melhores.

Fonte: Portal Exame (12/06/2008) - Foto: Dida Sampaio (AE)

Equipamentos que auxiliam pousos e decolagens são alvo constante de tiros no Salgado Filho

Badernas e brigas ocorrem no local após shows no Pepsi On Stage

Disparos contra dispositivos do aeroporto não têm origem confirmada

Os equipamentos que auxiliam pousos e decolagens no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, são alvo constante de tiros. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo Ministério Público Estadual (MP), após reunião realizada ontem com representantes da Infraero. Os disparos não têm origem confirmada.

O encontro tratou também de outros problemas na segurança do aeroporto, como furtos a automóveis no estacionamento. De acordo com o MP, desde o início do ano foram registrados 60 casos, uma média de 10 por mês.

Os engarrafamentos na região por causa de espetáculos no Pepsi On Stage também foram citados. Como não há estacionamento no local, muitas pessoas param os carros no aeroporto. Na saída dos shows, o congestionamento prejudica os passageiros. Além disso, ao buscar seu veículo, algumas pessoas, por vezes bêbadas, acabam criando baderna e brigas no saguão do Salgado Filho.

O MP pretende verificar a situação do alvará do Pepsi On Stage. O promotor Renoir Cunha afirmou que repassará à Subprocuradoria-geral de Justiça para Assuntos Institucionais o relato dos problemas de segurança feito pela Infraero.

Fonte: ZEROHORA.COM - Foto:Ronaldo Bernardi

Guarulhos tem novo sistema informativo de vôo

O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos possui agora o Sistema Integrado de Soluções Operacionais (Siso). Desenvolvida por especialistas da Infraero, a tecnologia oferece interfaces com outros sistemas da empresa nas áreas de manutenção, finanças e navegação aérea, e trabalha com um novo sistema informativo de vôo.

O aeroporto de Guarulhos é o 58º a adotar o sistema integrado. Essa ferramenta agiliza a obtenção de dados para cobrança de tarifas aeroportuárias, geração de relatórios estatísticos, entre outras soluções. Além disso, padroniza as informações disponibilizadas para os usuários.

Para a implantação do Siso, em Guarulhos, a Infraero adquiriu seis servidores capazes de processar e armazenar os próximos 20 anos de informações operacionais. Também foram instalados 235 monitores de LCD e 235 computadores, distribuídos nos dois terminais de passageiros. Os funcionários das empresas aéreas que trabalharão com o novo sistema participaram de um curso de capacitação e atualização promovido pela Infraero.

Fonte: Mercado & Eventos

Metade dos aviões da VarigLog está parada por ordem da Anac

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) proibiu provisoriamente metade da frota da VarigLog de voar, informou ontem (23) o órgão. A agência fez uma fiscalização surpresa na companhia de transporte de cargas na última sexta-feira e cassou a documentação das aeronaves por irregularidades.

Das 12 aeronaves da empresa, 6 tiveram a documentação cassada pela Anac. Segundo a agência, os motivos da proibição foram o vencimento do seguro obrigatório das aeronaves e a realização de serviços de manutenção em oficinas não autorizadas pelo órgão.

Entre os aviões com a documentação cassada estão um DC-10, dois MD-11, dois Boeing-727 e um Boeing-757. Segundo a Anac, eles só poderão voltar a voar quando as irregularidades forem corrigidas.

Situação grave

Os funcionários temem que, com a paralisação das aeronaves, mais demissões ocorram, disse Raphael Moraes, representante da Comissão Interna de Representantes dos Trabalhadores da VarigLog de Guarulhos. Segundo ele, o DC-10 é a maior aeronave da empresa e está estacionado no pátio.

Moraes afirmou que 20 funcionários da VarigLog em Guarulhos foram demitidos na última semana. Ele estimou que a empresa demitiu cem pessoas no país no período.

Procurado pela Folha, o fundo norte-americano Matlin Patterson, dono da VarigLog, não se pronunciou sobre o assunto até o fechamento desta edição.

Fonte: FolhaNews (Folha de S.Paulo)

Airbus transporta primeiros componentes para a linha de montagem na China

A Airbus iniciou o transporte dos primeiros componentes de aviões a serem montados, na China, em Tianjin. O processo de montagem do primeiro avião, destinado à Sichuan Airlines, vai começar em agosto de 2008 e a entrega está prevista para o primeiro semestre de 2009.

Seis gabaritos com partes de um A320, que vieram de instalações na Europa, partiram de Hamburgo numa barcaça. Os gabaritos têm seções dianteiras e traseiras da fuselagem, um par de asas, derivas horizontal e vertical e suportes de turbinas. A barcaça vai levar esses componentes para o proto de Hamburgo, onde serão transferidos para um navio de contêineres para Tianjin. O percurso total levará menos de um mês.

A linha de montagem final na China é um marco no caminho da Airbus para se tornar uma empresa global. E permite flexibilizar a produção da família A320 elevando o ritmo de fabricação para 40 unidades mensais em 2010. A linha de montagem na China vai produzir aviões para o mercado local, onde o tráfego deverá crescer 5 vezes nos próximos 20 anos, levando a uma demanda de 2.670 novos aviões.

A linha de montagem na China é um empreendimento conjunto da Airbus (51%) e um consórcio chinês (49%). Esse grupo é composto pela Tianjin Free Trade Zone (TFTZ) (60%), AVIC 1 (20%) e AVIC 2 (20%) dos 49% detidos pelos chineses.

Fonte: Aviação Brasil

Dica: Viajando com animais

Acredito que todo mundo costuma levar seus bichinhos pra passear. Seja para um fim de semana na praia ou no sítio, não dá para deixá-los sozinhos, ainda mais os pequeninos!! Agora, alguém aí já fez uma viagem de avião com eles??

Pois é... quem já passou por isso vai saber exatamente do que estou falando.

Em agosto vou me mudar para os Estados Unidos, vou passar um período lá fazendo um trainee e, claro, A LUCY VAI COMIGO! Há quase dois meses comecei a pesquisar com as cias aéreas quais eram as regras para poder levar animais de estimação no avião.

Para o trecho nacional falei com a GOL e a TAM:

* GOL - só leva animais no compartimento de bagagem - que, segundo eles, é devidamente pressurizado e tem a mesma temperatura de dentro da cabine. O animal tem que ficar um determinado tempo sem comer antes de embarcar.

* TAM - permite até dois animais dentro da cabine de passageiros. Pode estar em uma caixinha daquelas da fibra ou em uma sacola de transporte à prova de "vazamentos". Uma dica é colocar um daqueles tapetes absorventes que se usa pra educar o animal a fazer xixi no lugar certo.

Até aí tudo bem, como eu não queria DE JEITO NENHUM despachar a Lucy no compartimento de bagagem decidi que iria pela TAM.

MAS... faltava o pequeno detalhe do vôo internacional... aí começou a dor de cabeça!! Li em vários sites que a American deixava levar até SETE animais dentro da cabine, mas qual não foi a minha surpresa quando descobri que em vôos internacionais DE ou PARA a América do Sul (entre outros destinos) isso não era permitido. No máximo eu poderia mandá-la junto com as malas.

Meu estômago já deu um nó só de pensar nessa possibilidade. Para piorar descobri que eles têm uma "restrição de temperatura", o que significa que se a temperatura no local de chegada estiver maior ou igual a 75ºF (24ºC - cães de focinho curto) ou maior ou igual a 85ºF (cães de focinho longo) eles NÃO LEVAM DE JEITO NENHUM. Pois bem: a temperatura no lugar pra onde eu vou durante o verão é, EM MÉDIA, 90ºF! Ou seja, NEM PENSAR levar a Lucy comigo.

Depois de falar com dois atendentes diferentes e chegar a ir no balcão da American em Guarulhos pra perguntar e ter certeza de ela não poderia MESMO ir comigo entrei em total desespero, tive uma crise de choro, peguei ela no colo e comecei: "Lucy, você não vai poder ir comigo, o que eu vou fazer longe de você? Não tem como eu te deixar aqui e agora??? E agora???" E enquanto eu falava e chorava ela me lambia o rosto, como se quisesse enxugar as lágrimas e me consolar.

Foram dias de stress e eu querendo desistir quando meu pai disse que ficaria com ela e depois de um mês ou dois (quando estivesse mais fresquinho e as restrições de temperatura suspensas) ele a levaria até mim. Era uma opção viável, mas eu continuava me sentindo MUITO MAL de deixar a minha menina aqui enquanto eu estava lá sozinha... nos duas iríamos sentir muito a falta uma da outra.

Falei com uma amiga que mora nos EUA e ela disse que quando se mudou para lá levou os dois cachorros DENTRO do avião com ela, pela Delta Airlines. Fui pesquisar no site deles, mas não tinha especificações de vôos nacionais e internacionais então não deu pra saber qual regra valia para qual. Tentei ligar para o atendimento de reservas, mas só funcionava até as oito da noite (eram oito e meia) então tinha que esperar até o dia seguinte.

Durante todo esse tempo eu sabia que a Varig não voava para os EUA e que a TAM era parceira da American, e a American deixa BEM CLARO que as normas deles valem para as empresas parceiras também.

Não sei por que, mas no dia seguinte resolvi olhar o site da TAM e ver se tinha algum vôo com aeronave deles para Miami. TINHA!! Comecei bem... achei vários vôos diários saindo do Brasil.

Agora precisava ver se podia levar animais DENTRO do avião. PODE!!!!!! Sim, tanto em vôos nacionais quanto internacionais eles aceitam dois na classe executiva e dois na econômica. Na primeira não pode, a menos que a pessoa faça uma reserva especial – não vi bem como funciona.

Fiquei quase doida! Mas como tinha visto tudo isso no site queria ligar e falar com alguém pra confirmar. Fiz uma lista de perguntas e disquei pro 0800. Falei com o Anderson – nunca vou esquecer o nome dele!! – ele me confirmou tudo e deu as seguintes recomendações:

1 - Pode levar animal DENTRO DA CABINE tanto em vôos nacionais como internacionais. A caixinha dele vai na parte de baixo do assento ou dos pés, dependendo do tamanho.

2 – O peso do cachorro ou gato + o peso da caixa de transporte não pode ultrapassar 10kg.

3 – Tem que ter atestado de saúde (no máximo 10 dias antes), comprovante de que tomou a vacina anti-raiva (há mais de 30 dias e menos de um ano) e atestado de que não tem sintomas de miiases.

4 – Animais que vão para outros países devem ter o Certificado Zoo-Sanitário Intenacional (CZI) e pode ser adquirido no Ministério da Agricultura – no aeroporto – também no máximo 10 dias antes da viagem.

5 – NÃo pode sedar o animal para viajar, no máximo dar um remedinho tipo um Dramin ou Plazil de cachorro para ele dormir.

6 – Assim que tiver a reserva/confirmação do vôo tem que ligar e fazer uma pré-reserva pro animal. Eles NÃO confirmam na hora, só uns dias ou horas antes do embarque alguém da TAM vai ligar para dar a disponibilidade de espaço. É por ordem de reserva!

7 – É cobrada uma taxa que varia de U$ 90 a U$ 150, aproximadamente!!!

Ah, alguns países ainda exigem que o cachorro tenha um chip localizador. Nos EUA ainda não é obrigatório, mas sei que na Inglaterra é. É pequeno, não dói, não precisa cortar a pele do animal nem nada pra colocar. Aqui em Florianópolis custa R$ 60.

Estou pensando se coloco na Lucy ou não, afinal por mais que não precise esse é um jeito de localizar ela se um dia ela (isola!!) se perder. Eles passam um aparelhinho no chip e aparecem num computador as informações do cão como endereço, telefone de contato do dono, etc...

Assim que desliguei o telefone peguei a Lucy e falei “Lucy, você vai comigo!!!!!!!! Nós vamos passear!!!” Ela, claro, entendeu direitinho e começou a pular e correr pela casa, toda feliz com a perspectiva de mais um passeio!

Fonte: Bruna Bertoli Diegoli, dona da Lucy, Blog Bicharada (RBS)