sexta-feira, 27 de junho de 2008

Luanda aprova projeto de criação de um satélite angolano

O Conselho de Ministros de Angola aprovou na quarta-feira (25) o projeto de criação do satélite angolano "Angosat" por um consórcio russo.

Em comunicado, o governo angolano afirma que foram aprovadas as minutas do contrato que será celebrado entre o Ministério dos Correios e Telecomunicações de Angola e o consórcio russo liderado pela empresa "Robonex-sport", tendo em vista a construção, a colocação em órbita e a operação do satélite.

O projeto vai disponibilizar serviços e acesso internacional, suporte e expansão da internet de banda larga, transmissão para operadores de telecomunicações e também suporte a serviços de rede de televisão e de rádio, diz o Conselho de Ministros, órgão liderado pelo presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Durante a reunião do Conselho, também foi feito um reajuste nos salários da função pública - o segundo do ano -, cujo montante não foi revelado.

Para o governo angolano, a alteração está em consonância com o Programa Geral do Governo que prevê como medida de política salarial o reajuste dos vencimentos dos funcionários públicos, tendo em vista a reposição do poder de compra dos salários devido à inflação esperada de 10%.

Fonte: Agência Lusa

Lente espacial

Uma câmera feita no Brasil para fotografar a Terra vai equipar o satélite sino-brasileiro Cbers-3

Lentes em tratamento anti-reflexo na Opto Eletrônica

O lançamento do próximo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-3), previsto para abril de 2010, será um momento importante não apenas para o programa espacial brasileiro – já que este é o quarto artefato da série e boa parte dele está sendo desenvolvida no país –, mas também para a Opto Eletrônica, empresa com sede em São Carlos, no interior paulista, responsável pelo projeto e fabricação de uma das câmeras do satélite capaz de fotografar a crosta terrestre. O aparelho, batizado de câmera multiespectral MUX, representa um importante salto tecnológico para a indústria nacional, porque é o primeiro do gênero a ser inteiramente feito no país. As imagens geradas dos territórios do Brasil e da China serão destinadas ao monitoramento ambiental e ao gerenciamento de recursos naturais. Para conseguir tal feito, a imagem terá uma resolução da superfície terrestre de 20 metros de lado, característica responsável pela nitidez, num parâmetro que não é pouca coisa, levando-se em conta que o Cbers-3 será colocado em órbita a 800 quilômetros de altitude. Isso equivale a enxergar um trem na superfície da Terra ou uma mosca a cerca de 400 metros. A faixa de largura imageada, que é a extensão do território visto em uma linha na imagem, é de120 quilômetros de largura.

“A fabricação da MUX pela Opto atende à diretriz do programa espacial brasileiro de fomentar o desenvolvimento de tecnologia de ponta dentro da indústria do país, capacitando nossas empresas para participar de forma competitiva no mercado espacial internacional”, ressalta o engenheiro Mario Selingardi, responsável técnico pelo projeto no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Além disso, a fabricação desse subsistema do Cbers-3 por um parceiro nacional auxilia o país a obter independência tecnológica em áreas altamente sensíveis do ponto de vista estratégico. A fa­se atual do desenvolvimento da câmera é a de realização de testes funcionais no modelo de engenharia da MUX. Esse modelo é um protótipo que vem antes do modelo de qualificação e do equipamento que efetivamente vai voar. O modelo de engenharia deve seguir até o mês de julho para a China, onde vai passar por testes elétricos na integração com outros sistemas. Nos experimentos realizados aqui a câmera é submetida a ensaios destinados a confirmar se suporta as cargas de lançamento e as condições de temperatura e vácuo no espaço, além de verificar se ela atende aos requisitos de envelhecimento e compatibilidade eletromagnética mantendo seu desempenho funcional. Segundo o Inpe, os ensaios, feitos no Laboratório de Integração e Testes do instituto, mostraram que não houve degradação do desempenho óptico do equipamento. “A câmera tem passado com sucesso pelos testes”, informa Selingardi, do Inpe.

A realização desses experimentos é um importante passo na longa caminhada iniciada em dezembro de 2004, quando a Opto venceu a licitação internacional para fabricação da câmera. A MUX começou a ser projetada já no mês seguinte e a primeira etapa do trabalho (a conclusão do projeto preliminar) ficou pronta no final daquele ano. Para ter idéia da complexidade do projeto preliminar, basta dizer que ele foi composto por mais de 450 documentos e 16 mil páginas. “Uma grande dificuldade que enfrentamos foi transformar essa montanha de relatórios e análises em um projeto de equipamento que funcionasse”, conta o engenheiro Mário Stefani, diretor da Opto que coordena o projeto da MUX. “As análises eram minuciosas, pois tinham que prever com exatidão o funcionamento da câmera e se ela suportaria o tempo de vida necessário no ambiente hostil do espaço”, diz ele.

Projeto robusto

Câmera MUX: 115 quilos e 1,10 metro de comprimento

A câmera lembra muito pouco as congêneres de uso pes­soal e mesmo profissional. Ela pesa nada menos que 115 quilos e mede 1,10 metro de comprimento por 80 centímetros (cm) de largura e 55 cm de altura. É um artefato robusto e altamente sofisticado e está dividido em três módulos. A câ­mera propriamente dita, conhecida pela sigla RBNA, é composta pelas lentes, plano focal, sistema térmico, radiadores, aquecedores e blindagens, entre outras peças. O segmento RBNB responde pelo controle de temperatura e do sistema de ajuste focal, enquanto o RBNC processa e acondiciona as imagens para envio à Terra. Toda estrutura óptica e mecânica da câmera assim como os equipamentos de teste estão sendo projetados e desenvolvidos pela equipe de engenheiros da Opto. O desenho eletrônico também foi feito pela empresa, embora os componentes sejam importados. Já o sensor de imagem da câmera e os chips eletrônicos qualificados para uso espacial são fornecidos pelo Inpe. “No Cbers-2 (em órbita desde setembro de 2007) havia uma câmera, chamada WFI (sigla em inglês de imageador de amplo campo de visada), cuja eletrônica foi desenvolvida no país, mas seu módulo óptico, plano focal e eletrônica de proximidade foram importados dos Estados Unidos. Hoje a Opto também integra, junto com a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos, o consórcio responsável por esta câmera na sua versão ampliada para o Cbers-3. Somos a empresa responsável pelo projeto e construção do bloco optoeletrônico”, informa Stefani. Além da MUX e da WFI, outras duas câmeras farão parte da carga útil do Cbers-3: a PAN, com banda pancromática, e a IRS, sigla em inglês de imageador de varredura de média resolução, que estão sendo feitas por empresas chinesas. A China também foi responsável pela fabricação da câmera MUX que integrou o Cbers-2B, lançado em setembro do ano passado. Há, no entanto, uma diferença entre esse equipamento e o que está sendo produzido agora na Opto. A câmera brasileira “enxerga” em quatro cores, registrando imagens no azul, verde, vermelho e infravermelho, enquanto a chinesa não possuía a banda espectral azul. “A inclusão da banda azul, simultânea às outras três originalmente previstas, foi polêmica e custosa. Sem falar que a com­plexidade do projeto óptico aumentou muito, exigindo maior precisão e contro­le de fabricação”, afirma Stefani. Tamanho esforço tem justificativa. A banda azul permite a captação de imagens mais bem definidas da cobertura vegetal e dos recursos hídricos, colaborando para um melhor acompanhamento da produção agrícola. Quando estiver operando, a MUX irá gerar imagens que poderão ser usadas no controle e monitoramento hidrológico, florestal, agrícola, perimetral, urbano e mineral. Es­ses da­dos ajudarão na identificação de queimadas, desmatamento ou ocupação ilegal do solo e no planejamento sustentável.

Em razão do ineditismo da empreitada e da complexidade da MUX, vários desafios precisaram – e ainda precisam – ser vencidos para a fabricação do subsistema. Um dos principais diz respeito ao elevado grau de precisão óptica da câmera, que exige que as lentes sejam construídas com a exatidão de décimos de milésimos de milímetro. A montagem das lentes, além de obedecer a um rígido posicionamento, precisa ser confiável o suficiente para suportar as cargas de lançamento pelo foguete, em que os níveis de vibração chegam a 56 G (ou 560 m/s2). O sensor de imagem, composto por cerca de 6 mil minúsculas placas quadradas com cerca de 13 milésimos de milímetro de cada lado, também exigiu muita perícia dos engenheiros da empresa. Um grão de poeira que se deposite sobre o sensor pode fazer “sombra” ou “cegar” este elemento de imagem. Por isso, a montagem e o teste da câmera precisam ser feitos em ambiente sem poeira. “A Opto construiu 450 metros quadrados de salas limpas, destinadas à manipulação dos sistemas ópticos de precisão. Nelas, a contagem de partículas é menor que mil por metro cúbico, e as medidas delas menores que 1 mícron”, diz Stefani.

Lei rígida

Conjunto de lentes especiais produzidas em São Carlos

Outra dificuldade superada foi o boicote de empresas norte-ame­ricanas a algumas peças e componentes usados na câmera, por conta da lei Itar (sigla de International Traffic in Arms Regulation ou normas sobre o tráfego internacional de armas). Essa norma determina explicitamente, entre outras propostas, que satélites ou câmeras de sensoriamento remoto, mesmo que para emprego civil, atendam aos interesses estratégicos e de segurança dos Es­tados Unidos. Caso um programa se­ja considerado contrário a esses inte­re­s­ses, soluções ou componentes americanos são impedidos por lei de serem disponibilizados. A lei Itar é rígida, podendo levar a multas milionárias e prisão para os engenheiros envolvidos. “Uma série de componentes críticos, tidos como essenciais para uso no Cbers, foram subitamente impedidos de serem comercializados. No caso da MUX, tivemos vários casos de embargo. Um deles foi um conversor de voltagem para uso espacial. Após o produto ser encomendado, pago e providenciado o embarque, ele não pôde ser enviado ao Brasil e o fornecedor acabou devolvendo o dinheiro. A parte afetada do projeto teve que ser inteiramente refeita”, relata o físico Jarbas Caiado de Castro Neto, presidente da Opto. “Na época, a decisão causou um grande problema, mas hoje entendemos que a lei Itar é uma oportunidade para desenvolvermos soluções próprias e novas abordagens do projeto.”

Uma equipe formada por 45 pes­soas, entre físicos, engenheiros mecânicos, eletrônicos, de materiais e de produção e técnicos ópticos, eletrônicos e mecânicos, participa da construção da MUX. Ao final dos testes com o modelo de engenharia, construído com componentes similares e mais baratos, será iniciada uma nova fase do projeto, que consiste na fabricação do modelo de qualificação. Trata-se do mesmo projeto, mas já com materiais e componentes próprios para uso espacial. Esse novo modelo, previsto para ficar pronto em julho de 2008, deve passar por uma bateria de ensaios e ser considerado apto a subir e operar no espaço. Após ser aprovado, o modelo de qualificação fica “condenado”, porque seus componentes terão sido submetidos a severas cargas mecânicas, térmicas e eletrônicas, não possuindo mais qualidade e confiabilidade para ir ao espaço. A Opto, por fim, estará habilitada para construir o modelo de vôo que será integrado ao satélite. “Ele deverá ser fabricado exatamente com os mesmos processos, ferramental e seqüên­cia de operação utilizados na fabricação do modelo de qualificação”, explica Selingardi, do Inpe. Três modelos de vôo serão fabricados, um para o Cbers-3, outro para o Cbers-4, com lançamento previsto em 2013, e um terceiro de reserva. O contrato do Inpe com a Opto é de R$ 75 milhões.

A fabricação da MUX é o principal projeto da Divisão Aeroespacial da Opto, criada em 1994 com o objetivo de fazer pesquisa e desenvolvimento de produtos e prestar consultoria optoeletrônica e sobre lasers na área aeroespacial. No total, a empresa faturou R$ 45 milhões em 2007. “Nossa tecnologia se baseia no tripé óptica, mecânica fina e eletrônica, o que nos permite desenvolver produtos para as áreas oftálmica, de filmes finos, aeroespacial e defesa”, destaca Castro. A empresa fabrica produtos co­mo retinógrafos, lasers cirúrgicos para retina, filmes finos anti-reflexo para uso oftálmico e odontológico, microscópicos cirúrgicos, medidores de distância a laser, além de sistemas para a área de defesa. “Temos milhares de clientes nas áreas de filmes finos, em sua maioria fabricantes e lojas de óculos. Com o mesmo produto, dentro do segmento para refletores para uso odontológico, chegamos a ter quase 50% do mercado mundial, porém, devido à concorrência chinesa, nossa participação sofreu acentuada queda nos últimos anos”, diz o presidente da Opto. Na área de equipamentos médicos, a Opto es­tá presente em 64 países, com filiais ou por intermédio de distribuidores. A empresa, fundada por cinco amigos em 1985, se baseia na qualificação de seu corpo funcional. Dos 345 empregados, 42 possuem mestrado, doutorado ou título de MBA e os demais são gradua­dos ou com formação técnica.

Fonte: Agência FAPESP - Fotos: Eduardo Cesar

Primeira tentativa para vencer o Google Lunar X PRIZE será feita em 3 meses

A empresa romena ARCA (Aeronautics and Cosmonautics Romanian Association) anunciou que fará a primeira tentativa de enviar um robô à Lua para competir no Google Lunar X Prize.



Robô lunar privado

O prêmio foi lançado em Setembro de 2007 e promete US$30 milhões para a primeira missão que fizer pousar na Lua um robô que seja capaz de andar por pelo menos 500 metros e transmitir imagens para a Terra (veja Google lança prêmio para equipe que conseguir enviar robô à Lua).

A primeira missão privada para a Lua deverá ser lançada nos próximos 3 meses. O lançamento ocorrerá a partir de um balão a 18 km de altitude. A missão foi batizada de Mission4-ELL, sendo ELL o nome da sonda robótica - uma sigla para European Lunar Lander.

Lançamento de um balão

O veículo robótico pesa 42 quilogramas e vai pousar de forma controlada utilizando um retrofoguete. Este foguete é equipado com um tanque sob pressão, que injeta o combustível na câmara de combustão, o que o torna capaz de ser desligado e ligado novamente.

O foguete Stabilo, de três estágios, será lançado a partir de um balão. Segundo a ARCA, o vôo até a Lua levará 116 horas.

Robô movido a foguete

Em vez de um pequeno robô com rodas ou pernas, a empresa optou pela abordagem aparentemente mais simples tecnologicamente. A sonda desce usando seus retrofoguetes e fica no solo lunar capturando imagens e dados por alguns instantes.

A seguir os foguetes são novamente acionados, levando-a a uma distância suficiente para cumprir a exigência do prêmio, que estabelece que a sonda deve se locomover por pelo menos 500 metros, sem explicitar o meio de locomoção. Ela pousa e captura novas imagens e dados, que serão enviados à Terra.

Para fazer esta primeira tentativa de ganhar o Google Lunar X Prize, a ARCA uniu-se à Pablo De Leon and Associates. As duas empresas foram concorrentes quando participaram do Ansari X Prize.

Fonte: Site Inovação Tecnológica

GE Aviation espera faturar US$ 1 bi no Brasil em 2010

A GE Aviation, braço da GE Infrastructure, divisão da General Electric (GE), deve atingir um faturamento anual de cerca de US$ 1 bilhão no Brasil até o ano de 2010, prevê o presidente e CEO da GE Aviation, Scott Donnelly.

Presente desde 1919 no País, a gigante americana iniciou a fabricação de turbinas de avião no Brasil no final de 2006, na unidade da Celma, em Petrópolis (RJ), controlada pela GE desde 1996 e única fábrica da divisão na América do Sul. "Estamos crescendo muito rapidamente no Brasil", diz Donnelly, que destaca a força da economia brasileira e a qualidade da aviação e dos engenheiros do País.

O executivo observa que, apesar da crise envolvendo a Airbus, o mercado de aviação está bastante aquecido no mundo todo, não só na China e Índia. "O mercado vive uma boa fase por razoes diferentes em cada Pais, e uma delas e que as classes medias e pessoas que antes não viajavam de avião, agora tem mais acesso e passaram a viajar", comenta Donnelly, ressaltando também a consolidação de grandes e estáveis companhias aéreas.

A brasileira Embraer - citada inúmeras vezes nas palestras dos executivos da GE - é a grande cliente no Brasil da empresa americana, que também exporta parte das turbinas fabricadas em Petrópolis para os Estados Unidos. A GE fornece turbinas e componentes para Airbus, Boeing e Bombardier, entre outras. A participação da empresa no mercado de turbinas para o segmento comercial atinge entre 40% e 45%, o que coloca a empresa como líder deste mercado, a frente da Rolls-Royce, com 30%, informa o diretor de relações com a mídia da companhia, Rick Kennedy.

A GE Aviation é a segunda maior divisão da GE Infrastructure, atrás da GE Energy, que faturou US$ 21,8 bilhões em 2007. O faturamento da GE Aviation alcançou US$ 16,8 bilhões em 2007, montante 29% maior em relação aos US$ 13 bilhões de 2006. O lucro subiu 15% e passou de US$ 2,8 bilhões para US$ 3,2 bilhões. Essa divisão, que possui 36 mil empregados em mais de 30 unidades, representa 9% do faturamento global da GE e 29% do da GE Infrastructure.

A maior parte da receita da GE Aviation (56%) é conseguida fora dos EUA, dos quais 19% na América Latina e Canadá. "A receita e bem equilibrada em todas as regiões do mundo", ressalta Donnelly. O volume de produção deve saltar de 2,6 mil peças para cerca de 3,030 mil.

A GE Aviation vai investir neste ano cerca de US$ 1,3 bilhão em pesquisa e tecnologia, montante similar ao gasto em 2007. Cerca de US$ 9 milhões são gastos por ano em testes na unidade industrial de Peebles, Ohio, rodeada por bosques e localizada numa remota região rural. Atualmente a empresa realiza testes para produzir turbinas menos poluentes e que provocam ruído menor, além do inusitado teste para evitar danos as turbinas atingidas por pássaros. Nesses testes, são usados pássaros mortos "importados" da Califórnia.

Fonte: Gazeta Mercantil

Gol não terá que devolver parte dos "slots" de Congonhas, diz Cade

O Cade (Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico) aprovou a venda da Varig à Gol e decidiu, na quarta-feira (25), que a Gol não terá que devolver parte dos "slots" (vagas para pousos e decolagens) que conquistou no aeroporto de Congonhas com a compra da Varig.

O cade decidiu, por quatro votos a um, que não há risco de a competitividade entre companhias aéreas ser afetada. "Já havia rivalidade suficiente no mercado que dispensaria esta recomendação. Para que haja rivalidade, esse tipo de condição [a devolução] seria inócuo", afirmou o conselheiro Luis Fernando Rigato Vasconcellos.

O único voto a favor da devolução foi do conselheiro Paulo Furquim de Azevedo. Ele defendeu que fossem devolvidos dez pares de "slots", Ele considerou também que isso daria um equilíbrio maior entre as duas principais empresas de aviação, TAM e Gol. Segundo ele, não tem como as duas companhias se equilibrarem se uma tem mais "slots" que a outra.

Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a Varig tem cerca de cem "slots" no aeroporto de Congonhas, ou seja, 50 autorizações para pousar e o mesmo número para decolar. A Gol tem 130. Juntas, possuem quase a metade dos 517 slots diários no aeroporto. As demais empresas têm 287.

O Cade também aprovou hoje uma restrição que define que a VarigLog não pode montar uma empresa de transporte de passageiros no prazo de cinco anos. Por outro lado, o Cade definiu que a Gol poderá montar uma empresa de transporte de cargas.

Fonte: Folha Online

TAM nega fusão com portuguesa TAP e angolana TAAG

A companhia aérea TAM negou ontem (26) a notícia que circulou na imprensa portuguesa de que a TAP estaria negociando uma fusão com a companhia aérea brasileira e com a angolana TAAG (Transportes Aéreos Angolanos). "A informação não procede", diz a assessoria de imprensa da TAM.

De acordo com o site Jornal de Negócios, a possibilidade de fusão estaria sendo avaliada pelo presidente-executivo da TAP, Fernando Pinto, e pelo Ministério das Obras Públicas, do governo português. "O dossiê está nas mãos do secretário de Estado Adjunto e das Obras Públicas, Paulo Campos", afirma a nota do jornal.

A TAM informa ter acordo de "code share" (operação compartilhada) com a companhia portuguesa para vôos entre Brasil e Portugal, relação que não existe até o momento com a empresa angolana, segundo a assessoria de imprensa.

Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Dois morrem em queda de avião durante vôo de treinamento em Kansas, EUA

Funcionários da FAA (Federal Aviation Administration) estão trabalhando em um campo em Tonganoxie, ao sul do Condado de Leavenworth, em Kansas (EUA), tentando determinar a causa do acidente com um pequeno avião Rockwell Aero Commander 500S, prefixo N411JT, que matou duas pessoas na terça-feira (24) pela manhã.

O avião fabricado em 1971 estava registrado para a Central Airlines, também conhecida como Central Air Sudoeste, com base no Aeroporto Charles B. Wheeler Downtown, em Kansas City, Missouri, informou Lloyd Hetrick, operador de base do Aeroporto Municipal Lawrence. A polícia local recebeu a informação da queda di avião às 10:22 (hora local) e seguiram para o local que fica a cerca de 5,5 milhas ao sul de Tonganoxie.

Investigadores da FAA chegaram cerca de quatro horas depois do acidente e ainda são esperados os investigadores da NTSB (National Transportation Safety Board) de Denver.

A Central Airlines informou que o piloto e dois homens estavam participando de exercícios de rotina para treinamento. Jim Weatherly disse que os pilotos passam por formação periódica a cada seis meses. Eles executam manobras, praticando em vôo falhas de motor ou voando apenas com um motor operando.

A Kansas Highway Patrol identificou dois ocupantes como sendo empregados da Central Airlines. Na queda do avião morreram James Phillip Jambor, 24, de Fort Worth, Texas, e Murray Brown, 47, de Kansas City, Kansas.

Brown, oriundo do Reino Unido, foi o diretor de operações da companhia por mais de 20 anos, disse Weatherly.

Jambor era um piloto em formação, empregado pela companhia aérea há apenas duas semanas, disse Weatherly. Era seu último vôo antes de ser declarado um verdadeiro piloto.

De acordo com um relatório liberado na terça-feira à noite, a aeronave sofreu uma avaria no motor.

Weatherly disse que a Central Airlines realiza inspeções de rotina a cada 125 horas de vôo em seus aviões.

Hetrick informou que a Central Airlines transporta carga e muitas vezes realiza vôos de formação no Aeroporto Municial Lawrence.

De acordo com o banco de dados da National Transportation Safety Board, ocorreram 29 acidentes com aviões envolvendo mortes em Kansas desde 2000, e, neles, 47 pessoas morreram.

Fonte: TonganoxieMirror.com - Foto: Mike Yoder