sexta-feira, 27 de junho de 2008

Acidente com avião de carga deixa sete tripulantes mortos no Sudão

Mau tempo foi a provável causa do acidente, segundo as autoridades.

Morreram dois sudaneses, quatro ucranianos e um armênio; um sudanês sobreviveu.

Um avião de carga Antonov 12, da Juba Air Cargo, caiu nesta sexta-feira (27) no Sudão, causando a morte de sete tripulantes, entre eles cinco estrangeiros, anunciou um porta-voz da direção da aviação civil sudanesa.

O porta-voz, Abdel Hafiz, disse à AFP que o avião da companhia Juba Cargo caiu, ao que parece devido ao mau tempo, uma hora e 10 minutos após ter decolado de Cartum rumo à capital regional do sul do país, Juba.

"Dos oito membros da tripulação, apenas um sobreviveu, Mohamed Hamza, um sudanês. Os mortos são dois sudaneses, quatro ucranianos e um armênio", disse Hafiz.

No dia 10 de junho, 30 pessoas morreram num acidente aéreo quando o avião da Sudan Airways em que viajavam tentava aterrisar no aeroporto de Cartum.

Fontes: France Presse / ASN

Cinco mortos na queda de um avião Antonov 2 perto de Moscou

Cinco pessoas morreram na queda nesta sexta-feira (27) de um avião Antonov-2 na região de Moscou, anunciou o ministério das Situações de Emergência.

O aparelho decolou do aeródromo Bolshoi Gryzlov para uma missão de fotografia aérea e caiu nas imediações do rio Oka, nas vizinhanças. Ainda não se conhece as causas do acidente.

Fonte: France Press

Oito feridos após grave turbulência em vôo da Cathay Pacific

Cinco passageiros e três tripulantes ficaram feridos após o avião em que estavam, um Airbus A330-300 da Cathay Pacific, passar por uma grave turbulência nesta quinta-feira (26).

O avião fazia a rota Bangkok-Hong Kong.

Dois tripulantes sofreram feridos mais graves, de acordo com uma declaração da Cathay Pacific e foram mantidos no hospital em observação.

O vôo CX708 encontrou a turbulência cerca de 12 minutos antes da aterrissagem e um sinal de 'apertem os cintos' foi imediatamente acionado.

O Comandante enviou uma mensagem às 13:51 (hora local) para Hong Kong alertando sobre o incidente. Quando o avião aterrissou no Aeroporto Internacional de Hong Kong, às 14:12, ambulâncias já aguardavam ao lado da pista.

Funcionários da Cathay Pacific acompanharam os passageiros e tripulantes feridos à um hospital local.

"A Cathay Pacific lamenta o incidente e fará todo o possível para prestar assistência aos passageiros e tripulantes afetados", declarou a empresa aérea.

O avião envolvido era um Airbus A330-300 com 241 passageiros e 12 tripulantes a bordo.

Fontes: Danilo Hadek / Aviation Record - Foto: The Standard.com.uk

TAP avança com 84 medidas de emergência para travar crise

Resultados: Companhia acumulou prejuízos de 102 milhões até Maio

Não é o momento ideal para falar da privatização, avisa Fernando Pinto

A TAP não ficou imune à crise que se abateu sobre o sector da aviação, e Fernando Pinto aponta o dedo à "especulação" do preço do petróleo como a principal causa para a má performance da companhia, que até Maio acumulou 102 milhões de euros de prejuízos, contra os 18 milhões negativos em igual período de 2007. As previsões apontavam para perdas de 50 milhões nos primeiros cinco meses do ano e, pelas contas do presidente da companhia aérea, o preço do jet fuel (combustível para avião) duplicou nos últimos dez meses.

Para fazer face à crise e evitar a "todo o custo despedimentos", Fernando Pinto apresentou esta semana aos trabalhadores um plano de emergência com 84 medidas. Para já, avisou: a meta de lucros traçada para este ano pelo Governo - 64 milhões de euros , é "irreal" e o momento não é "o ideal para se falar em privatização". Se a TAP não avançar com o pacote de medidas, os prejuízos para este ano poderão ascender a 154 milhões de euros, avisa. Até Maio, a companhia registou um gasto adicional com combustível de cem milhões de euros, quando o orçamento para este ano apontava para um custo de 50 milhões.

Os trabalhadores ficaram a par do conjunto de medidas para minimizar o aumento do preço do combustível, mas em resposta avançaram com um plano de paralisações ao longo do mês de Julho, entregando mesmo um pré-aviso de greve de 24 horas para dia 19, que ameaça paralisar os aeroportos nacionais. Em causa estão várias reivindicações, com o aumento salarial a liderar a lista das exigências. A paz social , construída por Fernando Pinto desde finais de 2000 quando chegou à TAP, está por um fio. Dia 16, os trabalhadores voltam a concentrar-se em frente do edifício- -sede, e o presidente da empresa deverá ouvir de novo um forte buzinão.

Poupar 100 milhões

O plano de emergência traçado por Fernando Pinto tem por principal objectivo atingir uma redução de custos da ordem dos cem milhões de euros, um valor que o homem forte da TAP considera "muito difícil" de atingir. Entre as medidas apresentadas, a companhia pretende aproveitar o aumento da capacidade já existente, aproveitando a oferta disponibilizada pelos novos aviões A-330, que apresentam uma redução de consumo considerável face aos aparelhos mais antigos, como é o caso dos A-320, com os quais a companhia mantém contratos com a Airbus para a sua substituição. A redução de frequências durante o Inverno é outra medida, sobretudo nos destinos onde se verifique sazonalidade. Fernando Pinto garantiu que não vai haver fecho de rotas.

Este ano, o pessoal que for para a reforma não será substituído e, desta forma, a empresa evitará "proceder a despedimentos". As low cost estão na mira de Fernando Pinto, que disse que a "boa vida destas companhias em Portugal terminou", ou seja, a TAP quer fazer frente às low cost através do seu novo programa "embarque na liberdade de escolha" com cinco tarifas. O aumento dos bilhetes e da taxa de combustível é outra medida do pacote, que passa ainda pelo acordo com os sindicatos.

Fonte: Diário de Notícias (Portugal)

Aves em aeroporto representam risco

O número de choques entre aeronaves e pássaros em Fortaleza aumentou em 2008. Em cinco meses foram seis colisões, enquanto no ano passado, nove

A Infraero se preocupa com a presença de pássaros próximo ao aeroporto

Nos cinco primeiros meses de 2008, seis aeronaves se chocaram com pássaros na pista do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. Em 2007 foram nove colisões. Três colisões provocaram danos mais sérios nos aviões e impediram o prosseguimento da viagem. No dia 3 de janeiro, às 19h27min, um bimotor atingiu um pássaro a 500 pés de altitude no momento da decolagem. Teve que retornar. Além de problemas na hélice e na tubulação do motor, havia vazamento de combustível.

Em 11 de março, um airbus foi perfurado na asa por um pássaro às 15h26min. O rasgo feito tinha dez centímetros de diâmetro. No dia 17 de maio, às 7h35min, um Boeing da Gol Linhas Aéreas atropelou dez pombos-correios. Com danos no farol de pouso, na asa e em sensores de aproximação, a aeronave não pôde voar. O aumento dos casos neste ano preocupa a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Em reunião com o 2º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 2), a Infraero começou a desenhar uma estratégia para controlar o problema.

Ao contrário do que acontece em outras capitais, onde os urubus costumam protagonizar as colisões, em Fortaleza são os carcarás que mais provocam incidentes. Em um único dia, dois se chocaram com aeronaves sem provocar danos graves. Em outras cidades, são os lixões próximos ao aeroporto que atraem aves para a rota de vôo. Em Fortaleza, a causa dos incidentes é o lixo comum, doméstico, jogado em terrenos baldios no entorno do aeroporto. O lixo atrai ratos, alimento para carcarás, pombos e corujas. O problema é antigo.

Em 2004, a Infraero promoveu o mesmo seminário que realizou ontem sobre perigo aviário. "Mas os encaminhamentos não continuaram", diz o gerente de segurança, Weber Nobre Lima. No momento, o trabalho limita-se ao território do aeroporto. A Infraero coloca placas de advertência e avisos nos muros, controla as pragas, cobre as poças de água e apara a grama com uma técnica apropriada. Com a comunidade, responsável pelo lixo no entorno, o único trabalho é feito pelos jovens voluntários do programa do Corpo de Bombeiros. As ações não afugentaram as aves de rapina.

"Sozinho não conseguimos. As pessoas desconhecem o problema, não imaginam o perigo. Jogam lixo dentro do muro do aeroporto, em locais próximos às rotas de pouso e decolagem e fazem ligações de esgoto que deságuam aqui. Apesar de não viajarem, podem ser vítimas de um acidente. O avião não vai cair no aeroporto", diz Weber. O trabalho de prevenção e monitoramento tem que envolver órgãos ligados ao Meio Ambiente e à limpeza urbana e, principalmente, lideranças comunitárias. "Mas tão importante quanto envolver a comunidade, é garantir a continuidade das ações", diz o capitão Erivando Pereira de Souza, do Seripa 2, especialista em perigo aviário.

E-MAIS

Outras três colisões entre pássaros e aeronaves foram registradas no aeroporto Pinto Martins.

- 21 de janeiro, 18h57min: uma aeronave internacional colidiu com um pássaro no momento do pouso. Não houve nenhum dano e o avião seguiu para Guarulhos.

- 13 de abril, 6h15min: um boeing 737 bateu num carcará no momento da decolagem. O piloto não sentiu a colisão e seguiu viagem sem problemas.

- 13 de abril, 8h25min: no mesmo dia, na mesma área, um airbus bateu em outro carcará também decolando. Não houve danos.

No dia 13 de abril, quando duas colisões aconteceram, a grama em volta da pista estava sendo cortada, o que atraiu um bando de 18 carcarás, espantados com fogos.

No ano passado, 85 pombos foram retirados do aeroporto pelo representante da Federação dos Columbófilos, Maurílio de Oliveira. "É fácil prender pombo de rua. Você atrai com comida", diz. Toda vez que eles aparecem no aeroporto, Maurílio é chamado. No caso dos pombos-correios, todos identificados por anilhas, o criador foi identificado e o pombal foi fechado, segundo informa Maurílio. "Ninguém sabe como e por que eles chegaram aqui".

No fim da tarde, o vôo das andorinhas impressiona. São centenas de pássaros voando na área do aeroporto. A presença delas é sazonal e, segundo Weber Lima, não atrapalha os aviões. Mesmo assim, a Infraero planeja colocar tela nas tubulações onde as andorinhas pousam para que elas achem abrigo em outro lugar.

O impacto de uma ave de dois quilos equivale a sete toneladas. Mais que um tiro de revólver calibre 38.

Fonte: Jornal O Povo (CE) - Foto: Alex Costa

A máquina do tempo para o Airbus A380

Ao novo super avião Airbus 380-800 são colocadas as mais altas e imagináveis exigências de segurança. Assim, só para a autorização do protótipo do Airbus, são prescritas 10.000 manobras de decolagem e aterrissagem, sem as quais o avião não pode entrar em fabricação seriada. Além disso, outros demorados testes de durabilidade e ensaios de carga são requeridos.

Se a gente quisesse realizar estes exames de materiais e de construção com vôos de fato, precisaria de uns 25 anos - o tempo que uma máquina como esta costuma permanecer em operação.

Por causa disso, o Airbus A380 é sujeito a uma câmara de torturas gigantesca, especialmente desen volvida e construída para esta finalidade, numa severa simulação mecânica que absorve os cerca de 50.000 vôos em pouco menos de dois anos e meio.
Assim, através deste acelerador de tempo, fraquezas já podem ser detectadas antes que o primeiro A380 entre em operação. Potenciais de otimização também podem ser percebidos prematuramente. Esta instalação entrou em operação no outono de 2005, junto com o maior teste de fadiga de células globais do mundo feito num avião civil.

Neste caso, 190 cilindros hidráulicos puxam e empurram na fuselagem e nas duas asas do candidato de teste - as asas, por exemplo, precisam permitir um envergamento de até 5,6 metros.

O coração deste galpão de teste, com altura de um prédio de vários andares, localiza-se no porão.

Uma unidade hidráulica de 45 x 8 x 4 metros da Hydac é responsável pelo acionamento. Tão gigante as dimensões do avião, maior também a estação de força.

Só o volume de enchimento de óleo hidráulico nos tanques é de cerca 100.000 litros e as bombas bombeiam mais de 6.000 litros por minuto a uma pressão operacional de 380 bar (+/- 1 bar).

Com toda esta grandeza de volume, as exigências à sensibilidade de comando são muito altas.

Traduzido do jornal alemão HYDACTUELL - Edição 01/2007

Air China comunica ao mercado que comprou 20 aviões A330 da Airbus por US$ 3,82 bilhões

A Air China, principal companhia aérea da China, anunciou em comunicado distribuído na Bolsa de Hong Kong que irá comprar 20 aeronaves A330 da fabricante européia Airbus. O valor do negócio, segundo a companhia, é estimado em US$ 3,82 bilhões.

A aquisição dessas aeronaves, que devem ser entregues entre 2011 e 2014, será suficiente para elevar em 16,5% a capacidade da Air China, segundo a própria empresa.

No documento ao mercado, a companhia afirma que os recursos para a aquisição dos aviões virão de suas próprias operações, além de financiamentos oferecidos por bancos privados e de outros instrumentos de crédito. Ainda assim, a empresa diz na nota que espera que a compra não vá afetar seu fluxo de caixa ou suas operações.

No mesmo comunicado, a Air China informou que irá começar, a partir do próximo dia 4 de julho, vôos ligando Pequim a Taipé e a Kaohsiuing, ambos em Taiwan. Essas rotas serão operadas com aeronaves A330.

Na página eletrônica da fabricante européia não há confirmação do contrato firmado com a Air China.

Fonte: José Sergio Osse (Valor Online)