terça-feira, 2 de setembro de 2008

Avião cai em área residencial na Alemanha

Um pequeno avião Stampe SV-4C caiu ao meio-dia de domingo (31) em uma área residencial, Müllheim, na Alemanha.

O piloto escapou pulando com seu pára-quedas. A aeronave prefixo D-ECVN caiu perto de um jardim de infância.

Apenas algumas horas após a sua queda o piloto amador Peter K. (52) estava numa lanchonete fazendo telefonemas. "Estou bem agora, talvez o choque possa vir mais tarde. Até agora não tive tempo para pensar", disse ele.

Fonte: ksta (Alemanha) - Fotos: Worring

Exército encontra restos de aeronave e seus dois ocupantes com vida no México

Na segunda-feira foram encontrados na zona arqueológica de Cobá, em Yucatán, no México os dois pilotos do Cessna Caravan que se acidentou no domingo (31) de manha.

Os dois foram levados para um hospital hospital em Playa del Carmen.

Camponeses de Yaxcabá se somaram às buscas da aeronave Cessna 208 Caravan, prefixo XA-UEJ, e a seus dois pilotos, ao se completar 24 horas de sua presumida falha mecânica que a levou a cair. Pessoal militar, o helicóptero da SSP e outras três aeronaves também participaram.

O avião caiu em Yucatán logo depois de decolar de Cancún (CUN), Quintana Roo por volta das oto da manhã de domingo com destino ao Aeroporto Internacional Campeche (CPE/MMCP).

Pouco antes da queda se perdeu a comunicação por radio e, por meio de telefone celular, os pilotos conseguiram se comunicar para informar que tinham problemas técnicos.

Fontes: Yucatán Ahora / ASN

Descontos em tarifas dos vôos para a América do Sul estão liberados

Anac derrubou limites para descontos.

Descontos não são obrigatórios.


As empresas que voam para a América do Sul estão autorizadas a dar descontos sem limites nas passagens. A decisão estimula a concorrência entre as companhias aéreas e deve trazer benefícios para quem está pensando em viajar.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) derrubou os limites para descontos praticados pelas companhias aéreas que fazem rotas para a América do Sul. Os descontos não são obrigatórios.

Desde segunda-feira (1º), passou a valer a “liberdade tarifária” para esses destinos, e deixou de valer o limite máximo de 80% de desconto atualmente em vigor. A remoção dos limites foi gradual, segundo a Anac. Até fevereiro deste ano, por exemplo, o desconto máximo era de 30%; depois, subiu para 50%; em junho, foi ampliado para 80%. Agora, foi removido.

Essa regra vale tanto para empresa nacional quanto para estrangeira. Cada qual pode aplicar a tarifa que quiser; o objetivo é aumentar a concorrência entre as companhias aéreas.

“A situação é sazonal. Tem um momento em que a empresa está em uma situação boa e que o custo interno dela vai permitir, até a escala, que ela dê uma tarifa mais atrativa. Eu não espero, particularmente, modificações, porque as tarifas hoje já são bastante atrativas”, afirma Ronaldo Jenkes, representante do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação.

Preferência

A América Latina voltou a crescer na preferência do turista brasileiro. No ano passado, mais de dois milhões de pessoas viajaram para diversos países sul-americanos, o que representa um acréscimo de 20% em relação ao número de viajantes em 2006. Quem está viajando agora acha que o preço dos bilhetes poderia ser mais em conta.

“Paguei em torno de R$ 750 na ida e na volta. Acho um preço bom, porém um pouquinho salgado, comparado a trechos mais curtos e de pouca duração”, comenta o músico André Vasconcelos.

“Eu acho que essa questão de ter uma ou duas opções limita muito. O preço fica mais controlado pela empresa e menos pelo público”, acredita a educadora Elisabeth Ramos.

Fontes: G1 / Bom Dia Brasil (TV Globo)

Pára-quedista de 57 anos cai de mais de 1.370m e sofre apenas ferimentos leves

Sugado pelo vento, Jamie Robertson bateu na cauda do avião, mas não sofreu nenhuma fratura, apenas lesões nas costas, costelas e braço

Robertson não acredita na sorte que teve por não sofrer nenhuma fratura após queda

Um pára-quedista de 57 anos passou por “uma experiência milagrosa”, segundo ele mesmo relatou. Jamie Robertson caiu de uma altura de mais de 1.370m, inconsciente, durante uma apresentação do exército na Grã-Bretanha e não sofreu nenhuma fratura, apresentando apenas ferimentos leves no corpo.

Após saltar do avião, Robertson foi sugado pelo vento e bateu na cauda da aeronave. Porém, o impacto que poderia ter sido fatal, fez o pára-quedas reserva abrir e a queda de três minutos foi amenizada.

- Não acredito na tamanha sorte que eu tive de ter aterrissado com segurança. Os médicos ficaram surpresos. É um milagre que eu tenha sobrevivido – disse Robertson, em entrevista ao jornal britânico "The Sun". O pára-quedista estava completando seu 409° salto em 23 anos sem nenhum acidente e não lembra do que aconteceu durante a queda.

Veja a reprodução da queda de Robertson: 1) Primeiro, ele pula do avião. 2) É sugado pelo vento e bate na causa da aeronave. 3) A força do impacto faz seu pára-quedas reserva abrir. 4) Robertson cai de mais de 1.370m, inconsciente.

A equipe médica que esperava o pára-quedista no chão achou ferimentos nas costas, no braço esquerdo e nas costelas de Robertson, mas nenhum osso quebrado.

- Nós estamos impressionados por ele não ter apresentado nenhum ferimento sério. Ainda é muito cedo para dizer a o motivo da colisão, mas estamos fazendo tudo para ter certeza de que não acontecerá de novo – disse o paramédico Robin Drurie.

Robertson ficou apenas uma noite no hospital e espera voltar ao trabalho ainda nesta semana.

Fonte: Globoesporte.com

Opinião: O "crime de lesa-pátria" na Varig

A Lei, o Juízo e a Fraude

Quando a fraude se transforma num crime de lesa-pátria


Por: Marcelo Duarte Lins (*)

Em setembro de 2004, John Bellamy Foster e Brett Clark publicaram no editorial da revista Business Week um importante alerta sobre o risco de “Uma nova era de barbáries desaba sobre nós”. O alerta é oportuno em um momento em que até mesmo os mais comezinhos referenciais político-morais tornam-se obnubilados pelos sucessivos escândalos e intermináveis escárnios com o bem, com a decência e com a justiça.

Esses referenciais foram abrigados, por decisão política expressa de todos nós, a nação, em nossa Constituição de 1988. Seguindo bons exemplos de outras constituições do pós-guerra, nossa Carta Política abrigou concepções filosóficas e políticas de cunho democrático e, sobretudo, elevado padrão na área de proteção dos Direitos Humanos e das Liberdades Fundamentais. E é o conjunto de Direitos e Princípios nela contidos que formam o Estado Democrático de Direito, espelhando, destacando e confirmando aqueles valores mais estimados pelo povo brasileiro.

Portanto, as regras contidas na Constituição, principiológicas ou normativas, estabelecem vetores dos quais não se podem distanciar nem os particulares, nem muito menos os agentes do Estado. Legislações dos parlamentares, decisões de juízes e atos administrativos do Executivo, quando divergentes ou contrárias ao que estabelece a Constituição, são inconstitucionais, mesmo quando sofram da mais comum patologia da arbitrariedade, qual seja, elaborada tentativa de justificação, ou em um despacho judicial, ou em uma exposição de motivos.

No caso concreto da pseudo-recuperação judicial da Varig, nada mais se viu até aqui do que sucessivos atos inconstitucionais por parte dos diversos agentes envolvidos, haja vista que, não obstante a citada patologia da justificação impossível, e contrariamente aos imperativos sociais estampados na nossa Constituição, promoveu-se verdadeira e crassa violação dos direitos dos trabalhadores, demitidos sem suas indenizações, dispensados do mercado de trabalho, muitos exilados economicamente do País, além dos vários milhares de aposentados, ex-beneficiários do fundo de pensão Aerus, condenados à miséria no correlato escândalo.

Tudo isso sob a pífia explicação impossível de uma recuperação que não ocorreu, como hoje se reconhece indiscutivelmente, e debaixo de inúmeros escândalos que começam a vir à tona, de empresas que burlaram a lei ao se constituir com o fito único de comprar a Varig na bacia das almas, de remessas de divisas para o exterior, da intervenção extemporânea e indevida no Aerus, entre outros.

Para piorar este quadro, em agosto de 2006, pelos cálculos da própria Varig, seriam necessários 650 milhões de reais só para fazer as rescisões trabalhistas. Hoje, a 1ª vara empresarial do Rio de Janeiro faz questão de desconsiderar mais de 80% do valor efetivamente devido aos trabalhadores, cujo total ultrapassa 1 bilhão e meio de reais, acrescidos de mais de 3 bilhões devidos ao Fundo de Pensão Aerus.

Sob falsos argumentos, muitos trabalhadores do grupo Varig, no desespero, estão sendo levados a pensar que, em breve, terão seus problemas financeiros resolvidos com o recebimento de uma mísera parcela daquilo que efetivamente teriam direito, caso de fato houvesse uma recuperação judicial.

Achar que ratear R$ 30 milhões por cerca de 10 mil trabalhadores é fazer Justiça, e que a lei de Recuperação Judicial foi um sucesso no Caso Varig, é mais do que um acinte à inteligência. É a volta da barbárie, desta feita praticada contra milhares de famílias.

Por força do artigo 114 da Constituição da República Federativa do Brasil, é da Justiça do Trabalho a competência para processar e julgar ações oriundas das relações de trabalho, na forma da lei, incidindo, no aspecto, a regra específica prevista nos artigos 10 e 448 da CLT. Sob as mesmas justificativas que cada vez menos se sustentam (“vamos recuperar a Varig”), o Juízo da Vara 1ª Empresarial do Rio de Janeiro tem praticado e permitido que se pratiquem atos que esbulham direitos trabalhistas consagrados sob uma pretensa autorização da Lei de Recuperação de Empresas e Falência, autorização essa que não existe – como reza seu próprio artigo 6º– ou, se existisse, como visto, seria inconstitucional.

A Constituição Federal é a nossa lei maior e nenhuma outra lei está acima dela. E para que se espanquem quaisquer dúvidas que insistem em se apresentar (tanto quanto aquelas explicações esdrúxulas) é que parte da Lei de Recuperação já está sendo contestada pela Ação Direta de Inconstitucionalidade 3934, impetrada pelo PDT.

O que está sendo imposto aos trabalhadores, verdadeira barbárie no plano pessoal e crime de lesa-pátria no plano institucional, implica em milhares de trabalhadores deixarem de receber seus salários atrasados e indenizações trabalhistas, sem qualquer contrapartida real de empregabilidade (esta utilizada maliciosamente como moeda em troca pelo silêncio, veja-se o teor do Edital de venda da Varig para a VarigLog), afastando-se qualquer dúvida quanto ao manifesto erro valorativo e normativo-hierárquico perpetrado pelo juízo que presidiu a ação de recuperação judicial da Varig.

Isto é o que se vê confessar-se na matéria do jornal Valor Econômico, de 5/4/2006, três meses antes de ser finalmente imposta aos credores da Varig sua efetiva entrega aos operadores que são hoje apontados como quadrilheiros pela Justiça Cível de S. Paulo, "A juíza da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Márcia Cunha, uma das responsáveis pelo processo de recuperação judicial da Varig, afirmou ao Valor que a situação da aérea é "grave" . "Sem caixa, a empresa não tem jeito" , afirmou Márcia. "Ou os credores aceitam a proposta da VarigLog, ou o governo terá que acenar de alguma forma para colocar recursos na companhia. O Judiciário não pode fazer nada.”

A preservação do Estado democrático de Direito é tarefa diuturna, pois, como se vê aqui, são incansáveis as tentativas de violação e destruição dos princípios constitucionais. Mas qualquer tentativa de afronta a Constituição Federal deve ser imediatamente combatida e espancada pela própria sociedade, autora e destinatária dos princípios fundamentais, sob pena de retrocedermos à barbárie, lembrando-se sempre do aforismo: o direito não socorre quem dorme.

Nos tempos modernos, a fraude a direitos consagrados, encontrada somente em terrenos pantanosos, é o que separa a barbárie da civilização. E até que se inverta o rumo dos acontecimentos, a barbárie no caso Varig materializa-se com a mecânica da fraude nos Direitos Trabalhistas e na administração da falência daquela que já foi a maior empresa Aérea da América Latina e 15ª do Mundo, sempre lembrando, que também por estipulação constitucional, Transporte Aéreo é concessão pública, e a participação do capital estrangeiro tem restrições legais; aqui também violadas.

(*) vice-presidente da Associação dos Pilotos da Varig.

Naturistas conseguem vôo, mas viajarão vestidos

Por muito pouco a paralisação da BRA e a reestruturação da OceanAir e da Varig não atrapalhou a realização do 31º Congresso Internacional de Naturismo, que ocorre semana que vem no litoral sul da Paraíba. Um grupo de cerca de 200 naturistas europeus queria promover uma viagem inédita, com todos os passageiros sem roupa, para participar do evento no Brasil. Chegaram a negociar com a BRA um vôo nesse estilo, mas com a tripulação vestida.

"O vôo seria naturista e todo mundo viria pelado. Mas a BRA parou de operar, a OceanAir assumiu o vôo e logo depois encolheu sua frota", conta Saulo Barreto, secretário de Turismo do município de Conde, onde está localizada a praia de Tambaba, cenário do congresso de naturismo. O presidente da OceanAir, German Efromovich, já havia dito que não permitiria que os naturistas viajassem sem roupa.

Como a OceanAir não tem mais aeronaves Boeing modelo 767, que faria o vôo, os naturistas mais uma vez ficaram sem transporte. A solução foi negociar com a Varig, que em janeiro operava vôo para a Espanha. Segundo Barreto, ele chegou a firmar com a Varig um termo de realização do vôo, mas a empresa deixou de operar para a Europa. "A crise aérea tem prejudicado o turismo brasileiro e quase estragou o congresso naturista", reclama Barreto.

Ele diz que a alternativa foi negociar com uma empresa alemã especializada em vôos fretados, a Condor. O 1º vôo estava previsto para chegar às 2 horas de hoje. Os naturistas virão vestidos, disse o secretário.

O vôo virá de Frankfurt para Recife com cerca de 150 naturistas de diferentes países da Europa. Os turistas pegarão ônibus para João Pessoa, de onde irão para Tambaba. A passagem de ida e volta, saiu a 498 euros. Outros 50 naturistas europeus chegarão na semana que vem, em vôos comerciais comuns. Mil e quinhentos brasileiros devem participar do congresso, entre os dias 9 e 12. O evento terá tendas e espaços na praia para seminários, com temas como "Desnudar-se - uma questão de ética", além de shows e esportes como surfe e pára-quedismo naturistas. Também ocorrerá o baile "Adão e Eva".

Fonte: Agência Estado

Queda de avião mata 17 pessoas na República Democrática do Congo

Aeronave levava ajuda humanitária e caiu por causa do mau tempo.

Ninguém que estava a bordo sobreviveu.


Os corpos de 17 pessoas foram encontrados nesta terça-feira (02) entre os destroços de um avião que caiu um dia antes nas proximidades de Bukavu, capital da província de Kivu Sul, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), confirmaram fontes da companhia que fretou a aeronave.


"Não foram encontrados sobreviventes entre os ocupantes do avião" - 15 passageiros e dois tripulantes -, disse aos jornalistas Amy Cathey, responsável da base em Goma (em Kivu Norte) da companhia Air Serv International, especializada no transporte de equipamentos e funcionários de organizações humanitárias.

O avião decolou na última segunda do aeroporto de Ndolo, na capital Kinshasa, com destino a Goma. Havia a previsão de escalas em Mbanka, Kisangani e Bukavu, em cujas proximidades caiu por causa das condições meteorológicas negativas, declarou Cathey.

O aparelho, um Beechcraft 1900 com capacidade para 19 passageiros, pertencia à companhia aérea sul-africana Semer e foi fretado pela Air Serv para realizar vôos duas vezes por semana em direção a Bukavu com ajuda humanitária, disse, por sua parte, o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), desde Genebra.

Membros da Missão de Observação das Nações Unidas na RDC (Monuc) se dirigem para o local do acidente para resgatarem os corpos das vítimas, cujas identidades e nacionalidades não foram divulgadas pela ONU ou pela companhia aérea até o momento.

Fonte: EFE