sábado, 27 de setembro de 2008

Piloto morre em queda de avião em Massachusetts, nos EUA

A queda de um avião Cesssna 402, da Cape Air, matou o piloto David Willey, de 61 anos, na sexta-feira (26).

O acidente ocorreu em West Tisbury, em Massachusetts (EUA).

Um porta-voz da Cap Air informou que a aeronave havia decolado do Aeroporto de Martha's Vineyard (KMVY) em direção ao Aeroporto Internacional Logan (KBOS) em Boston, para pegar passageiros quando o avião caiu.

A causa do acidente ainda está sob investigação, mas funcionários no Aeroporto de Martha's Vineyard, disseram que havia uma forte chuva e muito vento quando o avião decolou.

Fontes: Cape Cod Times / ASN - Fotos: Steve Heaslip (Cape Cod Times)

Avião cai em escola peruana e mata dois

Acidente aconteceu em Lima, capital peruana.

Crianças estavam no local, mas não foram feridas.

Duas pessoas morreram neste sábado (27) quando um avião ultraleve caiu no jardim de uma escola em Lima, informou a imprensa local.

As vítimas foram o instrutor de vôo e general reformado da Força Aérea peruana David Alarcón Bullón, de 50 anos, e uma jovem de sobrenome Merea, de 18 anos, informou um porta-voz policial à agência "Andina".

O pequeno avião, que teria decolado da Base Aérea de Las Palmas, no sul de Lima, caiu no colégio de educação básica especial Laura Alva Saldaña, no limite do bairro de Barranco.

Algumas crianças estavam no colégio no momento do acidente, mas saíram ilesas. Só não houve uma tragédia maior porque no era fim de semana e os estudantes estavam em casa.

Suspeita-se que a causa do acidente tenha sido uma imperfeição mecânica que impediu aos tripulantes da aeronave aterrissar corretamente.

Fontes: EFE / Andina

Cidade de Palomares, na Espanha, luta para esquecer seu 'momento nuclear'

Região foi palco da queda acidental de 4 bombas de hidrogênio em 1966.

Tudo parecia passado, até o surgimento de lesmas radioativas no local.


O restante do mundo praticamente já esqueceu, mas uma pincelada do Armageddon está sendo cauterizada nas mentes dos residentes daqui e ainda dói, 42 anos depois.


Duas das quatro bombas nucleares envolvidas no incidente de Palomares, em exibição no National Atomic Museum, em Albuquerque, Novo México, nos EUA - Foto: Domínio Público

Na manhã de 17 de janeiro de 1966, um bombardeiro B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos, retornando de uma missão de rotina, colidiu com o avião-tanque que iria reabastecê-lo. A explosão resultante destruiu as duas aeronaves e lançou as bombas de hidrogênio do bombardeiro diretamente para o solo. Uma caiu nas águas azuis do Mediterrâneo, e três outras caíram perto dessa pobre vila de agricultores, a cerca de 200 quilômetros a leste de Granada.

Sete tripulantes pereceram na bola de fogo, enquanto quatro se salvaram usando seus pára-quedas. Ninguém em terra morreu. As ogivas nucleares, muito mais poderosas que as lançadas em Hiroshima, não foram detonadas.

Praia próximo à vila espanhola de Palomares, região na qual tropas de EUA e Espanha procuram uma bomba de hidrogênio desaparecida desde 1966 - Foto: Paul Geitner (International Herald Tribune)

Mas os pára-quedas falharam em duas das bombas, resultando em detonações de explosivos fortes que, embora não-nucleares, espalharam material radioativo numa ampla área de terreno acidentado e rochoso.

Um enorme esforço de recuperação e limpeza se seguiu, com centenas de militares americanos e guardas civis espanhóis examinando a área durante meses. Dezenas de milhões de dólares foram gastos. Finalmente, com o trabalho feito, eles foram para casa, e a atenção foi desviada para qualquer outro lugar.

Os quase 1.200 residentes de Palomares também queriam esquecer o acidente. Hoje, o meio de vida vai além da agricultura e depende mais de atrair nortistas sedentos de sol para vastos prédios de apartamentos com vista para o mar e oásis de golfe.

Mas o passado literalmente ressurgiu com a recente descoberta de lesmas anormalmente radioativas e o confisco de trechos de terra para testes e limpeza adicionais. Não exatamente um argumento de venda para os melões e tomates ainda cultivados em larga escala, em estufas cobertas de plástico ali perto, e muito menos para uma vida sem preocupações na praia.

“Isso está prejudicando a vila”, diz um agricultor aposentado de 74 anos, Antonio, fumando do lado de fora do centro de idosos de Palomares. “Está acontecendo há quarenta anos. Queremos que acabe para sempre.”

Grande parte da incerteza de hoje remete ao segredo imposto à época pelo regime opressor de Franco e pelo Pentágono.

Tudo começou logo após as 10h em um limpo dia de inverno.

“Houve uma grande explosão”, contou rancorosamente Antonio, que se recusou a dizer seu sobrenome. “Voavam coisas por todos os lados. Todos correram para fora.”

Ninguém sabia o que havia acontecido, mas os primeiros soldados americanos chegaram numa questão de horas. Somente depois que os soviéticos acusaram Washington de violar um tratado banindo os testes nucleares é que os Estados Unidos admitiram, mais de um mês depois, que os detonadores em duas das três bombas que aterrissaram aqui haviam explodido com o impacto.

A bomba que atingiu o solo mais ou menos intacta foi rapidamente recuperada, enquanto a que aterrissou no Mediterrâneo levou meses para ser localizada. Cerca de 1.270 toneladas métricas de solo e vegetação contaminados foram colhidas e enviadas à Carolina do Sul para tratamento.

Oficiais tentaram de todas as maneiras acalmar os temores públicos. Em certo ponto, o ministro de informação e turismo espanhol, Manuel Fraga Iribarne, reuniu-se com o embaixador americano, Angier Biddle Duke, para uma “festividade de natação” no mar para demonstrar que as águas estavam seguras. As fotos foram publicadas em todo o mundo (incluindo a primeira página do "New York Times").

Em Palomares, hoje, não há memorial ou museu, apenas uma pequena rua lateral chamada “17 de Janeiro, 1966”, sem explicações. Na biblioteca, uma modesta pasta de plástico contém cópias de recortes de notícias em espanhol, francês, alemão e inglês.

Talvez uma vez por mês alguém peça para vê-los, de acordo com a bibliotecária, mas nada foi adicionado desde 1985.

“Eles não te contam a respeito antes que você chegue aqui”, diz Bárbara Newman, 65, enquanto toma um drinque no La Dulce Casa, um entre o punhado de restaurantes que oferece alimentação aos europeus recém-chegados do norte em busca do sol. Ela e seu marido, Larry, 73, se mudaram para Palomares no ano passado vindos de Stoke-on-Trent, na Inglaterra.

“Você vira alvo de muitas piadas quando as pessoas descobrem que você mora em Palomares”, diz Denise Angus, antes moradora de sul de Gales, que abriu um salão de beleza aqui há quatro anos. “Coisas como, ‘Você vai brilhar no escuro.’”

Entretanto, a maioria dos novos moradores ignora quaisquer preocupações com a saúde, tomando como base os residentes locais e sua notória longevidade.

Em verdade, décadas de monitoramento financiadas pelos Estados Unidos não descobriram nada fora do comum.

“O lado bom é que eles descobrem casos de diabetes ou colesterol alto” que poderiam passar despercebidos, diz Antonia Navarro, proprietária de uma loja de ferramentas. Com 37 anos, ela nasceu depois da queda das bombas, mas já fez três viagens a Madri para exames com sua avó.

O acordo de divisão de custos entre o Departamento de Energia e a Espanha, que teve início em 1966, foi programado para terminar em 2008. Mas, em outubro de 2006, oficiais da agência de pesquisa de energia da Espanha, a Ciemat, relatou a descoberta de lesmas radioativas, exigindo mais trabalho.

Um ano atrás, os Estados Unidos concordaram em pagar US$ 2 milhões por mais dois anos de “assistência técnica”, de acordo com o jornal espanhol "El País". Em abril, a Ciemat identificou dois fossos contendo cerca de 1.000 metros cúbicos cada de material radioativo que havia sido deixado para trás, disse ao jornal Teresa Mendizabal, diretora de estudos ambientais da Ciemat.

Maria, 48 anos, dona do Bar Tomás, na Constitution Square, disse: “Eles vieram e limparam e agora, 42 anos depois, eles estão limpando de novo. A agência nuclear nacional precisa de justificativas para continuar trabalhando.”

Novas cercas, marcadas com placas de advertência, foram levantadas ao redor da terra, perto do cemitério da cidade. Bem perto estão as empresas agricultoras. Logo depois ficam os apartamentos dos caçadores-de-sol e o mar reluzente.

“Já existem buracos nas cercas, e cabras entram para pastar”, disse superficialmente Maria, a dona do bar, que também se recusou a informar o sobrenome.

Ela tinha 6 anos quando as bombas caíram e tem ternas lembranças de soldados americanos trazendo biscoitos e doces. “Achávamos que era como chocolate que vinha do céu”, disse Maria.

Ela disse acreditar que a cidade deveria ter algum tipo de memorial, pelo bem da posteridade. Mas chega de manchetes. “Nós gostaríamos que isso terminasse e que pudéssemos recomeçar uma vida normal.

Fonte: Paul Geitner (New York Times)

Familiares de vítimas do acidente da Gol cobram relatório da Aeronáutica

Há dois anos, avião caiu no Norte de Mato Grosso; 154 pessoas morreram.

Em boletim preliminar, Aeronáutica descarta falha de radares.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Aeronáutica, ainda não concluiu o relatório da investigação sobre o acidente com o Boeing da Gol. O documento é esperado por familiares das vítimas. Logo após a queda da aeronave, o órgão disse que o trabalho deveria ser concluído em 12 meses.

Avião da Gol caiu em região de mata fechada em Mato Grosso

O Boeing da Gol caiu em uma região de mata fechada no Norte de Mato Grosso, em 29 de setembro de 2006, depois de bater em um jato Legacy. Foi o segundo maior acidente aéreo do país; 154 pessoas morreram. O jato, com sete ocupantes, pousou em uma base aérea, no Sul do Pará.

"Os familiares com quem converso são unânimes em dizer que esse relatório será o ponto final sobre o caso. Eles estão indignados e revoltados com a demora para revelar o conteúdo do documento. Já se passaram dois anos", disse Leonardo Amarante, advogado que representa 60 famílias.

"A última vez que a FAB [Força Aérea Brasileira] disse que não poderia entregar o relatório era por causa da demora em traduzir documentos em inglês. Era prevista a conclusão no ano passado e, até agora, nada foi apresentado", afirmou Luciana Siqueira, da diretoria da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907.

Compromisso

O brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Cenipa, disse ao G1, em 2007, que o documento seria finalizado abaixo dos 18 meses, que é o cronograma estabelecido em padrões internacionais de investigação de acidente aéreo. O documento deve revelar as causas do acidente, sem apontar culpados, segundo a FAB.

Na sexta-feira (26), a FAB divulgou boletim com balanço dos quase dois anos de investigações do acidente. O documento revela pontos do relatório final, que foi encaminhado, em agosto deste ano, para representantes da Comissão de Investigação no exterior (Estados Unidos e Canadá). Eles têm 60 dias para enviar comentários sobre o texto do Cenipa. O rito segue a Convenção de Chicago.

A FAB informou ainda que foram realizados ensaios, testes e simulações em laboratórios brasileiros e estrangeiros. Representantes do Cenipa participaram de cinco reuniões com familiares das vítimas. Em uma delas, os participantes viram a reconstituição do acidente.

A Aeronáutica disse, ainda, que já foram emitidas recomendações de segurança de vôo nesses dois últimos anos e que o relatório sobre o acidente deverá ser divulgado depois de finalizados os trabalhos da comissão do exterior.

Informações publicadas

No boletim, o Cenipa indicou as cinco principais informações publicadas durante as investigações sobre a queda do Boeing da Gol:

1- Não foram encontrados erro de projeto ou integração nos equipamentos de comunicação no jato Legacy, que colidiu com a aeronave da companhia brasileira;

2- Os pilotos do Legacy disseram que não tiveram intenção de interromper o funcionamento do transponder (equipamento anticolisão) da aeronave;

3- O transponder estava em condições de uso, porém não estava em operação no momento da colisão;

4- Algumas normas e procedimentos não foram corretamente executados, o que levou a comissão a analisar os motivos pelos quais isto ocorreu. As considerações serão prestadas no relatório final;

5- Não foram encontradas indicações de influência de cobertura de radares na área do acidente, por ineficiência ou deficiência de equipamentos de comunicação e vigilância no controle de tráfego aéreo.

Leia mais sobre o acidente: CLIQUE AQUI.

Fonte: G1 - Foto: Divulgação (Bombeiros de Sinop)

Ocean Air é condenada a indenizar passageiro por vôo que atrasou 1 dia

Um passageiro que sofreu atraso de quase um dia em seu vôo vai ser indenizado em R$ 4.150 pela Ocean Air Linhas Aéreas. A condenação foi da 13ª Câmara Cível do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) que manteve o valor de indenização por danos morais fixado em primeira instância.

De acordo com informações do tribunal, a relatora, desembargadora Cláudia Maia, entendeu que “não resta dúvida de que o serviço prestado pela apelante foi defeituoso, tendo em vista que problemas técnicos no avião resultaram na transferência do vôo para o dia seguinte, ou seja, em atraso excessivo”.

Para ela, “a disponibilização de hotéis e transporte adequados não se revela suficiente para elidir o dano moral quando o atraso no vôo se configura excessivo”.

Em seu voto, a magistrada citou também o entendimento do STJ (Superior Tribunal de Justiça), segundo o qual “a ocorrência de problema técnico é fato previsível, não caracterizando hipótese de caso fortuito ou de força maior”, de modo que “cabe indenização a título de dano moral pelo atraso de vôo. O dano decorre da demora, desconforto, aflição e dos transtornos suportados pelo passageiro, não se exigindo prova de tais fatores”.

Segundo os autos, em 30 de julho de 2007 passageiro, residente em Belo Horizonte, partiu do Aeroporto de Confins em um vôo da OceanAir com escala em Uberaba e chegada a São Paulo prevista para as 13h05. Em Uberaba, antes da decolagem para São Paulo, houve uma pane na aeronave e os passageiros tiveram de sair do avião e aguardar no aeroporto. Às 15h45, os passageiros foram de ônibus para Uberlândia, de onde, segundo funcionários da OceanAir, conseguiriam embarcar em um avião rumo a São Paulo, o que não aconteceu.

O cliente que receberá indenização afirmou que teve de dormir em um hotel e só conseguiu embarcar para São Paulo na manhã do dia seguinte. Ele alegou que tinha que proferir uma palestra em São José dos Campos, e, em virtude do atraso, não pôde descansar e se preparar corretamente para o compromisso.

Em primeira instância, o juiz da 13ª Vara Cível da comarca de Belo Horizonte, Llewellyn Davies A. Medina, condenou a empresa aérea a indenizar o passageiro em R$ 4.150 por danos morais. A Oceanair recorreu, alegando que o atraso foi causado por problemas técnicos na aeronave, que ficou impossibilitada de decolar. Ainda segundo a empresa, foram oferecidas todas as comodidades possíveis aos passageiros, como hotel, transporte e refeições, e, portanto, não houve dano moral.

Fonte: Última Instância

Avião de carga sai da pista em Angola

Incidente envolvendo IL-18 não provocou vítimas humanas nem graves danos materiais

Um IL-18 semelhante ao do incidente em Angola

Uma aeronave do tipo Ilyushin Il-18 da companhia aérea privada de Angola, Alada, saiu da pista na quinta-feira (25) no aeroporto de Cabinda, em Angola, sem provocar vítimas humanas nem grandes danos materiais.

O incidente ocorreu momentos depós de a aeronave ter descarregado marcadorias de uma empresa comercial local.

A diretora adjunta da Empresa Nacional de Navegação Aérea (ENANA) em Cabinda, Amélia dos Santos, não disse quais foram os motivos que causaram o incidente, às 11h30, da aeronave da Alada, um aparelho de fabricação russa.

O Jornal de Angola apurou no local que o incidente teve lugar logo após se ter verificado chamas nos trens de aterrissagem, quando este se desfazia da pista para a decolagem no sentido Sul/Norte.

Face à situação, a tripulação, de naturalidade russa, que tinha na altura perdido parcialmente o controle da aeronave, conseguiu imobilizar o avião, já fora da pista.

“Temos a realçar que não houve vítimas, e, de forma visível, não há grandes danos”, disse Amélia dos Santos.

Segundo a diretora adjunta da ENANA, ainda ontem era aguardada uma equipe do Instituto Nacional de Aviação Civil, INAVIC, para apurar as razões que estiveram na base do incidente com o avião.

De momento, disse Amélia dos Santos, “ainda não sabemos de concreto o que terá acontecido e aguardamos a vinda de uma equipa do INAVIC para fazer o levantamento e apuramento das causas do incidente.”

De acordo com a responsável, o incidente não vai alterar o movimento habitual do tráfego aéreo no aeroporto de Cabinda, quer de aviões de pequeno quer de médio porte.

Fonte: Jornal de Angola

Caça F-18 australiano faz pouso de emergência

Um caça F-18 Hornet Fighter da RAAF (Real Força Aérea Australiana) comunicou um Mayday e fez uma aterrissagem de emergência na base aérea Williamtown (NTL), perto de Newcastle, na Austrália, na sexta-feira (26).

O incidente ocorreu pouco após meio-dia.

O procedimento de emergência posto em prática na base aérea incluiu a utilização de um cabo para ajudar a parar o avião e espuma para ajudar a reduzir o risco de incêndio por um vazamento de combustível.

Uma investigação sobre as causas do incidente estão atualmente em curso.

Ninguém ficou ferido.

Fonte: ABC News