domingo, 28 de setembro de 2008

Familiares de vítimas vão celebrar missas pelo país

Pelo menos três cidades vão sediar eventos no domingo e segunda.

Em 2007, parentes plantaram mudas no Jardim Botânico de Brasília.

Familiares das vítimas do vôo 1907 da Gol, que caiu em 29 de setembro de 2006, vão celebrar missas no Distrito Federal neste domingo (28). A primeira celebração será feita na Catedral de Brasília, às 10h30. Os parentes voltarão a se encontrar no Jardim Botânico, às 16h.


Missa realizada no Jardim Botânico, em Brasília, no ano passado

Na segunda-feira (29), os familiares participarão de uma missa na Igreja Nossa Senhora das Mercês, em Manaus, às 19h. Em Campinas (SP), uma missa será celebrada na Igreja Nossa Senhora do Rosário, às 19h. Uma outra celebração será feita em espaço aberto, mas em horário a ser confirmado.

Segundo Angelita Rosicler, presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907, os eventos marcam dois anos da queda da aeronave e têm o objetivo de chamar a atenção das autoridades e da população. "Não podemos deixar que esse acidente caia no esquecimento."

No Jardim Botânico, no ano passado, os familiares plantaram mudas que representam as 154 vítimas. "Vamos voltar ao local para ver como estão as árvores. Acredito, também, que outras famílias rezem missas pontuais", disse Luciana Siqueira, que faz parte da diretoria da associação.

Fonte: G1 - Foto: Roosewelt Pinheiro (Agência Brasil)

Gol afirma que indenizou 76 famílias de vítimas do vôo 1907

Acordos beneficiam 231 pessoas, segundo companhia aérea.

Valor varia de acordo com número de dependentes das vítimas.


Dois anos após o acidente com o Boeing da Gol, que ocorreu em 29 de setembro de 2006 e provocou a morte de 154 pessoas, a companhia aérea informou que fechou acordo de indenização com 76 famílias de vítimas. Os valores não foram divulgados pela Gol, que alega preservar a privacidade e segurança dos parentes.

Familiares de vítimas, no entanto, informam que o valor médio indenizações é de R$ 1 milhão. "Isso varia de acordo com os beneficiários. É avaliado se a vítima deixou pai, mãe, filhos, marido ou mulher e se eram dependentes de quem sofreu o acidente", disse o advogado Leonardo Amarante, que intermediou 42 desses acordos.

A Gol informou ainda que foi procurada por 91 famílias de vítimas para tentar negociar ressarcimentos. Ainda segundo a companhia aérea, as indenizações fechadas beneficiam 231 pessoas. Até setembro de 2007, a companhia havia fechado acordo com 32 famílias, beneficiando 82 pessoas.

Justiça

Na esfera judicial, a primeira decisão sobre indenização no caso do vôo 1907 da Gol saiu no dia 31 de agosto de 2007, no Rio de Janeiro. A companhia aérea foi condenada a pagar indenização por danos morais e materiais. A família da vítima Quézia Gonçalves Moreira, de 21 anos, foi beneficiada com decisão de valor superior a US$ 1 milhão. Cada um dos três integrantes da família deveria receber cerca de R$ 380 mil, mais pensão de cerca de R$ 1 milhão.

A ação foi julgada, em primeira instância, na 48ª Vara Cível pelo juiz Mauro Nicolau Júnior. A decisão servirá de base para outros julgamentos com relação ao acidente.

A Gol entrou com recurso, que foi analisado em dezembro do mesmo ano. Os desembargadores da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiram pela redução a um quinto do valor da indenização. O valor a ser calculado deve passar de mil salários mínimos, como previsto na primeira instância, para 200 salários mínimos por parente.

O advogado da família, João Tancredo, entrou com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Fonte: G1

Estrondos causados por aviões militares assustam Espanha

Dois estrondos ensurdecedores sacudiram na sexta-feira (26) pela manhã as janelas e assustaram os moradores de Málaga, no sul da Espanha. Houve o temor de que se tratava de um ataque terrorista, porém as autoridades informaram que o barulho foi causado por dois caças Eurofighter que romperam a barreira do som a a 37.000 pé de altitude.

Os habitantes de Málaga temeram por um ataque do ETA, especialmente após o grupo separatista basco retomar suas ações, com vários atentados. Um deles, na segunda-feira, matou um militar no norte do país.

"Fiquem tranqüilos", aconselhou um porta-voz do Ministério do Interior à população. "Um avião que voava mais baixo que o normal rompeu a barreira do som e fez esse barulho enorme", relatou.

Os estrondos ocorreram perto das 9h40 da manhã, hora local. Os aviões participavam de um exercício aéreo na região denominado "Sirio".

Um Eurofighter Typhoon da Força Aérea Espanhola

Fontes: Associated Press / El Mundo (Espanha) - Foto: armas.es

Saiba mais sobre o Eurofighter Typhoon

O Eurofighter Typhoon é um caça de superioridade aérea e será utilizado na Europa por: Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha; também foi encomendado pela Arábia Saudita. O Typhoon assumirá a posição de vários aviões de combate, sendo eles o Panavia tornado IDS/F3, o F4 Phanton alemão, O F104 starfighter italiano e o Mirage F1 Espanhol, e isso dá para se ter uma idéia da responsabilidade que esse novo caça terá que levar em suas costas. Esse avião sofreu de pesados obstáculos políticos e financeiros durante seu desenvolvimento fazendo aumentar o seu custo para € 88.4 milhões por unidade. Mas passada a tempestade esse caça já está com encomenda feita pelos 5 países citados no começo desse trabalho.

O Typhoon foi concebido para a alta manobrabilidade e elevado índice de potência para se dar bem em combates aéreos fechados, e também está equipado para superar seus inimigos em combates além do alcance visual (BVR), através de seu radar ECR-90 que é capaz de apresentar 12 alvos mostrar qual é o mais perigoso, e atacar 8 simultaneamente com mísseis AIM 120 Amraam ou o novo míssil Meteor que tem alcance de +100km. O ECR-90 possui um alcance máximo de 370 km contra alvos vindo do alto ou 175 km contra alvos vindos de baixo. Apesar de tudo isso é interessante notar que o radar ECR-90 é de varredura mecânica como os radares atuais, mas existe um programa anglofrancês para o desenvolvimento de uma antena de varredura eletrônica ativa (AESA) que será usado pelo Typhoon e pelo Rafale francês na futura versão F-3.

Motores

A propulsão do Typhoon é feita por dois motores Eurojet EJ-200, cujo empuxo máximo é de 9000 kgf, com a pós-combustão, e 6000 kgf com empuxo seco. Este moderno motor, teve seu desenvolvimento feito em paralelo com desenvolvimento do Typhoon. Quando o primeiro protótipo do Typhoon estava pronto, os motores, ainda não tinham sido entregues, sendo que acabaram por instalar a mesma turbina dos Tornados neste protótipo, a RB-199 para iniciar os testes

Curiosidade

Alguns o chamam de EF-2000 porém EF segundo o padrão americano significa Eletronic warfare fighter(caça de guerra eletrônica) mas EF é Eurofighter.

Descrição

Missão Interceptar aeronaves inimigas
Tripulação 1 (piloto)

Dimensões

Comprimento 15,96 m
Envergadura 10,95 m
Altura 5,28 m
Área (asas) m²

Peso

Tara 11.000 kg

Propulsão

Motores 2 motores EJ-200
Força (por motor) 90 kN

Performance

Velocidade máxima 2.510 km/h (Mach: 2.0)
Alcance bélico km
Alcance 2780 km
Teto máximo 19.812 m
Relação de subida 15.240 m/min

Armamento

Metralhadoras Um canhão Mauser MK 27 de 27 mm
Mísseis/Bombas mísseis AIM120 Amraam, Meteor, Sidewinder, Asraam, IRIS-, Sidewinder, Asraam, IRIS-T / mísseis Storm Shadow, Taurus MAW, Brimstone ( Hell Fire) Bombas Guiadas a laser

Alcance do radar: 175km
Razão de rolamento: 240°/s
Taxa de giro: 31°/s
Fator de carga: 9Gs

Fonte: Wikipédia - Foto: Eurofighter

Infraero faz simulação de acidente aéreo no Aeroporto de Guarulhos

A Infraero promoveu simulações de acidentes áereos no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP), e no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, na sexta-feira (26). O objetivo da estatal foi checar o plano de emergência, os sistemas disponibilizados e os recursos envolvidos em caso de acidente.

Em Guarulhos, mais de 300 pessoas de diversas áreas da comunidade aeroportuária participaram do exercício. Uma das empresas aéreas que opera no terminal cedeu uma aeronave para figurar no cenário. Cerca de 50 soldados da Base Aérea de São Paulo atuaram como vítimas. A simulação, que ocorreu das 13h até as 14h10, não afetou o funcionamento do aeroporto.

Do total de participantes, 150 eram formandos do Corpo de Voluntários de Emergências (CVE), grupo que recebe treinamento e formação para atendimentos de primeiros socorros em caso de acidente aéreo.

Fonte: Terra - Fotos: Reuters

Bombeiros simulam acidente com quatro aviões no Santos Dumont


Com o objetivo de treinar e analisar o tempo-resposta das equipes envolvidas numa situação de emergência provocada por um acidente aéreo no Aeroporto Santos-Dumont, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-Rio) e o Grupamento de Socorro de Emergência (GSE), do Corpo de Bombeiros, participaram, na sexta-feira (26), do Exercício de Emergência Aeronáutica Completo (Exeac). A ação, organizado pela Infraero, envolveu quinze pessoas e cinco ambulâncias. Na simulação, uma aeronave com 40 pessoas a bordo apresentou problemas técnicos e colidiu com outros três aviões.

Depois do simulado, os procedimentos do plano de emergência foram avaliados no Auditório Eider da Rosa Mesquita. O exercício constituiu da simulação de um acidente de média gravidade, no qual uma aeronave, com 35 passageiros e 5 tripulantes, procedente de São Paulo, atingiu três outros pequenos aviões, estacionados no canteiro de estadia do aeroporto, depois de perder o controle ao colidir e engolir uma ave quando pousava na pista principal do Santos-Dumont.

Segundo a Infraero, o Exeac tem por objetivo aferir a eficácia do Plano de Emergência do Santos-Dumont e promover o treinamento e a integração das pessoas e órgãos públicos e civis envolvidos no atendimento a vítimas de acidente aéreo. O simulado também serviu para a verificação do grau de aproveitamento dos voluntários de emergência, recrutados entre funcionários da estatal, em curso ministrado entre 22 e 25 de setembro.

– A participação do Samu-Rio e do GSE, a convite da Infraero, serviu para avaliarmos o tempo-resposta des nossas equipes no caso de um acidente real e as nossas dificuldades operacionais com relação ao atendimento, à triagem e ao transporte das vítimas do desastre – explicou a major bombeiro Rosemary Provenzano, para quem nenhum aeroporto no mundo tem condições de sozinho socorrer muitas vítimas.

Além do destacamento de bombeiros existente no Santos-Dumont, em caso de um desastre, entram em ação as equipes especializadas do Samu e do GSE. Se o acidente for muito grave, outras equipes igualmente especializadas da Defesa Civil e do próprio Corpo de Bombeiros também são mobilizados pela divisão da corporação responsável pelo gerenciamento e gestão de desastres, explicou a major.

– Com esses exercícios estamos cumprindo normas internacionais, pelas quais todos os aeroportos têm de treinar e formar corpo de voluntários de emergências. Anualmente, é feito um desses exercícios para formar novos voluntários e reciclar. Quem já fez mais desses treinos há mais de cinco anos já está preparado para situações de emergências aeronáuticas – declarou o superintendente do Aeroporto Santos-Dumont, Luiz Carlos Petronilho.

Fonte: JB Online - Foto: Ignácio Ferreira

Saiba mais sobre o satélite português PoSAT-1

O PoSAT-1 é o primeiro satélite português e entrou em órbita em 26 de Setembro de 1993, por volta das 2h45, hora de Lisboa. O Satélite foi lançado para o espaço através do foguetão Ariane 4; o lançamento foi no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. 20 minutos e 35 segundos após o lançamento e a 807 km de altitude, o PoSAT-1 separava-se do Foguetão.

O PoSAT-1 pertence à classe dos micro-satélites, que têm entre 10 e 100 kg, e pesa cerca de 50 kg. Todo este projecto foi desenvolvido por um consórcio de universidades e empresas de Portugal e foi construído na Universidade de Surrey, em Inglaterra. Custou por volta de um milhão de contos (ou seja, 5 milhões de euros), 600 mil contos pagos pelo Programa Específico de Desenvolvimento da Indústria Portuguesa e 400 mil por empresas portuguesas envolvidas. O responsável máximo foi Fernando Carvalho Rodrigues, conhecido como o pai do primeiro satélite português.

A Missão

A Missão foi designada por Voo 59, onde foram lançados vários satélites, o PoSAT-1, o EyeSat e o ItamSat (Itália), o KitSat-B (Coreia), o HealthSat (da organização médica internacional Satellite), o Stella (França), mas a jóia da coroa era o satélite francês SPOT-3, um super satélite de reconhecimento fotográfico.

Composição

O PoSAT-1 é uma caixa de alumínio, em forma de paralelepípedo, com as dimensões de 35 centímetros de lado por 35 de profundidade, 58 de comprimento e 50 quilos de peso. Sobre uma gaveta-base, que contém as baterias e o módulo de detecção remota, estão empilhadas dez gavetas cheias de placas electrónicas - os subsistemas do engenho. Na parte superior do satélite encontram-se os sensores de atitude e o mastro de estabilização, instrumentos essenciais para o PoSAT-1 manter a órbita correcta.

Os quatro painéis solares estão montados nas faces laterais da estrutura do satélite, formando um paralelepípedo, que constituem a fonte de energia para todos os sistemas de bordo. Cada painéis contem 1344 células de GaAs.

Números

Velocidade: 7,3 km por segundo.
Órbita: 822 x 800 km, inclinação de 98,6º, Sol-síncrona, dura 101 minutos, faz uma média de 14 voltas às Terra.

Morte

A morte física do PoSAT-1 prevê-se para 2043. Em 2006 PoSAT deixou de comunicar com o Centro de Satelites de Sintra, o pequeno satelite anda a deriva até se desintregrar na atmosfera terreste.

VEJA TAMBÉM:

Imagem de Satélite em Tempo real (carregue em Choose satellite, e seleccione PoSAT)

Real time satellite tracking - PoSAT-1

Fonte: Wikipédia - Foto: Consórcio PoSat

Primeiro e único satélite português foi lançado há 15 anos

PoSat serviu de base à atividade aero-espacial que Portugal desenvolve atualmente

O primeiro e único satélite português, lançado há 15 anos, deixou de estar operacional em 2006, mas a experiência serviu de base à actividade aero-espacial que Portugal desenvolve actualmente, salienta um dos participantes no projecto.

«O fim da vida útil do PoSat encerrou um ciclo, mas outro estava a abrir-se desde 2001, com a adesão de Portugal à ESA», disse à Lusa José Manuel Rebordão, director do Departamento de Óptica e Lasers do INETI e delegado ao comité de política industrial da Agência Espacial Europeia (ESA).

O satélite, construído por um consórcio de empresas e instituições académicas portuguesas, com o apoio da Universidade de Surrey (Reino Unido), foi lançado a 26 de Setembro de 1993 por um foguetão Ariane em Kourou, na Guiana Francesa.

Além do INETI, onde se destacou como dinamizador Carvalho Rodrigues, o que lhe valeu a designação de pai do projecto, participaram no consórcio a Marconi, a Alcatel, a Efacec, as OGMA, o Instituto Superior Técnico e as universidades da Beira Interior e do Porto.

Durou mais do que o previsto

O satélite manteve-se operacional durante 13 anos, mais seis do que a sua vida útil prevista, e teve como cliente principal as Forças Armadas portuguesas, que antes dependiam das ondas curtas para comunicar à distância e passaram a usá-lo para contactar com missões em países como Moçambique, Angola, Bósnia e Kosovo.

Mas em 2000, com a rápida evolução neste domínio, o Ministério da Defesa substituiu esses serviços por outros mais eficientes e o satélite acabou a trabalhar para uma organização norte-americana fornecedora de telecomunicações e Internet a populações de zonas remotas do planeta.

«O que resta 15 anos depois reside nas pessoas envolvidas que facilitaram a actividade das empresas e institutos em que se inseriram quando Portugal se tornou membro da ESA, em particular a Skysoft, a Lusospace, a Efacec e o INETI», salientou José Manuel Rebordão, que é professor de Óptica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Objectivos traçados «foram totalmente cumpridos»

«A Lusospace foi constituída com jovens que aprenderam com o PoSat, o actual director técnico da Skysoft começou com ele, a Efacec, que actualmente desenvolve instrumentação científica para o espaço, também ficou sensibilizada para as tecnologias espaciais com o PoSat, e no próprio INETI muita gente aprendeu tecnologias espaciais com o satélite», referiu.

Na sua perspectiva, os objectivos traçados «foram totalmente cumpridos». Acontece, acrescentou, que «o PoSat não foi avaliado de acordo com esses objectivos, mas com base noutras considerações»

«O PoSat foi construído para ser um projecto industrial de formação de engenheiros das empresas, aprendizagem dos serviços e negócios relativos ao espaço, através de uma metodologia de treino em exercício», explicou.

Contudo, «foi criticado por não ser um projecto de investigação e desenvolvimento, coisa que nunca quis ser nem podia ter sido face à composição do consórcio e à forma de financiamento».

José Manuel Rebordão acrescentou à Lusa que a equipa passou em dois anos dos oito engenheiros iniciais para um grupo de 30 pessoas prontas a prosseguir com exercícios da mesma natureza.

Fonte: IOL Diário (Portugal)