segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Acidente do vôo 1907 completa dois anos

Tragédia evidenciou problemas no controle de tráfego aéreo do país.

Jato Legacy e Boeing se chocaram em pleno vôo e 154 pessoas morreram.



Trem de pouso do Boeing da Gol, que caiu na mata

Em 29 de setembro de 2006, um Boeing da Gol, que fazia o vôo 1907, de Manaus para Brasília, se chocou em pleno ar com um jato Legacy que seguia de São Paulo rumo aos Estados Unidos. O acidente completa dois anos nesta segunda-feira.

O Boeing caiu em uma região de mata fechada no Norte de Mato Grosso. O acidente deixou 154 mortos - incluindo passageiros e tripulantes da aeronave. O Legacy conseguiu pousar em uma base aérea no Sul do Pará. Os sete ocupantes do jato sobreviveram.

A operação de resgate dos corpos das vítimas durou 49 dias. Foi o estopim para uma crise aérea.

Os pilotos do Legacy e quatro controladores de vôo do Cindacta-1 (Brasília) foram responsabilizados pelo acidente. Os seis são acusados de atentado contra a segurança de transporte aéreo, com agravante pelas mortes, conforme denúncia do Ministério Público aceita pela Justiça. Nos próximos meses, o juiz federal Murilo Mendes deve recomeçar a ouvir depoimentos do caso. Foi o segundo maior desastre aéreo do país em número de vítimas. Em julho do ano passado, mais um acidente chocou o Brasil. Durante pouso no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, um avião da TAM não conseguiu frear e bateu no prédio da TAM Express, causando a morte de 199 pessoas.

Veja reportagens sobre o acidente



Veja fotos da tragédia com o Boeing da Gol
Veja fotos feitas pelos bombeiros que participaram do resgate
Veja fotos da expedição ao local do acidente, um ano depois

Fonte: G1 - Foto: Divulgação (Bombeiros de Sinop)

Câmara de indenização do vôo JJ 3054 funcionará até dezembro

Famílias pediram prorrogação do atendimento, que acabaria em outubro.

Tempo para reunir documentos e término das investigações seriam razões.

Câmara de Indenização do vôo JJ 3054 da TAM teve o seu funcionamento estendido até o dia 19 de dezembro deste ano. Inicialmente, o atendimento seria suspenso em 23 de outubro, mas o prazo acabou sendo alterado a pedido dos familiares de vítimas do acidente da TAM. Entre os motivos apresentados estão o tempo necessário para reunir documentos e a espera pelo término das investigações, segundo a defensora pública Renata Tibyriçá.

"É uma prorrogação final", ressaltou Renata, que anunciou a nova data para as famílias neste domingo (28), em encontro realizado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Instalada em abril, a Câmara é uma alternativa para a obtenção de indenização por danos morais e materiais sem a necessidade de entrar com ação na Justiça. De acordo com a defensora, até o momento, parentes de 60 vítimas procuraram a Câmara, que tem escritórios em Porto Alegre e na capital paulista. Os familiares de 25 protocolaram os pedidos. Desses, 10 já fecharam acordos e os demais estão em negociação.

Em 17 de julho do ano passado, o Airbus A320, proveniente de Porto Alegre, bateu contra um prédio da TAM Express após tentar aterrissar no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Morreram 199 pessoas.

Fonte: Agência Estado

Testemunha relembra maior acidente aéreo de Campina Grande

De longe, é possível ver uma imensa cortina de fumaça formada nos céus da cidade. As chamas atingem mais de 300 metros de altura. Minutos depois, dezenas de viaturas partem em alta velocidade e atravessam as ruas que dão acesso ao aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande, com as sirenes ligadas. A pista tem que ficar livre para não atrapalhar o socorro das vítimas. Tudo parece real. As equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros, PRF, polícias Civil e Militar correm contra o tempo para realizar o resgate das vítimas de uma tragédia aérea. Os feridos, alguns com fraturas expostas, são transportados para os hospitais da cidade. Os "mortos" são levados para UML.

Felizmente, tudo não passa de um exercício de emergência aeronáutica Completo realizado pela Infraero para aferir o plano de emergência do aeroporto. No exercício feito com o máximo de realismo e o emprego de técnicas usadas nas das produções cinematográficas, é simulado a queda de uma aeronave com 15 passageiros a bordo. Ao cair na pista do João Suassuna, o avião explode, provocando um grande incêndio, essa é a idéia.

Ficção e realidade fazem parte da história do aeroporto Presidente João Suassuna. Há 50 anos, aconteceu o maior acidente com a aeronave na cidade. A tragédia aconteceu em uma noite sombria de sexta-feira, 5 de setembro de 1958.

O avião de prefixo LDX do Lóide Aéreo Brasileiro caiu nas proximidades do Serrotão, a dez quilômetros do centro da cidade, matando 13 pessoas e deixando vários passageiros feridos. Entre os sobreviventes do maior acidente aéreo registrado em Campina Grande, estava o comediante cearense Renato Aragão, o Didi. Na época, Renato Aragão não era famoso. Ele era apenas um estudante de Direito que morava em Fortaleza e estudava em Recife.

O avião com 40 passageiros a bordo partiu do Rio de Janeiro. A chuva forte, neblina densa e iluminação precária foram apontados como fatores que contribuíram para a tragédia. Segundo apuraram as autoridades da época, o avião caiu após o piloto ter feito, sem sucesso, várias tentativas de pouso na pista do aeroporto João Suassuna.

Como estava chovendo, a pouca visibilidade atrapalhou o piloto. Após realizar algumas evoluções, a aeronave perdeu a altura, caindo sobre um roçado à margem esquerda da BR-230, no Serrotão. Entre os mortos, estavam o comandante e a telegrafista do avião, um médico, um arquiteto e um gerente do Banco do Brasil.

Resgate

O resgate das vítimas foi feito por policiais do Corpo de Bombeiros para os hospitais Pedro I, Pronto Socorro e Ipase. "Eu lembro que foi grande a correria na redação do jornal. As fotos eram terríveis", recordou o jornalista Joel Carlos, que na época trabalhava como repórter do Diário da Borborema.

Testemunha do acidente ajudou no socorro às vítimas

Aos 82 anos, o agricultor Francisco Basílio da Cunha, provavelmente a única testemunha viva do acidente com o LDX do Lóide Aéreo Brasileiro, revelou que no final tarde e começo da noite de 5 de setembro de 1958, ajudou os bombeiros a juntar os pedaços das vítimas da tragédia aérea. "Seu Chico" como é chamado o agricultor, tinha 32 anos no dia do acidente. Ele disse que naquele sombrio final de tarde, começo de noite, estava na roça com enxada na mão limpando mato, quando ouviu um forte estrondo.

O agricultor, que morava na fazenda Edson do Ó, localizada no Serrotão, saiu correndo e se deparou com os estragos. O avião, segundo ele, havia se partido em três partes com o impacto. Os passageiros atirados para fora, alguns despedaçados. Francisco foi uma das primeiras pessoas a se aproximar do local onde ocorreu a tragédia. Ao ver o avião despedaçado e os mortos e feridos, Francisco Basílio saiu correndo e foi chamar o seu pai, José Ribeiro da Cunha.

Minutos depois, chegou a guarnição do Corpo de Bombeiros, comandada pelo sargento José Rulfino. A cena era muito forte. Mesmo com a memória falhando devido o tempo, Francisco relembra as horas de horror. Francisco disse que ajudou os bombeiros a juntar os mortos. O pai dele também ajudou os bombeiros no trabalho de resgate.

Os feridos foram levados para os hospitais de Campina Grande em estado grave. Como o local era de difícil acesso, os bombeiros tiveram muita dificuldade para fazer o resgate.

Falando com dificuldade, Francisco Basílio, hoje aposentado, relembra que no dia da tragédia muitas pessoas se aproveitaram para saquear o avião carregando objetos pertencentes aos passageiros.

O agricultor, que tem cinco irmãos, sendo que apenas dois estão vivo, disse que passou toda a sua vida lembrando da tragédia. Casado pela segunda vez, pai de seis filhos, todos morando em São Paulo, Francisco Basílio não tem dúvida de que ele é uma das poucas testemunhas vivas do maior acidente aéreo ocorrido em Campina Grande. "Muitas pessoas que viram o acidente já morreram. Eu estou aqui, até quando Deus quiser", brincou.

A agricultora Maria José Gomes da Silva era criança no ano da tragédia. Ela conheceu Francisco Basílio anos depois e cresceu ouvindo as histórias de heroísmo do agricultor.

No local exato em que aconteceu o acidente foi construído um oratório e uma cruz onde muitas pessoas rezam e pagam promessa. O local foi batizado de "capela do avião". A agricultora Maria José dos Santos Oliveira, uma das mais antigas moradoras do Serrotão, é uma das pessoas que costuma rezar na capelinha construída no local da tragédia aérea.

Por: Severino Lopes (Diário da Borborema)

Fontes: Redação Clube FM / Fabio Remy

domingo, 28 de setembro de 2008

Missão tripulada chinesa retorna à Terra com sucesso

Nave aterrissou no domingo (28) na região autônoma da Mongólia Interior.

Astronautas terão que passar por período de isolamento.


O módulo de volta da nave Shenzhou 7 aterrissou, neste domingo (28), sem contratempos em uma pradaria da região autônoma chinesa da Mongólia Interior com seus três astronautas a bordo, completando assim com sucesso a terceira missão tripulada da China, segundo informou a televisão estatal chinesa "CFTV".

A televisão nacional, que acompanhou a viagem dos astronautas Zhai Zhigang, Liu Boming e Jing Haipeng desde que decolaram para o espaço, transmitiu as imagens do módulo caindo em pára-quedas e pousando com relativa suavidade por volta das 17h38 hora local (6h38 no horário de Brasília).

A aterrissagem, que segundo os responsáveis do programa espacial chinês tinha certo risco para os astronautas, foi observada com atenção pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.

Wen e outras autoridades presentes aplaudiram quando o módulo tocou terra e quando, 10 minutos depois, as equipes de resgate abriram a comporta e mostraram um dos astronautas, Liu Boming.

Ele e os outros dois astronautas terão que passar ainda um tempo no interior da nave até que se readaptem à gravidade.

Se tudo caminhar como o previsto, amanhã eles viajarão para Pequim, onde esperam uma recepção de heróis nacionais.

De qualquer forma, os três terão que passar um período de isolamento, que se calcula em pelo menos 15 dias.

A missão, que foi atrasada um ano para coincidir com os Jogos Olímpicos de Pequim, foi a primeira à qual os chineses alcançaram com sucesso uma atividade extraveicular, manobra que até agora só tinha sido realizada por missões americanas e russas.

As imagens do astronauta Zhai cumprimentando no sábado milhões de telespectadores chineses e ondeando uma bandeira chinesa no espaço entrarão para a história do país, que planeja mandar novas naves "Shenzhou" nos próximos anos.

Foto: EFE

Parentes prestam homenagem às vítimas de acidente da TAM em Porto Alegre

Inquérito sobre acidente aéreo deve ser concluído até o fim de outubro.

Manifestação foi na manhã deste domingo no Aeroporto Salgado Filho.



Parentes das vítimas do vôo da TAM fizeram uma manifestação no final da manhã deste domingo (28) no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.

Reunidos desde sábado (27) no Hotel Embaixador, cerca de cem pessoas foram ao balcão de embarque da TAM conversar com passageiros e cobrar o esclarecimento do acidente que matou 199 pessoas em 17 de julho, em São Paulo.

O grupo carregava cartazes com fotos da vítimas e pedia maior comprometimento da TAM com os usuários.

Antes do manifesto, o grupo reuniu-se no Largo da Vida, uma rotatória próxima ao aeroporto, onde foi construído um memorial e plantadas árvores em homenagens aos mortos. Lá, deixaram rosas e fizeram orações.

Durante o encontro do final de semana, o delegado Antônio Carlos de Menezes Barbosa, da Polícia Civil de São Paulo, que investiga o acidente, informou aos familiares que pretende concluir o inquérito sobre o caso até o fim de outubro.

Fonte: G1 / ClicRBS / Globonews

Quase colisão entre dois aviões na Venezuela

Um acidente aéreo esteve a ponto de ocorrer na quinta-feira (25) quando uma aeronave da empresa aérea Aserca, em que viajavam 80 pessoas e uma outra particular, de menor porte, tentavam aterrissar no Aeroporto Carlos Manuel Piar (PZO/SVPR), em Puerto Ordaz, na Venezuela.

Segundo informou Elsida de Mogollón, uma das passageiras do vôo comercial, que partiu de Barcelona às 8:40 da manhã com destino a Puerto Ordaz, a aeronave descía para a aterrissagem quando o piloto se viu obrigado a fazer uma manobra brusca para subir novamente.

"Ao estabilizar o avião, os tripulantes informaram que quase nos chocamos com outro. Que a cauda do outro avião passou por debaixo do nosso avião. Tomados pelo pânico, a única coisa que fizemos foi entregar uma carta na Assistência ao Passageiro, da INAC -Instituto Nacional de Aeronáutica Civil- e nem nos pidiram desculpas",
relatou a nervosa passageira.

Também se pôde saber que no vôo da Aserca viajava David Concepción, ex-jogador do Los Tigres de Aragua e do time norte-americano da Grande Liga "Los Rojos de Cincinnati". Ele informou que que um grupo de passageiros se comunicou com o serviço de denúncias do INAC e o caso era desconhecido no departamento.

Fontes do aeroporto disseram que o incidente se deveu a falta de reciclagem das equipes de radioajuda e à ausência de um radar na estação.

Todavia, o diretor do Servicio Autónomo de Aeropuertos Regionales do estado (SAAR Bolívar), César Escobar, que disse ao chegar ao local vindo de uma viagem a Santa Elena de Uairén, expressou que a informação é "totalmente falsa".

"Ambos os aviões estavam aterrissando, se encontravam a 20 milhas náuticas do aeroporto, o que pode tratar-se de uma falha humana porque não havia comunicação entre as aeronaves", informou via telefone - seguindo os dados que lhe foram passados pelo aeroporto.

Em qualquer dos casos, este último, se soma as eventualidades que tem ocorrido no Aeroporto Carlos Manuel Piar nas últimas semanas. Cabe recordar que esta instituição conta com o certificado de qualidade ISO-9000, reconhecido mundialmente.

Fonte: Correo del Caroní (Venezuela)

DJ AM deixa o hospital após sobreviver a acidente aéreo

Músico está bem de saúde, mas ainda muito abatido por causa da morte dos demais tripulantes da aeronave

Menos de uma semana após se envolver num acidente aéreo que resultou na morte de quatro pessoas, o DJ AM deixou o hospital nesta sexta-feira, 26, nos EUA.

Apesar da alta, o músico ainda está muito abatido, em estado de choque por causa da morte dos companheiros. O outro sobrevivente, Travis Barker, ex-baterista do Blink 182, deverá deixar o hospital em duas semanas. As informações são do site X17online.

Policial explica como Travis Barker e DJ AM sobreviveram a acidente

O acidente de avião sofrido pelo ex-baterista do Blink 182, Travis Barker e seu amigo, DJ AM (Adam Godlstein) na última sexta-feiram, 19 de setembro, deixou muita gente surpresa. Isso porque a queda matou quatro pessoas e os dois fora os únicos sobreviventes, com queimaduras de segundo e terceiro grau.

O tenente Josh Shumpert, do departamento de polícia da Carolina do Sul, explicou à revista "People" como os dois escaparam da morte.

"Travis e Adam me disseram que eles rolaram para o lado direito do avião e que estavam pegando fogo. Quando cheguei ao local, eles já estavam do outro lado do rodovia", contou o policial, que disse também ter encontrado Travis bem desidatrado.

Já para os médicos que atenderam Travis e AM, a reação rápida salvou os músicos da morte. "Barker e AM gozam de boa saúde e não sofreram ferimentos graves. A expectativa é que eles tenham uma recuperação sem seqüelas", disse o doutor Fred Mullins, médico do centro de queimaduras Joseph M. Still.

O DJ AM teve 12% do seu corpo queimado, e Travis Barker sofreu queimaduras no torso e nos membros inferiores.

Fonte: EGO (G1)