quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Companhia nigeriana Arik Air compra três aviões de longo curso A340-500

Todos os aviões serão entregues até ao final do próximo mês de Novembro.

Lançado em 1997, o quadri-reactor A340-500 tem uma capacidade média de 282 lugares.


A companhia privada nigeriana, Arik Air, assinou, terça-feira (30), um contrato com a fabricante europeia Airbus para a compra de três aviões de longo curso A340-500, no valor de cerca de US$ 711 milhões de dólares.

"Arik Air tornou-se assim na décima e última companhia a comprar os A340-500 da Airbus", indicou a construtora. A aquisição destas A340 novas constitui uma etapa importante da estratégia de crescimento da companhia, visando transformar Lagos e Abuja em "hubs" (plataformas de correspondência)", segundo comunicado da empresa europeia.

Estes aparelhos, equipados com reatores Trenti 500 da Rollys-Royce, serão explorados sobre novas linhas com destino à Londres, Nova Iorque e Houston, numa configuração bi-classe.

Todos os aviões serão entregues até ao final do próximo mês de Novembro. Lançado em 1997, o quadri-reactor A340-500 tem uma capacidade média de 282 lugares.

Fonte: África 21 (Angola)

UE planeja enviar aviões militares e fragatas para litoral da Somália

A UE planeja enviar três aviões militares e três fragatas - mais um navio de apoio logístico - para proteger os navios europeus da pirataria no litoral da Somália, afirmou hoje o ministro da Defesa da Alemanha, Franz-Josef Jung, que anunciou que seu país pode fornecer um dos navios.

"Não se pode aceitar esta situação: a pirataria cresceu tanto que é necessária uma missão européia para garantir a segurança naval e comercial", declarou Jung antes de começar o conselho informal de ministros em Deauville (França) que analisará os aspectos militares da operação impulsionada por proposta da Espanha.

Fontes da Presidência rotativa francesa explicaram hoje que a intenção é ter esta missão em operação no início de dezembro, ou antes se for possível.

Por enquanto, a Espanha enviou um avião P3-Orion e 90 militares, enquanto França, além de sua base militar em Djibuti e diversos meios aéreos, tem uma fragata na região sob o comando do grupo naval multinacional da operação Liberdade Duradoura dos EUA.

Já o ministro de Defesa da França e presidente rotativo do Conselho, Hervé Morin, confirmou que a missão da UE contra a pirataria "é uma demanda espanhola" que foi transferido a ele pela ministra Carme Chacón em reunião no final de julho.

"Temos que ser capazes de fazer algo, embora saibamos que não vai ser fácil lutar contra a pirataria em um espaço marítimo colossal", declarou o francês em sua chegada ao Conselho.

Chacón deve insistir ante seus colegas dobrem a necessidade de materializar "o mais rápido possível" uma missão de dissuasão, proteção e vigilância na Somália.

Os ministros de Assuntos Exteriores decidiram criar um gabinete em Bruxelas para coordenar a vigilância da conflituosa região, sob comando do capitão espanhol Andrés Breijo.

No entanto, tanto Espanha como a França, cujos navios são alvos preferenciais destes ataques, reivindicam ações mais contundentes da UE e defendem o posicionamento de elementos militares navais e aéreos.

Fonte: EFE

Nasa completa meio século de vida com a China fungando no cangote

Agência espacial americana iniciou suas operações há 50 anos.

Hoje, corre risco de perder nova corrida pela Lua para os chineses.


No dia 1° de outubro, exatos cinqüenta anos atrás, a famosa Nasa entrava em operação, com a missão de colocar os Estados Unidos à frente de uma competição ferrenha com a então União Soviética, pela conquista do espaço. Hoje, a agência espacial americana se vê às voltas com uma nova corrida. Só que desta vez o clima político entre os americanos não coloca essa questão como prioridade nacional, e a China, pouco a pouco, já começa a fungar no cangote dos Estados Unidos em matéria de exploração espacial.

Americanos e chineses travam nova corrida espacial

Comparar o tamanho dos programas espaciais chinês e americano é uma covardia. Enquanto a Nasa consome anualmente cerca de US$ 17 bilhões, fontes oficiais chinesas declaram um gasto de menos de US$ 2 bilhões por ano.

Embora fique longe da agência americana, é um valor bastante apreciável. Fica próximo do que o Japão gasta anualmente (US$ 2,5 bilhões), perde da ESA (a Agência Espacial Européia gasta US$ 4 bilhões por ano) e ganha bem da Rússia, que gasta cerca de US$ 1 bilhão.

Moral da história: mesmo somando os gastos desses países todos, China incluída, que são as principais potências espaciais do mundo, o valor não chega ao que a Nasa recebe todos os anos do governo americano.

Como então a agência ianque pode estar ameaçada, em termos de competição?

Duas basicamente são as razões.

A primeira é que um dólar nos EUA compra muito menos do que compra na China ou na Rússia. O custo da mão-de-obra e de equipamentos em solo americano é muito maior do que nos países do Oriente (exceção feita ao Japão).

O outro ponto, entretanto, é mais crítico. Trata-se da falta de foco dos investimentos da agência espacial americana. A Nasa hoje pulveriza muitos dos seus gastos numa infinidade de projetos diferentes. Alguns conseguem destaque especial - sobretudo as missões a Marte -, mas a maior parte das coisas que a agência faz não aparecem aos olhos do contribuinte.

Esse cenário, claro, faz a alegria dos cientistas e, do ponto de vista de gestão, é bastante interessante. Mas o que mobiliza as pessoas a apoiarem - ou renegarem - um programa espacial são as grandes questões. E é indiscutível que não há nada que chame mais a atenção nesse quesito do que missões tripuladas.

Sucessos do passado

Não foi à toa que o sucesso das missões Apollo, que levaram pela primeira vez homens à superfície da Lua, entre 1969 e 1972, marcaram a vitória americana na primeira corrida espacial. Até hoje, não houve imagem mais icônica da exploração do cosmos que as pegadas de Neil Armstrong e Buzz Aldrin sobre o solo lunar.

Ironicamente, uma segunda corrida espacial começa agora a se desenvolver, e mais uma vez o vencedor será o primeiro a colocar seus pés sobre a Lua. E aí a China entra como o adversário da Nasa.

Depois de sua terceira missão tripulada, conduzida no último fim de semana, os chineses começaram a anunciar abertamente planos para conduzir uma viagem com astronautas até a Lua lá pelo ano 2020 - mesmo objetivo anunciado pelo presidente americano George W. Bush após o acidente do ônibus espacial Columbia.

Em quem apostar as fichas?

Se for por orçamento, capacidade de realização, competência técnica e experiência no espaço, a Nasa é favoritíssima à vitória. Mas a China talvez tenha uma vantagem imbatível: não depende das idas e vindas da democracia para manter seus planos.

Os EUA estão às vésperas de uma eleição presidencial, e nenhum dos dois candidatos parece animado com o programa espacial. Francamente, eles têm coisas mais graves e urgentes com que se preocupar.

Parece quase uma certeza que haverá adiamentos nos atuais planos da Nasa - aposentar os ônibus espaciais em 2010 e começar a construir sua nova nave (uma versão futurista das mesmas Apollo que serviram tão bem no passado) para as jornadas lunares.

Recentemente, o administrador da agência espacial, Mike Griffin, atendendo a pedidos dos candidatos à Presidência dos EUA, pediu de seus comandados um estudo para a manutenção dos ônibus em operação por mais alguns anos. E no programa de governo do democrata Barack Obama há planos para adiar em cinco anos a meta de atingir a Lua.

Já a China não precisa se preocupar com essas coisas. Pode avançar, paulatinamente, rumo a seu objetivo. E tecnologia para isso aparentemente os chineses possuem.

Sua espaçonave, a Shenzhou, é baseada na Soyuz russa - que foi criada no auge da primeira corrida espacial, com o objetivo de servir de base justamente para um plano de conquista lunar tripulado soviético. Só que a versão chinesa é ainda mais sofisticada.

Restaria o desafio de desenvolver um módulo de pouso para descer na Lua e um método para impulsionar o conjunto (nave+módulo de pouso) rumo ao satélite natural da Terra.

Na época do programa Apollo, um único foguete (o Saturn V) fazia o serviço. Agora, a Nasa não cogita usar essa estratégia. O novo método de alcançar a Lua seria mais ou menos como lançar um foguete dentro do outro. O que chegasse ao espaço se acoplaria à nave, já em órbita, e a impulsionaria até a Lua. A arquitetura chinesa para a viagem lunar ainda não foi apresentada, mas não exigiria nada de outro planeta, na verdade.

A avaliação é do próprio administrador da Nasa, Mike Griffin. "Os chineses poderiam lançar uma missão ao redor da Lua com sua nave Shenzhou, assim como os Estados Unidos fizeram com sua inspiradora missão Apollo 8, em 1968", disse Griffin, em palestra recente. "A China poderia facilmente executar uma missão dessas com o planejado foguete Longa Marcha V, que está em desenvolvimento e rivaliza com as capacidades de qualquer foguete no mundo hoje. Eu não tenho dúvidas de que eles o terão pronto para uso na data planejada, ao redor de 2012."

"Estou apontando essas coisas, questões de capacidade de engenharia, porque acredito que é importante entender nossos competidores estratégicos, assim como nossos colaboradores. Estamos atualmente de frente para um 'Sputnik silecioso', em que muitos países estão disputando um novo patamar de inovações, enquanto nossas próprias vantagens começam a mostrar sinais de sério desgaste. Se você concorda comigo que nossa nação está de fato enfrentando um 'Sputnik silencioso', então a situação exige a questão: por que é preciso uma crise para obter a atenção da nossa nação?"

Não são as palavras de um homem à vontade com a situação da Nasa, e sua situação no contexto da política americana.

Além disso, a agência espacial americana parece estar perdendo as perspectivas de futuro.

Ilusões de grandeza

Para um programa espacial, o momento presente pode ser ilusório. Como cada missão, cada nova espaçonave, leva muitos anos para ser desenvolvida e chegar ao ponto em que vai ao espaço, a imagem do presente foi delineada no passado. O fato de que a Nasa tem hoje três robôs operando na superfície de Marte não diz nada sobre como a agência está bem de saúde, mas sim sobre como ela esteve bem no passado recente.

O futuro não parece tão brilhante. Após um misterioso conflito de interesses, a Nasa teve de adiar a missão escalada para ir ao planeta vermelho em 2011. Será a primeira janela de oportunidade (ocorre uma a cada dois anos, mais ou menos) desde 1993 que a Nasa não usa para despachar uma espaçonave para os arredores marcianos.

A missão de 2011 acabou escapando para 2013. E não há perspectiva de um projeto de retorno de amostras de Marte - o Santo Graal da pesquisa marciana, perdendo apenas para uma missão tripulada.

No campo tripulado, a Nasa se vê às voltas com um legítimo "mico" - o ônibus espacial. Para ter dinheiro para projetar o futuro (as naves que levarão os americanos de volta à Lua), a agência precisa aposentar os ônibus - a espaçonave de manutenção mais cara e complexa já criada. Só que, entre aposentar os ônibus e lançar o novo veículo, denominado Orion, serão precisos pelo menos quatro ou cinco anos. Ou seja, entre 2010 e 2015 a Nasa se tornará completamente dependente de parceiros internacionais para enviar gente ao espaço.

Daí a motivação de manter os ônibus em operação por mais tempo. Mas sem mais dinheiro no circuito, isso não reduzirá o "buraco" - apenas adiará o inevitável.

Diante do quadro que se configura no presente - e a não ser que a Casa Branca decida injetar mais dinheiro na Nasa no futuro próximo -, não é exagero dizer que a agência espacial americana chegou aos 50 anos sofrendo com uma bela crise da meia-idade.

Fonte: G1 - Imagem: Editoria de Arte (G1)

Carro voador poderá ser comprado em 2009

O Transition sai do chão, mas não atinge grandes velocidades

O sonho do homem de poder voar ainda não é possível, mas os carros que saem do chão no filmes futurísticos já poderão ser comprados em 2009. É isso mesmo. Durante o próximo ano, o Terrafugia Transition poderá ser visto e comprado como primeiro carro de série capaz de subir pelas alturas.

A ficha técnica da inovação conta com um motor à gasolina convencional, quatro rodas e duas asas nas laterais. Parecendo um avião de pequeno porte, o carro também tem uma hélice removível na parte traseira, que pode ser retirada quando o automóvel rodar em terra firme.

As asas, quando totalmente abertas, possuem uma envergadura total de nada menos que 8 metros. Ou seja, nada de tentar abri-las em um local pequeno.

Como não se trata de um Boeing ou coisa do tipo, o carro não atinge grandes marcas em sua velocidade. O Transition é capaz de alcançar a marca de 128 km/h, o que seria o suficiente para o vôo. No ar, os números melhoram e o veículo chega a seu máximo de 185 km/h. A autonomia da novidade no céu é boa, podendo percorrer até 740 km com apenas um tanqe cheio.

Podemos dizer que o preço do modelo será condizente com suas características: nas alturas. Por outro lado, ninguém deveria esperar um valor muito baixo. O carro voador poderá ser adquirido por pouco mais de R$ 370 000.

Fonte: FastDriver - Fotos: Divulgação

Herói do acidente aéreo com o time do Manchester United é homenageado

Na foto, Harry Gregg, que ajudou a retirar as pessoas dos destroços do acidente aéreo de Munique

O ex-goleiro do Manchester United, Harry Gregg, foi homenageado em uma cerimônia para heróis britânicos.

O homem de 76 anos envolvido no acidente aéreo em Munique em 1958 foi homenageado com um prêmio especial em reconhecimento ao seu ato de heroismo na cerimônia do Daily Mirror's Pride of Britain.

Gregg ajudou a retirar uma mulher grávida e sua filha e vários companheiros de equipe dos destroços da aeronave.

O desastre aéreo de Munique aconteceu em 6 de Fevereiro de 1958, quando o avião transportando jogadores de futebol do Manchester United voltava de um empate pela Copa Europeia, em Belgrado, e caiu em meio a uma nevasca após escala para reabastecimento da aeronave no aeroporto de Munique.

Vinte e três pessoas morreram, incluindo jogadores do United, funcionários do staff da equipe e jornalistas.

No 50 º aniversário do acidente aéreo no início deste ano, Gregg regressou à cena e se reuniu com Luckic Vera, a quem ele tinha resgatado, e o filho que ela levava em sua barriga na época.

Gregg recebeu seu prêmio da estrela de futebol Gary Lineker.

Leia mais sobre o acidente com a equipe do Manchester United: CLIQUE AQUI.

Fonte: BBC

Juiz indefere pedido de arresto de bens de 115 dos 175 acusados de levar fundo Aerus à crise

O juiz da 1a Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Ayoub - responsável pelo processo de reestruturação da Varig -, excluiu os nomes de 115 dos 175 réus envolvidos no processo movido pelo Ministério Público contra ex-administradores do Instituto Aerus de Seguridade Social e contra administradores da Varig, da Transbrasil e da Interbrasil Star.

Segundo nota divulgada pelo Tribunal de Justiça do Estado, ao tomar a decisão, o juiz sustenta que o Ministério Público foi “omisso” na descrição completa e detalhada dos fatos, bem como na definição da conduta de cada um dos réus.

O juiz manteve, no entanto, o curso da ação movida pelo Ministério Público em relação aos outros 60 envolvidos no processo. Para evitar prejuízo às partes e o retardamento das decisões, o titular da 1a Vara Empresarial determinou o desmembramento do processo em tantos quantos forem necessários, desde que respeitado o limite de no máximo cinco, o número de réus por cada processo desmembrado.

No último dia 14 de agosto, o juiz Luiz Roberto Ayoub já havia indeferido pedido de liminar para tornar indisponíveis os bens dos acusados. Na ocasião, o magistrado enfatizou que a ausência de detalhamento da conduta de cada um dos réus prejudicaria, inclusive, a defesa no processo.

Fonte: Agência Brasil

Cargueiro "Jules Verne" termina com sucesso missão na ISS

O cargueiro espacial europeu "Jules Verne" terminou na segunda-feira (29) "com sucesso" sua missão de abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS) após se desintegrar ao entrar na atmosfera terrestre.

"Jules Verne" entrou na atmosfera a 120 quilômetros de altitude às 10h31 (Brasília) acima de uma zona totalmente desértica no Pacífico Sul e se desfez a 75 quilômetros de altura, explicou a Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês).

Os fragmentos da nave de carga caíram no oceano Pacífico 12 minutos mais tarde, explicou a ESA em comunicado. O veículo havia sido lançado em 9 de março pelo foguete europeu Ariane-5 e levava seis toneladas de mantimentos, roupas, peças de reposição e material para a ISS, onde permaneceu durante cinco meses.

A última parte da missão de "Jules Verne" antes de se separar da ISS, foi levar 2,5 toneladas de resíduos que havia em seu interior.

"Esta missão constitui um novo avanço excepcional em um ano rico em eventos para os programas dos vôos tripulaods da ESA", destacou a diretora de missões da agência Simonetta Di Pippo.

"A Europa deu um novo passo no desenvolvimento de uma capacidade que lhe permitirá pôr em órbita carga e astronautas e voltar para a Terra, e que contribuirá para definir o futuro dos vôos espaciais tripulados, desde a ISS até as futuras atividades de prospecção", comentou.

O sucessor de "Jules Verne" está sendo fabricado atualmente na fábrica da EADS Astrium em Bremen, na Alemanha.

Fonte: UOL - Imagem: Divulgação