quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Delegado promete encerrar inquérito da tragédia da TAM até o fim da semana

O delegado Antônio Carlos Barbosa, que investiga as causas do acidente com o vôo JJ 3054 da TAM, ocorrido em 17 de julho do ano passado, deve encerrar no fim desta semana o inquérito que apura as causas da tragédia. Aproximadamente dez pessoas serão indiciadas pela polícia por responsabilidade no acidente.

As informações sobre o andamento das investigações foram dadas pelo delegado durante reunião, no final de semana, entre parentes das vítimas, no auditório de um hotel em Congonhas, Zona Sul.

No encontro, o delegado afirmou que na próxima reunião com os parentes, marcada para o dia 22 de novembro, ele irá revelar os nomes dos indiciados.

- Estamos caminhando para chegar na verdade e na Justiça - comentou Archelau Xavier, vice-presidente da Associação dos familiares das vítimas da TAM (Afavitam).

O acidente matou 199 pessoas. De acordo com a TAM, foram fechados acordo para o recebimento de indenização com 89 parentes das vítimas.

No último dia 20, o Procon do Rio Grande do Sul decidiu multar a TAM em quase R$ 1 milhão pela demora de mais de sete horas para divulgar a lista dos passageiros que estavam no Airbus. A medida se baseia na falta de consideração da empresa aos familiares que esperavam por informações num aeroporto da capital gaúcha.

A TAM informou ter sido notificada a respeito da multa e irá se manifestar dentro do prazo legal.

Fonte: Mariana Pinto (Diário de S.Paulo)

Guarulhos: movimentação de carga cresce

No período de janeiro a setembro deste ano, a Infraero registrou a movimentação de mais de 46 mil toneladas de carga nacional, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Esse número representa um crescimento de 21,81%, se comparado as 39 mil toneladas transportadas no mesmo período do ano anterior.

Os serviços do armazém da Infraero, disponibilizados para a movimentação de carga nacional, são utilizados pelas empresas aéreas MTA, Gol, Beta, Sky Master, Ocean Air e Webjet.

Os eletroeletrônicos lideram os produtos transportados pelas empresas aéreas, além de motos, carros, entre outros itens. “O ranking dos produtos mais transportados refletem o que está no auge do mercado de consumo”, informou o encarregado do setor, Wagner de Souza.

De acordo com levantamentos da área de logística do aeroporto, a maioria das cargas que desembarcam em São Paulo é procedente de Manaus. Além dessa rota, diversas mercadorias também têm seus embarques e desembarques para outras localidades como Salvador, Florianópolis, Ponta Porã, Ilhéus e Ribeirão Preto.

Já no caso das importações e exportações, elas movimentaram cerca de 190 mil toneladas de carga de janeiro a setembro deste ano. No mesmo período em 2007, o volume foi de aproximadamente 177 mil toneladas de carga transportada, um aumento de 7,31%.

Fonte: Kate Azevedo (Brasilturis)

Colt quer construir grande hangar no Galeão

Os três celulares e dois laptops ligados em weireless denunciam um executivo workaholic. Os negócios voam, e é preciso monitorá-los em tempo real. E só uma coisa pode tirar o jovem Alexandre Eckmann desse roteiro: o brevê de comandante de avião na carteira é o passaporte que o faz pular do sofá na sala vip para a cabine de um jato. Aos 34 anos, ele tornou-se um empresário da aviação executiva e hoje, em sociedade com um amigo, comanda a Colt Aviation, com quatro Learjets.

O case de Eckmann é a prova de que o setor de aviação executiva decolou no país nos últimos anos. "Fundei a Colt em Miami, em 1997, para importação e exportação de peças", explica, ao passo que rememora também que turbulências na economia internacional o fizeram abandonar o sonho por alguns anos.

Em 2001, aos 27 anos, com o brevê de comandante, operou em companhias como TAM, Varig, Transbrasil e vislumbrou no novo horizonte dos bons números da economia um céu aberto para refazer seu próprio plano de vôo no mercado nacional.

Na rotina de venda e compra de aviões para empresários e amigos, mesclou o papel de piloto de empresas com o de consultor. Em 2004 tinha um ótimo salário como comandante do Legacy da mineradora Vale, mas abandonou para refazer, no ano seguinte, sua decolagem solo. A consultoria rendeu financeiramente e conseguiu dois aviões. Encontrou em Alex Meyerfreund, o herdeiro da fábrica de chocolates Garoto (vendida recentemente), o sócio que procurava para a Colt. Engana-se, no entanto, quem pensa ter sido um céu de brigadeiro as parcerias de Eckmann antes de Meyerfreund. Por três vezes, aqui e nos Estados Unidos, viu promessas de sociedade caírem por terra. A entrada do sócio na Colt capitalizou a empresa.

País tem a 2ª maior frota

"Hoje temos três Learjets modelo 31, e um modelo 35; encomendamos um jato Phenom 100 (da Embraer) e um Challenger, com autonomia para vôos internacionais", comemora Eckamann.

O Brasil possui a segunda maior frota de aviões do mundo. São 10.562 aeronaves - 6.700 monomotores, 330 jatos e 1.100 helicópteros, entre outros modelos. Números que embalam o setor, apesar da crise financeira atual no mundo.

"E a vantagem do País é que a média de idade da frota do táxi aéreo é de 15 anos, muito nova", complementa. O novo cenário da economia brasileira explica bem o porquê de números positivos no setor. Cada vez mais empresários têm recorrido aos jatos para negócios. E, nos fins de semana, é mais comum ver famílias e amigos trocarem um vôo comercial pelo atendimento personalizado e luxuoso de um avião executivo.

"A logística é tudo para se evitar prejuízo", sentencia Eckmann "Apesar da crise, hoje, os empresários cada vez mais precisam de agilidade para fechar negócios, e a aviação executiva é uma ferramenta para otimizar custos."

Os ventos da crise norte-americana ainda não causaram tempestades aqui. Prova é que o Brasil tem uma carteira de recebimento de mais de 280 jatos executivos nos próximos anos. O setor, apesar disso, continuará aquecido, diz o comandante.

Não por acaso outras empresas do ramo, como as grandes Líder Táxi Aéreo e a Global, continuam fortes. "As pessoas pensam que os fretamentos, por exemplo, vão diminuir. Não necessariamente, porque as empresas vão precisar fechar mais negócios. O frete passará a crescer, agora", acredita Eckmann.

Novo hangar

A malha aérea nacional e a falta de estrutura comparada a países de primeiro mundo explicam, em outra vertente, o fato de o Brasil ter uma boa frota de jatos particulares e justifica o crescimento do táxi aéreo.

Das mais de 5 mil cidades do país, só metade tem pistas de pouso - o que não significa qualidade e oportunidade para operação. E os vôos regulares das grandes companhias atendem pouco mais de 100 cidades - o que obriga executivos, políticos e artistas, o público alvo do táxi aéreo, a fretarem aviões.

De olho no crescimento do setor, a Colt, que já opera num hangar no aeroporto de Congonhas, agora quer construir um grande hangar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio. A empresa pretende investir US$ 10 milhões para construir em 36 mil metros quadrados, com geração de 200 empregos diretos.

Fonte: Leandro Mazzini (Gazeta Mercantil)

Custos do programa 747-8 sobem acima do esperado, diz Boeing

A Boeing reconheceu que os custos de desenvolvimento do programa do 747-8 estão crescendo acima do esperado. Ainda assim, porém, a companhia afirma que continua progredindo nos projetos do novo avião, apesar da greve de seus metalúrgicos, que hoje entrou em seu 52º dia.

Em teleconferência com jornalistas, o presidente do conselho, presidente e executivo-chefe da empresa, Jim McNerney, afirmou que seus executivos estão "frustrados" pelos aumentos de custo do programa do 747-8. No balanço da companhia sobre seu desempenho no terceiro trimestre, há apenas duas referências a esse aumento de custos no programa, mas sem oferecer detalhes ou explicações.

Segundo a companhia, foram gastos US$ 705 milhões em pesquisa e desenvolvimento no terceiro trimestre, 7% a mais que no mesmo período de 2007. Esse total, porém, foi gasto tanto no projeto do 747-8 como no do 787 Dreamliner.

A fabricante acredita que haja um mercado para 345 aeronaves desse modelo, 260 dos quais para o segmento de cargas. Até o momento, a companhia tem pedidos firmes para 106 aeronaves, sendo apenas 28 de passageiros.

Apesar da greve dos metalúrgicos, a Boeing afirma que seus engenheiros continuaram a trabalhar nos projetos do avião e, no momento, cerca de 95% dos desenhos já foram concluídos e enviados a fornecedores.

Fonte: José Sergio Osse (Valor Online)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A380 completa um ano de serviço

No último sábado, o Airbus A380 celebrou seu primeiro aniversário de entrada em serviço. O primeiro A380 foi entregue a Singapore Airlines em 15 de outubro de 2007. A primeira “Rainha dos Céus” entrou em serviço no dia 25 de outubro de 2007, com um vôo especial de caridade entre Cingapura e Sidney. Desde então, a aeronave também é utilizada pela Emirates Airline e pela Qantas Airways. Um total de nove modelos foram entregues até agora, sendo seis operados pela Singapore, um pela Qantas e dois pela Emirates, que recebeu seu segundo avião A380 na última sexta-feira.

Atualmente, mais de 700 mil passageiros já voaram na primeira aeronave inteiramente de dois andares, que conecta quatro continentes e voa em sete rotas internacionais de grande importância. O A380 liga Cingapura e Sidney, Londres e Tóquio, Dubai e Nova-York e Sidney e Melbourne com Los Angeles.

No total, a frota de A380 em serviço registrou mas de 15 mil horas de vôo em mais de 1.600 operações comerciais, com um alto nível de confiança de serviços, estabelecendo novos marcos em termos de performance, eficiência ecológica e baixos custos operacionais. As operações com o modelo revelaram que o A380 consome 20% menos combustível por assento do que as outras aeronaves de grande porte, representando o menor consumo de combustível em uma aeronave de grande porte já registrado.

“Celebramos um aniversário especial para a Airbus”, afirmou o presidente da companhia, Tom Enders. “Nos mostra que com perseverança, esforço e colaboração com as transportadoras, o A380 atinge todos as suas espectativas. Traz benefícios reais aos nossos clientes, já que a eficiência da aeronave e sua confiabilidade não tem precedentes.

Hoje, há 202 pedidos por A380 de 17 clientes.

Fonte: Jornal de Turismo

Embraer mantém agenda de entrega de aviões

Apesar da turbulência financeira, a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) planeja manter inalteradas suas projeções de entrega de aeronaves para 2008 e 2009, pelo menos até as perspectivas econômicas ficarem mais claras, disse Frederico Curado, presidente executivo da maior fabricante de jatos regionais do mundo. “(O ambiente atual) é ainda mais imprevisível do que depois do 11 de setembro”, disse.

A Embraer considera a possibilidade de oferecer alguns meios para ajudar os clientes a financiar suas aeronaves. Mas não tem a intenção de ser avalista de operações financeiras, segundo o executivo. Até agora a empresa ainda não teve nenhum cancelamento de pedidos devido a problemas de liquidez por parte dos clientes.

Em um recente exemplo de como as aflições financeiras afetaram a empresa, a Embraer declarou, no início do mês, que decidiu registrar uma perda não recorrente de R$ 178 milhões (cerca de US$ 77 milhões) em operações de derivativos cambiais no terceiro trimestre, devido à desvalorização do real.

A companhia projeta entregar de 195 a 200 aeronaves em 2008 e 2009, das quais 10 a 15 unidades do seu modelo Phenom 100 - um jato de configuração pequena - este ano e acima de 150 unidades no ano que vem. Enquanto as perspectivas do setor estiverem sombrias, a companhia terá de estar atenta ao risco de que alguns clientes possam ter dificuldade para financiar suas compras, por conta da escassez de crédito gerada pela atual crise financeira, lembrou Curado. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Agência Estado

Fuga de poodle atrasa oito vôos em aeroporto de Boston

Cadela Choochy escapou do contêiner onde viajou no sábado.

Ela só foi capturada 17 horas depois, com isca de comida.


Aeroporto de Boston foi cenário da fuga de Choochy, que conseguiu escapar por 17 horas

A cadela Choochy, da raça poodle, foi protagonista de uma história que causou o atraso de pelo menos oito vôos no último sábado (25). Tudo começou quando ela fugiu do contêiner onde havia sido transportada em um vôo de Detroit até o aeroporto internacional de Logan, em Boston (EUA).

Após a fuga, ela correu pelas pistas de decolagem e taxiamento. Phil Orlandella, porta-voz do aeroporto, contou que a cadela conseguiu fugir por mais de 17 horas. Pelo menos 15 policiais, bombeiros e funcionários correram atrás de Choochy, numa missão que causou atrasos de até 30 minutos nos vôos.

Segundo Orlandella, o animal estava com medo, com fome e cansado quando finalmente se rendeu a uma isca feita com comida, no início da tarde de domingo. Após passar por um hospital veterinário, Choochy foi devolvida a sua família.

Fontes: G1 / AP - Foto: Divulgação