terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Especialistas tentam identificar aves que derrubaram avião

A pesquisadora Carla Dove examina documento sobre aves atingidas por aeronaves, no Museu Nacional de História Natural, em Washington

Pistas obtidas nos destroços do voo 1549 da US Airways, que fez um pouso de emergência no rio Hudson, em Nova York, em 15 de janeiro, estão sendo encaminhadas à melhor equipe de investigação do mundo: as caixas pretas do avião ao Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos Estados Unidos, as turbinas aos especialistas da fábrica e uma pena de pássaro a um museu da Smithsonian Institution.

O Museu Nacional de História Natural, em Washington, dificilmente seria lembrado em conexão com um acidente que resultou na perda de potência pelas duas turbinas de um jato de passageiros voando a cerca de mil metros de altitude. Mas pouco adiante da seção que abriga o elefante empalhado que recebe a multidão de crianças visitantes, no final do corredor que serve como parada para as bicicletas dos funcionários, fica o Laboratório de Identificação de Penas, no qual uma equipe de quatro especialistas recebe amostras de 4,6 mil colisões entre aviões e pássaros a cada ano. As amostras costumam chegar em sacos plásticos lacrados e incluem pés de aves, penas inteiras e porções mutiladas dos corpos dos pássaros envolvidos em colisões.

Identificar corretamente a espécie de pássaro envolvida em uma colisão com um avião pode ser importante, diz Carla Dove, diretora do laboratório. "Se as pessoas conhecem a causa do problema, é possível fazer alguma coisa a respeito", ela disse. "Se o problema em sua casa são baratas, não adianta chamar um exterminador de ratos". Uma das providências essenciais para reduzir o número de colisões com pássaros é transferir a espécie causadora do problema, ela diz. Isso pode envolver aparar a vegetação em certa área ou drenar um lago freqüentado por determinado tipo de patos.

As penas e outras porções dos corpos dos pássaros são comparadas a uma coleção de 620 mil amostras de pássaros, algumas das quais recolhidas por pioneiros como Charles Darwin e John James Audubon. Outro colaborador foi o presidente norte-americano Theodore Roosevelt, que colecionava pássaros na região em que vivia sua família, Oyster Bay, em Long Island, antes de se tornar caçador de animais de grande porte. E, caso as penas não sejam suficientes para determinar a espécie, os restos vão para a seção de DNA, que conta com um imenso banco de dados. Usando esses dois recursos, o índice de sucesso na identificação de pássaros que colidiram com aviões é de 99%.

Nos casos de colisões que recebem mais destaque, os dois métodos de identificação são empregados - penas e DNA. Uma colisão com pássaros sobre o Bronx reportada pelo piloto minutos depois que o voo 1549 decolou do aeroporto La Guardia, em Queens, pode ter causado a paralisação das duas turbinas e o pouso de emergência no Hudson, ao qual sobreviveram todos os 155 passageiros e tripulantes. Uma pena foi descoberta presa a uma das asas do avião.

Os pesquisadores do museu não podem falar sobre seu trabalho na investigação do acidente da US Airways, mas falaram sobre outros casos. Em uma mesa do laboratório, iluminada em tom neutro, Dove abriu uma sacola plástica que continha algumas penas marrons e brancas recolhidas em uma recente colisão com pássaros de um avião militar norte-americano que opera da base de Rota, na Espanha. Em campo, os pesquisadores haviam identificado a espécie como uma coruja da espécie Asio otus, mas Dove constatou no museu que a identificação não procedia. Comparando as penas com as de uma outra espécie de coruja, a Bubo bubo, ou coruja-águia, ela apontou: "Veja como elas são mais parecidas".

É esse o trabalho dos ornitologistas forenses. A investigação de colisões entre aviões e pássaros na verdade é uma empreitada relativamente recente para o museu. "Começamos a recolher exemplares antes mesmo que existissem aviões", disse Marcy Heacker, uma das investigadoras do museu, em referência à vasta coleção de amostras de pássaros que a instituição abriga. Mas desde uma colisão acontecido em 1960 no aeroporto Logan, em Boston, envolvendo um Lockheed Electra da Eastern Airlines e um bando de estorninhos, os investigadores de segurança aérea têm recorrido à ajuda do museu.

A maioria das amostras de pássaros vem da marinha e da força aérea; o Departamento da Defesa deseja que cada colisão entre pássaros e aviões militares seja investigada. Os aviões militares são mais vulneráveis a colisões com pássaros porque voam freqüentemente a baixa altitude, e muitos deles têm apenas um motor. As colisões entre aviões militares e pássaros muitas vezes acontecem em lugares distantes como o Iraque e o Afeganistão, mas o laboratório, que armazena espécimes de cerca 85% das espécies mundiais de pássaros, está preparado para essas tarefas. As grandes linhas aéreas norte-americanas também enviam amostras recolhidas em todo o país, em aeroportos de pequeno e grande porte, diz Dove.

As quedas causadas por colisões com pássaros são intermitentes no caso de aviões de menor porte e raras entre os jatos comerciais. Os registros do governo mostram cinco colisões entre pássaros e jatos de passageiros nesta década, excluído o voo 1.549, que causaram danos sérios. Penas recolhidas intactas podem ser comparadas a amostras. Se restar apenas penugem, os pesquisadores utilizam microscópios com poder de ampliação de 100 vezes para estudar o padrão dos nódulos nas estruturas microscópicas de penas, a fim de identificá-las.

O prazo de trabalho requerido é muito curto, mas ocasionalmente o laboratório encontra problemas. A geneticista Faridah Dahlan testou uma amostra, um ano atrás, e constatou que ela aparentemente provinha de um cervo. Podem acontecer colisões entre aviões e cervos, mas um telefonema ao piloto confirmou que o incidente haviam acontecido a 450 m de altitude, de modo que foram necessárias investigações posteriores. Por fim, o laboratório conseguiu descobrir, com base em um pequeno pedaço de pena, que o animal envolvido na colisão era um abutre negro que, aparentemente, tinha pedaços de um cervo em seu estômago.

Dahlan afirma que obter DNA de pequenas amostras de corpos de pássaros não é um grande desafio, e conta que, em seu emprego anterior, "eu identificava formigas". Mas o banco de dados de DNA de pássaros não é tão bom quanto o que contém amostras de DNA humano. Em um acidente como o do voo 1.549, o laboratório usualmente é capaz de identificar se havia mais de uma espécie de pássaro envolvida, mas talvez não seja capaz de determinar exatamente quantos pássaros colidiram com o avião.

Mais recentemente, o laboratório está estendendo suas atividades para outras áreas que não apenas colisões entre aviões e pássaros ¿recentemente, analisou o conteúdo do estômago de uma serpente birmanesa apanhada na região pantanosa dos Everglades, na Flórida, a fim de determinar que espécie de pássaros a cobra estava usando como alimento. O laboratório também identifica pássaros mortos em colisões com moinhos de vento. Caso os restos provenham de um morcego, o laboratório de mamíferos adjacente ajuda no trabalho.

O espaço do laboratório está repleto de estantes, e estas estão ocupadas por gavetas que abrigam todo tipo de amostra. Há ovos de avestruz, quase do tamanho de um melão, e ovos de rouxinol que são pouco maiores que um drops. Os espécimes contêm carne, ossos e penas, e são preservados sobre uma camada de algodão. Ao contrário dos que estão expostos no museu, eles não têm olhos de vidro. Ficam guardados em recipientes que se parecem com caixas de pizza mas na realidade são embalagens especiais para uso em museu, resistentes a ácidos. Um dos espécimes, um limoso do Hudson, tem uma etiqueta que informa que ele foi recolhido na ilha leste das Falklands em 1833. A letra é provavelmente de Darwin, diz Dove. A coleção também inclui um pássaro que pode já estar extinto, o picapau de bico de marfim, e de outros animais que certamente se extinguiram, como o pombo passageiro e o periquito da Carolina.

E da mesma maneira que Darwin nem imaginava que os pássaros que recolhia poderiam servir ao estudo de colisões entre aviões e aves, os atuais pesquisadores de pássaros acreditam que o futuro encontrará diferentes usos para sua biblioteca e coleção. Ela já serve para recolher dados que podem indicar alterações climáticas, diz Dove; os pássaros estão colidindo com aviões em locais e épocas do ano em que não estariam presentes alguns anos atrás.

Com anos de experiência, a equipe de investigação faz uma idéia clara e quase instantânea da espécie de penas que lhes chegam às mãos. Ao contemplarem a pena do chapéu que eu estava usando, rapidamente concluíram que era meio pena de galinha e meio pena de pavão, tingida.

Fonte: The New York Times - Tradução: Paulo Migliacci via Terra

Movimento de passageiros em Porto Alegre cresceu 11%

Em 2008, o Aeroporto Internacional de Porto Alegre - Salgado Filho (RS) registrou um aumento de 11,19% na movimentação de passageiros, em relação ao ano de 2007. Cerca de 500 mil passageiros a mais embarcaram/desembarcaram em Porto Alegre no último ano: foram 4.941.952 contra os 4.444.748 de 2007.

O mês que apresentou maior crescimento, ao ser comparado com os dados de 2007, foi agosto. Foram 22,13% a mais, totalizando 414.961 passageiros. Já o mês que registrou o maior número de passageiros pela via aérea foi maio, quando 455.217 passageiros saíram ou chegaram à capital gaúcha. Dentre os 12 meses do ano, apenas outubro teve queda na movimentação, com percentual abaixo de 1%.

O aumento no número de passageiros no Salgado filho acompanha a tendência anual registrada nos aeroportos do Sul do País, administrados pela Infraero. De acordo com o superintendente da Regional Sul, Nilo Sérgio Reinehr, o efeito da crise econômica do final do ano passado não chegou a impactar no número de passageiros. "Muitos viajam regularmente a negócios ou já tinham adquirido as passagens aéreas", explica. Ela também justifica que houve um aumento na oferta de voos, com o início das operações de novas companhias aéreas e também com as facilidades oferecidas pelas já existentes.

Fonte: Mercado & Eventos - Foto: paolapoa

São Paulo ganha mais rotas a partir de março

Turkish Airlines e a israelense El Al iniciam operações no País

O ano de 2008 foi animado em termos de novos voos para o Brasil. Depois de sete anos longe dos aeroportos brasileiros, a Korean inaugurou a rota São Paulo-Los Angeles-Seul. No cenário doméstico houve a criação de uma nova companhia aérea, a Azul. Para 2009 há mais lançamentos programados, mesmo com a crise pairando sobre a economia mundial. Confira algumas das novidades:

Israel

Apesar dos conflitos entre Israel e Hamas, a promessa deste ano é o voo direto São Paulo- Tel-Aviv, que será operado pela El Al (www.elal.co.il). O diretor-geral para a Europa e vice-presidente da empresa, Izy Cohen, disse, semana passada, que a frequência deve estreitar as relações comerciais de Israel com o Brasil e com toda a América Latina. Ele espera que Tel-Aviv possa servir como escala para viagens à Jordânia e ao Egito.

Segundo Cohen, o horário dos voos (saindo às 22 horas de Tel-Aviv e às 19h30 de São Paulo) foi criado de olho no mercado executivo. Mas o turismo religioso deve representar uma importante parcela de passageiros. As aeronaves partirão de São Paulo aos domingos, terças e quintas-feiras e, de Tel-Aviv, aos sábados, segundas e quartas-feiras. A previsão é que os bilhetes possam ser adquiridos a partir de 1º de fevereiro e que o primeiro Boeing 777 parta da cidade israelense em 2 de maio.

Turquia

A partir de 22 de março, a Turkish Airlines (www.thy.com) deve inaugurar uma rota entre São Paulo e Istambul, com conexão de uma hora e meia em Dacar, no Senegal. O voo será operado duas vezes por semana, saindo da capital paulista às segundas e às quintas-feiras.

Até Istambul sairá de SP 2 vezes por semana, com escala com uma hora e meia em Dacar, no Senegal

Estados Unidos

A crise econômica também parece não ter afetado os planos da Delta Airlines (pt.delta.com)no Brasil. A companhia anunciou, no ano passado, voos partindo de Atlanta e Los Angeles para Manaus, Fortaleza, Recife - já operantes - e São Paulo, cuja frequência deve ser iniciada em 22 de maio. Serão três saídas semanais - às segundas, quartas e sextas-feiras. De Los Angeles, as aeronaves partirão sempre às terças, quintas-feiras e sábados.

Brasil

A Azul (www.voeazul.com.br), que começou suas operações em meados de dezembro, deve concentrar as novidades nos voos domésticos. A empresa já conta com quatro rotas, todas partindo do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP): Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Vitória (ES). A empresa tem previsão de anunciar novas rotas a partir de março, mas os destinos ainda não foram divulgados.

Para os passageiros que saem da capital, a empresa oferece um serviço de ônibus partindo do Shopping Villa-Lobos. São nove horários, a partir das 4h30 até as 18h30. No sentindo inverso, também são nove horários, das 6h30 às 21 horas. Até 28 de fevereiro, o serviço será gratuito.

Fonte: estadao.com.br

As perspectivas do caça russo da quinta geração

O T-50 (Su47) - Clique sobre a imagem para ampliá-la

O processo de desenvolvimento e construção do caça russo da quinta geração destinado para as Forças Aéreas da Rússia, desde há vários anos, é um dos temas militares de maior interesse. O novo avião elaborado no âmbito do Programa PAK FA deve, em perspetiva , substituir os caças da quarta geração Su-27 e Mig -29, que constituem hoje a força de choque principal da Força Aérea da Rússia.

Recentemente , o vice-presidente do governo russo, Serguei Ivanov, falou sobre a necessidade de acelerar a fabricação do novo avião de combate. A decisão da criação do novo caça foi tomada no início dos anos 2000 e , na época, as empresas principais de construção de aviões : Sukhoi, Mikoian e Yakovlev, apresentaram seus planos de desenvolvimento do projeto.

Finalmente foi o consórcio aeronáutico Sukhoi que ganhou o concurso e foi eleito pelo Governo como o agente geral do PAK FA-T50. Inicialmente , os expertos e as fontes competentes indicaram que o primeiro vôo de teste do aparelho russo seria realizado entre os anos 2008 e 2010, mas nos finais do ano passado , o comando da Força Aérea da Rússia revelou o primeiro vôo do T-50 ser marcado para o agosto de 2009.

Um pouco antes a documentação de Sukhoi, aprovada pelo governo, foi enviada para a fabrica da empresa situada na cidade Komsomolsk do Amur ( Extremo Oriente do pais). Segundo as fontes oficiais, a fábrica em Komsomolsk atualmente instala uma cadeia de produção de novos aviões e já construi os três prototipos do modelo T-50 em estaleiros especiais. Estes aviões participarão em diversos testes a serem realizados durante cinco ou seis anos seguintes.

Depois de acabar a segunda fase – a de certificação por parte de várias entidades russas, começará a fabricação em série do avião, provavelmente, no início do ano 2015.

As fontes não oficiais informam que o avião da quinta geração russo seria o aparelho da categoria pesada, com peso de cerca de 30 toneladas, ao corresponder ao peso do atual Su-27. O radar e o armamento a bordo seria elaborado e construído pelo Instituto Tikhomirov, que fabrica o radar Irbis para o caça Su-35 BM da geração intermédia (IV+++).

O armamento do T-50 seria desenvolvido na base do equipamento instalado no Su-35.

Quanto à forma de visão exterior, praticamente não há informações. Algumas fontes de imprensa indicam que seria muito semelhante à do caça norte-americano Raptor F-22.

De acordo com a imprensa russa especializada, o T-50 será um caça com velocidade do avião supersônico de entre 1,58 e 2, 5 Mach, equipado por um propulsor da variante vectorial que lhe assegurará a alta capacidade de manobra.

Seria utilizada a tecnologia Stealth para garantir a sua invulnerabilidade. A navegação , controle de armamento, possibilidades de ataque e defesa deveriam ser totalmente omputadorizados .

A introdução na Força Aérea russa do avião da quinta geração será acompanhada por criação de um sistema adicional logístico, destinado para ampliar as possibilidades de combate da Força Aérea russa. Se trata dos sistemas de abastecimento e apoio terrestre, aéreo e orbital , defesa rádio-eletrônica.

O desenvolvimento desta parte do projeto continua a ritmos diferentes, devido à crise financeira mundial que abrangeu também a Rússia. Segundo os expertos, esses sistemas têm uma importância principal para o sucesso do projeto PAK FA, pois, sem as quais os aviões virão brinquedos de alto custo e de produção complicada, e não aumentarão o potencial da Força Aérea russa.

Fonte: Iliá Krámnik (RIA Novosti) - Tradução Lyuba Lulko via Pravda - Imagem: dissidentex.files

ITB terá dia voltado para aviação

A indústria da aviação mundial irá enfrentar grandes desafios em 2009, com acentuada flutuação dos preços do petróleo e custos de combustível, as crises dos mercados de capitais, a super lotação e a questão da protecção do clima. Durante o Dia da Aviação, que acontece em 13 de março, a ITB Berlim terá uma convenção com a presença de representantes das companhias aéreas e fabricantes de aeronaves para discutir questões atuais relativas à indústria da aviação internacional.

Stefan Lauer, membro da diretoria do Grupo Lufthansa, dará início ao evento e vai apontar a posição da Lufthansa na aviação do futuro. Ele vai dar respostas às perguntas sobre a base para o sucesso do grupo, bem como proporcionar insights sobre os planos estratégicos para o fortalecimento de sua posição na aviação internacional.

Já o "Painel de combustível e de emissões" será um dos focos da ITB Aviation Day, com debates entre especialistas em aspectos como bio-combustível, os novos sistemas de propulsão e a proteção do clima. Outro tema que fará parte de um painel com analistas será a crise dos mercados de capitais. O último evento do Dia da Aviação ITB irá analisar como a questão do baixo custo e bons serviços pode ser bem sucedida.

A ITB Berlim 2009 acontece a partir de quarta-feira, dia 11, até domingo, dia 15, e será aberta aos visitantes do trade da quarta-feira à sexta-feira. Mais detalhes podem ser obitidos pelo site: www.itb-convention.com.

Fonte: Mercado & Eventos

S&P põe British Airways sob vigilância negativa

A agência internacional de avaliação de risco Standard & Poor's (S&P) colocou hoje sob vigilância com "implicações negativas" a classificação "BBB-" (qualidade aceitável) da companhia aérea britânica British Airways (BA).

Em comunicado emitido de sua sede em Londres, a S&P tomou a decisão após a BA advertir, ontem, que prevê fechar o ano fiscal 2008-2009 com perdas operacionais de 150 milhões de libras (cerca de 158 milhões de euros).

A companhia aérea justificou essa projeção pelo enfraquecimento do negócio como consequência da recessão econômica, assim como pela queda da libra, que nas últimas semanas caiu em relação ao euro e ao dólar.

"As condições do mercado para as companhias aéreas européias caíram de forma significativa nos últimos tempos e o contexto do negócio é muito sombrio", afirmou Standard & Poor's.

A S&P admitiu que "a profundidade e a duração da desaceleração é incerta", apesar de ressaltar que a "recuperação levará tempo" e que é "improvável" uma melhora do setor da aviação em 2009.

Fonte: EFE

Ex-presidente da Embraer defende privatização dos aeroportos

Ozires Silva fez críticas ao atual modelo estatal de administração da malha aeroviária do país

"É absolutamente ridículo que as três mais importantes linhas aéreas do Brasil só visitem 44 cidades, num universo de 5,5 mil municípios". A declaração foi dada nesta terça-feira (27) em Vitória pelo ex-ministro de Infra-estrutura, Ozires Silva, considerado uma das maiores autoridades brasileiras em aviação civil.

Na capítal capixaba, onde veio para participar de um Simpósio Nacional de Ensino de Física, o também ex-presidente da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) fez críticas ao atual modelo estatal de administração da malha aeroviária do país e defendeu a privatização dos aeroportos como solução para o atual cenário.

Em relação ao aeroporto Eurico Sales, em Vitória, Ozires Silva disse não ter muito conhecimento a respeito dos motivos que levaram o Tribunal de Contas da União (TCU) a embargar as obras de ampliação e modernização. Mas acredita que o problema possa estar relacionado ao engessamento das licitações exigidas pela legislação brasileira.

"Eu não conheço os problemas específicos de Vitória, mas isso tudo é fruto da legislação. O TCU não poderia embargar a obra se não tivesse uma legislação básica que o apoiasse. A legislação é um concreto que está segurando o desenvolvimento da aviação civil. Estamos na terra de Santos Dumont, dizer que o Brasil tem uma aviação menor do que necessita é uma pena", disse o ex-ministro.

O ex-ministro foi taxativo ao afirmar que os problemas da aviação civil podem ser solucionadas com a privatização de todos os aeroportos brasileiros. Silva avalia que o quadro técnico da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) é bom, mas o órgão também está engessado.

"Como a Infraero é uma companhia estatal, até para comprar uma caixa de fósforo (sic) tem que fazer concorrência pública. Ela perdeu a dinâmica devido à restrição da legislação. A Infraero tem bons quadros técnicos, mas perdeu a agilidade necessária para responder a um objeto que voa a 900 km/h. A solução para a operação dos aeroportos brasileiro seria passá-la à iniciativa privada, caso houvesse interesse", avaliou o ex-presidente da Embraer.

Para se ter uma dimensão dos problemas da malha aeroviária brasileira, Ozires fez comparações com o modelo americano, guardadas as devidas proporções. O problema da pouca oferta de vôos foi destacado como grave para o Brasil.

"Para se ter uma ideia, no ano passado 900 milhões de americanos voaram nos EUA. Aqui no Brasil não chegamos a 50 milhões de brasileiros que voaram neste mesmo período. Você pode atribuir isso à renda per capita brasileira que é menor que a americana e ao nível de desenvolvimento. Mas o que se nota é que há uma insuficiência de oferta. Ela excede apenas nas cidades que geram mais tráfego. Não há iniciativa de estimular novos trajetos."

Ozires Silva ministrou, nesta terça, uma palestra sobre empreendedorismo para universitários que participam do Simpósio Nacional de Estudo da Física, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Formado em engenharia pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Silva foi ministro de Infra-Estrutura, presidiu a Embraer e a Varig. Atualmente integra o Conselho Brasileiro para o Desenvolvimento da Ciência.

Fonte: Gazeta Online - Foto: Guido Nunes