quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

TAP soma um quarto de todos os passageiros entre o Brasil e a Europa no 1º semestre de 2008

Um em cada quatro passageiros que viajou de avião entre o Brasil e a Europa no primeiro semestre de 2008 voou com a TAP, que foi a companhia líder, à frente da brasileira TAM e da francesa Air France, de acordo com os dados do Relatório Semestral do Transporte Aéreo da Autoridade Aeronáutica Brasileira (ANAC).

O Relatório indica que a TAP, que tem voos directos de oito cidades brasileiras para Lisboa e Porto, transportou 298.163 passageiros no sentido Brasil – Europa e 263.605 da Europa para o Brasil, o que lhe dá um total de 561.768 passageiros nos dois sentidos.

Os voos da TAP de São Paulo e Rio de Janeiro, para Lisboa e Porto, e ainda de Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Natal e Fortaleza para Lisboa, somaram, assim, 25,6% de todos os passageiros que viajaram nesse período do Brasil para a Europa, e no sentido inverso a companhia portuguesa atingiu 25,4% do total, o que lhe dá 25,5% do total de passageiros nos dois sentidos.

Os dados do Relatório, divulgado na sexta-feira, indicam que nos primeiros seis meses de 2008 as ligações aéreas do Brasil para a Europa somaram 1.165.742 passageiros e os voos da Europa para o Brasil, 1.037.488, o que dá um total de 2.203.230 nos dois sentidos.

A brasileira TAM, com voos para Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido, foi a segunda companhia com mais passageiros transportados nas ligações entre o Brasil e a Europa, com 436.914 passageiros, o que equivale a 19,8% do total deste mercado.

A TAM transportou 236.626 no sentido Brasil – Europa, o que equivale a 20,3% do movimento nesse sentido, e 200.288 da Europa para o Brasil, o que equivale a 19,3% deste total.

A francesa Air France foi a nº 3, com 174.130 passageiros no sentido Brasil – Europa (14,9% deste total) e 159.826 no sentido Europa – Brasil (15,4% deste total), o que dá uma quota de 15,2% do movimento nos dois sentidos, com um total de 333.956 passageiros.

A quarta maior foi a Iberia, com 229.242 passageiros, o que representa 10,4% do movimento nos dois sentidos, e a quinta foi a Lufthansa, com 169.432 passageiros e 7,7% do total do mercado.

A Iberia transportou 120.332 passageiros do Brasil para a Europa (10,3% do movimento neste sentido) e 108.910 da Europa para o Brasil (10,5% do mercado).

A Lufthansa, por sua vez, transportou 89.342 no sentido Brasil – Europa (7,7% deste total) e 80.090 no sentido Europa – Brasil (7,75% deste total). Depois vêm a KLM, com 95.710 passageiros nos dois sentidos (4,3% do total), Alitalia, com 92.813 (4,2% do total), VRG (que operava para Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido, com 84.804 (3,8% do total), British Airways, com 73.721 (3,3% do total), Air Europa, com 54.839 (2,5% do total), Swiss, com 39.110 (1,8% do total), Condor Flugdinst, com 28.337 (1,3% do total), e Ocean Air, que operou charters para operadores portugueses na Páscoa de 2008, com 2.558 (0,1% do total).

De acordo com estes dados, a Star Alliance, de que são membros a TAP, a TAM, a Lufthansa e a Swiss, foi a aliança líder nas ligações entre o Brasil e a Europa, com 1,2 milhões de passageiros nos dois sentidos, o que equivale a 54,8% do total do mercado.

Depois vem SkyTeam, a que pertencem Air France, KLM, Alitalia e Air Europa, com 577.318 passageiros, o que equivale a 26,2% do total, e a oneworld, a que pertencem Iberia e British Airways, ocupava a terceira posição, com 302.963 passageiros (13,8% do total).

Fonte: PressTur (Portugal)

Avanços na aviação evitam tragédias, dizem especialistas

O alto número de sobreviventes em recentes acidentes aéreos - um avião turco que caiu na Holanda nesta quarta-feira e a recente aterrissagem de um jato no rio Hudson, em Nova York - são uma prova de que o grau de segurança de aviões modernos aumentou muito, afirmam especialistas. As informações são da CNN.

O Boeing, originário de Istambul, caiu quando tentava aterrissar no aeroporto Schiphol em Amsterdã. Fotos do acidente mostraram que o avião quebrou em três pedaços. Segundo informações divulgadas pela emissora, a maioria dos feridos estava sentada na parte traseira do avião - a que mais sofreu danos. No entanto, segundo testemunhas, alguns passageiros simplesmente saíram do avião por meio de fissuras na fuselagem.

Segundo Kieran Daly, do serviço de Inteligência de Transporte Aéreo, a partir desses episódios pode-se concluir que atualmente é possível sobreviver a muitos acidentes aéreos. Daly afirmou que, em muitas quedas anteriores, as mortes eram causadas pelo fogo. Na década de 80, novas leis foram criadas, especialmente nos Estados Unidos, onde notou-se grandes avanços nos materiais utilizados para construir aviões, fazendo com que as aeronaves não queimem tão facilmente.

Segundo o especialista, as fotos do acidente em Amsterdã indicaram ausência de incêndio. Ele disse que, apesar da gravidade do impacto, o alto número de sobrevivência poderia se dever à falta de incêndio. Daly explicou que apesar dos acidentes nos Estados Unidos e Holanda terem muito pouco em comum, o baixo número de vítimas em ambos acidentes foi uma prova dos avanços técnicos na indústria da aviação.

"É uma homenagem a Boeing e a Airbus que seus aviões estejam tão seguros. A maioria dos acidentes é causado por motivos únicos, como batidas contra pássaros, que simplesmente não pode evitar", afirmou Daly à CNN. Ele disse também que a indústria da aviação turca tem um currículo em questões de segurança.

Outro especialista, Philip Butterworth-Hayes, afirmou que a segurança do Boeing 737, juntamente com as cinco pistas do Aeroporto Schiphol e seus sistemas de segurança avançados, teriam ajudado o piloto que tentou pousar o avião.

"O 737 é uma aeronave extremamente robusta", disse Butterworth-Hayes, diretor de Gestão do Tráfego Aéreo. Ele explicou também que tanto o acidente de Nova York como o de Amsterdã envolveram grandes impactos, mas as "fuselagens não ficaram espalhadas ".

Em um de seus programa, a CNN afirmou que em aviões mais antigos, os bancos teriam quebrado. Neste caso, entretanto, os passageiros teriam sido salvos pelos bancos e cintos de segurança.

Fonte: Terra

Queda de avião de empresa turca mata 9 pessoas e fere 50 na Holanda

Boeing 737 da Turkish Airlines vinha de Istambul e tentava pousar.

Alguns sobreviventes conseguiram sair andando dos destroços.





Um avião de passageiros da Turkish Airlines (Türk Hava Yollari - THY) com 135 pessoas a bordo caiu próximo ao aeroporto internacional de Schiphol, a cerca de 20 km do centro de Amsterdã, nesta quarta-feira (25), matando 9 pessoas e ferindo 50, segundo as autoridades holandesas.

Pelo menos 25 dos feridos - entre 128 passageiros e 7 tripulantes - estão em estado grave, de acordo com Michel Bezuijen, prefeito em exercício da cidade de Haarlemmermeer, onde fica o aeroporto - quinto maior da Europa em volume de passageiros.

De acordo com ele, os motivos do acidente ainda não estão claros. As condições meteorológicas no momento do desastre eram boas, com leve neblina.

Mais cedo, o ministro turco de Transportes, Binali Yildirim, e a empresa aérea chegaram a negar a existência de mortos no acidente.

Equipes de resgate agem após queda de avião nesta quarta-feira (25) em Amsterdã. (Foto: AFP)

Veja mais fotos do acidente

Candan Karlitekin, chairman da empresa, disse que havia 127 passageiros - inclusive um bebê de colo - e sete tripulantes a bordo. Inicialmente, o aeroporto havia informado que 135 pessoas estavam na aeronave.

A empresa divulgou a lista de passageiros do avião e informou que vai transportar os parentes de vítimas que estão na Turquia até a Holanda.

Não há informações sobre brasileiros a bordo.

Mapa mostra o local do acidente. (Foto: Arte G1)

Segundo Karlitekin, a aeronave não tinha problemas de manutenção.

O acidente ocorreu às 9h31 locais (6h31 de Brasília) desta quarta, durante uma tentativa de pouso, próximo ao aeroporto. O avião, um Boeing 737-800 (8F2), prefixo TC-JGE, voo TK 1951, vinha da cidade turca de Istambul e partiu-se em três pedaços. Os motores foram parar a cerca de 100 metros da fuselagem.

"A aeronave caiu em um campo fora do perímetro do aeroporto", disse uma autoridade de Schiphol. "Todas as operações de resgate estão a pleno vapor no momento."

Imagens da TV holandesa mostram o avião no solo, com a fuselagem rompida próximo à cauda e rachada perto da cabine dos pilotos. O avião não pegou fogo.

O sobrevivente Huseyin Sumer disse à rede CNN Turk por telefone: "O avião partiu em três pedaços. Nós estamos ligando para as pessoas para dizer que a situação não é muito grave, mas pode haver mortos na parte frontal do avião".

Outro sobrevivente disse à imprensa local que tudo aconteceu muito rápido, em cerca de dez segundos, e que a tripulação não teve tempo de alertar os passageiros sobre os problemas.

Bombeiros e cerca de 30 ambulâncias foram ao local para prestar socorro às vítimas. Cerca de 50 passageiros deixaram andando a aeronave logo depois da queda, com a ajuda das equipes de resgate.

Os feridos foram levados a hospital em Amsterdã e Haarlem.

A imprensa local disse que o piloto e o co-piloto estão entre os mortos, mas não há confirmação oficial. Quatro americanos que trabalhavam para a fabricante Boeing também estariam a bordo.

O tráfego aéreo chegou a ser paralisado no aeroporto por conta do acidente, mas já foi retomado.

Acidentes aéreos na Holanda

O acidente é o pior da história do país desde outubro de 1992 quando um avião de carga da El Al caiu sobre um bloco de prédios residenciais em um subúrbio de Amsterdã, matando 43 pessoas -39 delas no solo. O avião envolvido naquele acidente foi um Boeing 747 que caiu sobre os prédios, provocando um grande incêndio, depois de ter pane em dois motores logo após a decolagem.

Em dezembro de 1997, um Boeing-757 da Transavia caiu em um voo para as Ilhas Canárias. Havia 205 passageiros e 8 tripulantes a bordo, e vários ficaram feridos.

O acidente foi o 11º envolvendo areonaves da Turkish nos últimos dias, segundo o Instituto de Segurança do Transporte Aéreo NLR, em Amsterdãm. Nos anos 70, desastres envolvendo a companhia provocaram 608 mortes em dois anos.

Fontes: G1 (com agências internacionais) / ASN

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Pequeno avião cai na Alemanha. Os 4 ocupantes morrem

O avião particular Cirrus SR 22, prefixo D-EPDK, caiu nesta terça-feira (24) por volta das 16:00 (hora local) em Helserdeich, no estado de Schleswig-Holstein, na Alemanha.

Os quatro ocupantes morreram no acidente. Informações - ainda não confirmadas - falam em dois adultos e duas crianças.

As causas da queda da aeronave em uma fazenda ainda são desconhecidas.

O Cirrus 22 é dotado de um equipamento de emergência, um paraquedas para a aeronave, mas esse dispositivo não foi acionado.

Fontes: kn-online.de / ASN - Foto: Karsten Sörensen

Aeroportos têm movimento tranquilo na tarde desta terça

O movimento nos principais aeroportos do País estava tranquilo na manhã desta terça-feira (24), segundo o mais recente boletim da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). Entre os 988 voos previstos para decolarem até as 13h, apenas 24 (ou 2,4%) estavam atrasados em mais de meia hora e outros 179 foram cancelados.

A situação é igualmente tranquilo nos aeroportos de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, e de Cumbica, em Guarulhos. Do total de 112 voos de Congonhas, 46 (ou 41,1%) foram cancelados, enquanto em Cumbica, 13(12,3%) partidas foram canceladas entre as 106 programadas. Em cada terminal havia apenas uma decolagem com atraso superior a meia hora.

Empresas aéreas

Entre as companhias, TAM possuía nove voos atrasados, enquanto a Gol apresentava sete com atraso, de um total de 376 e 300 previstos, respectivamente. Além disso, 50 decolagens programadas pela TAM foram canceladas, enquanto a Gol anunciou 34 cancelamentos. Na Azul, de um total de 20 voos previstos, nenhum estava atrasado ou tinha sido cancelado.

Fonte: Diário do Grande ABC

Cometa chega a 60 milhões de quilômetros da Terra

Aproximação máxima foi registrada nesta madrugada; planetário de SP terá palestra e observação

O cometa Lulin, descoberto em 2007, fez sua passagem mais próxima da Terra na madrugada de segunda para terça-feira, a uma distância de cerca de 60 milhões de quilômetros. Astrônomos de diversos países estão estudando o Lulin com o uso do telescópio espacial Swift, da Nasa, mas também pode-se tentar vê-lo aqui da Terra. Para isso, é preciso escapar da poluição luminosa das grandes cidades e, de preferência, usar de binóculos.

Copie este link e cole em seu navegador para ver o mapa do céu do hemisfério sul:

http://www.skymaps.com/skymaps/tesms0902-brp.pdf

O cometa é o ponto verde no centro desta imagem, feita em um parque nacional dos EUA. Os galhos das árvores estão vermelhos por causa da luz especial usada pelo fotógrafo (clique sobre a imagem para ampliá-la)

Atividades envolvendo o Lulin - que deve o nome ao observatório de Taiwan onde foi feita a foto do céu que o revelou - estão na programação brasileira do Ano Internacional da Astronomia, celebrado agora em 2009. No dia 26, o professor Oscar Matsuura, da USP, fará palestra no planetário de São Paulo sobre o assunto. A palestra será seguida por observações do cometa com telescópio, se o tempo ajudar.

Fonte: estadão.com.br - Foto: Bill Ingalls/Nasa

Demissões na Embraer refletem dificuldades da aviação mundial

As mais de 4.200 demissões anunciadas pela Embraer nesta semana - o maior corte de uma empresa brasileira na atual crise - são reflexo da dura realidade da aviação mundial. Mesmo antes da quebra do banco Lehman Brothers, em setembro, a sorte das companhias aéreas já tinha virado.

Depois de anos de crescimento vigoroso, as aéreas viram os lucros desaparecer no ano passado com a disparada do preço do petróleo, que chegou a quase US$ 150.

Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), as empresas aéreas perderam US$ 5 bilhões no ano passado. Nada menos que 31 companhias fecharam as portas. Com a escassez do crédito e a brusca retração da demanda a partir dos últimos meses do ano passado, as empresas, que projetavam expansões em 2009, tiveram de refazer os planos.

Só em janeiro, a Boeing registrou o cancelamento de 31 jatos modelo 787. A queda na procura fez a empresa anunciar a demissão de 4.500 funcionários "como parte do esforço para garantir competitividade e controle de custos em face de uma economia global em enfraquecimento".

Na época do anúncio das demissões, em janeiro, o presidente de aviação comercial da Boeing, Scott Carson, disse que a companhia estava adotando "medidas prudentes" diante do "ambiente econômico difícil''.

Além dos cortes na aviação comercial, o grupo Boeing já anunciou que planeja demitir outros 800 funcionários em sua divisão de Defesa. Na concorrente mais direta da Embraer, a canadense Bombardier, as demissões foram menores e afetaram 4,5% da força de trabalho, equivalente a 1.360 funcionários.

Para o ano fiscal 2009/10, a empresa estima que deve realizar menos entregas do que no ano fiscal de 2008/09, quando entregou 353 aeronaves. "A indústria está experimentando forte turbulência e antecipamos mais volatilidade no curto prazo", disse o presidente da Bombardier Aerospace, Guy Hachey, durante o anúncio das demissões, no início do mês.

Apesar de já ter sofrido ao menos 14 cancelamentos neste ano, a Airbus deve contar com uma ajuda governamental para atravessar a crise. O governo da França anunciou recentemente a liberação de US$ 6,4 bilhões para que os bancos do país financiem companhias aéreas que têm encomendas junto à fabricante europeia. O governo da Alemanha estuda fazer o mesmo.

Na quinta-feira, a Embraer reduziu em 28 jatos a sua previsão de entregas para este ano. A empresa passou a maior parte de 2008 preparando-se para entregar de 315 a 350 jatos. Em novembro, esse número foi reduzido para 270 e, na semana passada, para 242.

Fonte: Agência Estado via Diário do Grande ABC