sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Gol pagará R$ 46 milhões a 45 famílias de vítimas do voo 1907

A companhia aérea Gol vai pagar, nos próximos dias, R$ 46 milhões em indenizações a 45 famílias de vítimas do acidente com o voo 1907. O Boeing da companhia caiu depois de colidir com um jato Legacy, em 29 de setembro de 2006, matando os 154 ocupantes, em Mato Grosso. De acordo com o escritório de advocacia Leonardo Amarante, que representa essas famílias, sete famílias já receberam ao todo R$ 11 milhões em indenizações. Segundo os advogados, as demais famílias aguardam a homologação do acordo pela Justiça para receber os R$ 35 milhões restantes.

Em nota, a Gol afirma que já fez acordos com familiares de 106 passageiros. A companhia ainda afirma que "não divulga valores em atendimento à solicitação de confidencialidade e sigilo feita pelas próprias famílias".

De acordo com o escritório, todos os acordos fechados até o momento foram homologados na 25ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Os demais devem ser homologados e pagos nos próximos dias. O valor da indenização para cada família varia de acordo com fatores como expectativa de vida da vítima, papel que ela tinha na família e o valor do seu salário.

Viúva diz que Justiça está longe

A presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, Angelita de Marchi, criticou nesta sexta-feira a divulgação de que 45 famílias de mortos no acidente com o avião da Gol, em setembro de 2007, já fecharam acordos com a companhia aérea. Segundo ela, que é viúva do empresário Plínio Siqueira, "falar em números é uma situação muito delicada" e não há informações oficiais sobre o montante geral.

De acordo com Angelita, o total divulgado foi calculado a partir do dado de que os valores devidos a cada família variam de R$ 150 mil a R$ 1 milhão, o que teria levado à conclusão de que há R$ 46 milhões, a partir da existência de 45 famílias contempladas. Ela reafirmou que os valores não são divididos igualmente, já que dependem do tipo de indenização e do perfil da vítima, como idade e renda.

A presidente da associação também rebate a informação sobre as 45 famílias. Segundo ela, apenas 20 famílias firmaram acordo com a Gol. As outras 25, Angelita incluída, ainda estariam negociando acordos.

Ela critica ainda a companhia aérea pela divulgação de que já teriam sido fechados acordos com 106 famílias. Angelita argumenta que, além dos 45 acordos recém-fechados ou em negociação, apenas outros 20 foram firmados, logo após o acidente, o que leva a um total de 65 famílias.

- Não tem confirmação de nada disso. A Gol pode estar fechando com 106 membros de família, mas só se for feita uma média fácil de quantos membros podem existir em cada - afirmou.

A viúva também negou que a indenização para algumas famílias aumente entre os parentes das vítimas a sensação de que a Justiça esteja sendo feita, mais de dois anos após o acidente:

- Hoje nós temos uma quantidade pequena de famílias sendo indenizadas. Tem muitas situações indefinidas ainda, mesmo tendo pago essas indenizações, que não é prêmio para ninguém, é direito. A Justiça brasileira é extremamente lenta e existem os interesses que acabam fazendo com que se prolongue esse processo, que é vantajoso para as pessoas que estão em poder do dinheiro - afirmou Angelita, que defendeu ainda a necessidade de punições:

- A Justiça é uma palavra que está muito longe de acontecer, por isso continuamos firmes na ação criminal contra os pilotos, contra controladores, contra a entidade que deveria acompanhar o caso.

Outra parente de vítima, Rosane Gujthar, viúva de Rolf Gujthar, afirmou não querer acordo com a Gol e que seu foco é trabalhar pela punição dos pilotos americanos Jan Paul Paladino e Joe Lepore, que controlavam o jato Legacy que se chocou com o Boeing brasileiro:

- Não condeno quem está fazendo acordo, mas não faço acordo, o que eu quero e estou lutando desde o início é por levar o processo criminal até o final. Quero que os pilotos sejam punidos na forma da lei - afirmou Rosane, que tem um processo de indenização em tramitação nos Estados Unidos.

Fonte: Rodrigo Vizeu (O Globo / Agência Brasil)

Justiça do Trabalho suspende demissões na Embraer

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas, desembargador Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, concedeu hoje liminar que suspende até a próxima quinta-feira (5) as 4,2 mil demissões na Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). Os funcionários foram demitidos no dia 19 de fevereiro.

Na ação, as entidades sindicais argumentam que a Embraer ignorou os sindicatos e não estabeleceu nenhum tipo de negociação antes de oficializar a demissão em massa. Outro argumento usado é que a Embraer é uma empresa com alto índice de lucratividade, que não precisaria das demissões para enfrentar eventuais crises financeiras.

O Ministério Público do Trabalho agendou para a próxima segunda-feira (2) uma audiência de conciliação entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a Embraer. A audiência, marcada para as 10h, é uma resposta à representação impetrada pelo sindicato para pedir que as demissões da Embraer sejam anuladas.

Fonte: Agência Brasil via InvestNews

Infraero confirma intenção da BRA em voltar a voar

Segundo comunicado da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), a companhia BRA sinalizou interesse de retornar as operações no aeroporto João Suassuna, em Campina Grande. A solicitação foi feita para loja de reserva, venda de passagens, check’in e informações para o aeroporto paraibano.

O superintendente do aeroporto, Nilson José da Silva, respondeu positivamente ao comunicado. Segundo o executivo, a expectativa é de que a empresa inicie operações em Campina Grande no primeiro semestre deste ano, quando da chegada da segunda aeronave.

Fonte: Mercado & Eventos

Alemão, francês e russos viverão 105 dias em condições semelhantes às de viagem a Marte

Quatros russos, um alemão e um francês viverão 105 dias em condições equivalentes às de uma mudança para Marte numa experiência para testar a possibilidade de humanos viajarem ao planeta vermelho. Os últimos dois participantes da simulação foram conhecidos na quinta-feira. O engenheiro do Exército alemão Oliver Knickel, de 28 anos, e o piloto francês Cyrille Fournier, de 40, foram escolhidos pela Agência Espacial Europeia entre 5.600 candidatos que se apresentaram para participar do exercício.

A experiência batizada de Mars500 começará no dia 31 de março nas instalações especiais do Instituto Russo para Problemas Biomédicos. Durante estes 105 dias, os seis permanecerão isolados, pondo a prova todos os elementos de uma missão a Marte, o que incluiria o trajeto até o planeta, o voo em órbita, a aterrissagem e o retorno à Terra.

Os seis participantes da simulação só terão contato direto entre eles e um contato sonoro com um centro de controle simulado, com a família e os amigos, tudo com um atraso de 20 minutos na audição. A alimentação será a mesma usada pelos astronautas da Estação Espacial Internacional. Serão avaliadas as capacidades física e emocional dos seis tripulantes.

Esta missão experimental precederá outra programada para o final do ano. A segunda experiência vai durar 520 dias para se equiparar ao período real de uma missão de ida e volta a Marte. Terra e Marte estão a uma distância variável de pelo menos 55 milhões de quilômetros. A Agência Espacial Européia e a Nasa (agência espacial americana) preveem que devem levar cerca de 30 anos para mandar uma missão tripulada a Marte.

Fonte: EFE via O Globo

Aviação: Alckmin anuncia R$ 90 milhões para laboratório

O secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, assinará na próxima segunda-feira um contrato para implantação do primeiro laboratório brasileiro voltado à pesquisa de estruturas leves para aviação no Parque Tecnológico de São José dos Campos (foto acima). A iniciativa ajudará o país a dominar tecnologias essenciais para desenvolver novos materiais capazes de reduzir o peso das aeronaves.

De acordo com o comunicado da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, o convênio prevê investimentos de R$ 90,5 milhões para construir, equipar e operar o laboratório. Os recursos serão obtidos pelo governo do Estado e pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A parceria será assinada pela Secretaria de Desenvolvimento, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Embraer e BNDES. A Secretaria de Desenvolvimento também destinou no final de dezembro do ano passado um aporte de R$ 2,5 milhões do orçamento do governo do Estado para adequar o novo laboratório ao local cedido pela prefeitura.

Segundo Alckmin, o laboratório terá condições de competir internacionalmente. " Investir em pesquisa é acreditar no potencial humano. Os equipamentos contarão com tecnologia de ponta para obter competitividade em nível internacional. A iniciativa será importante para ajudar a contornar a crise econômica e retomar o crescimento da indústria aeroespacial de São José dos Campos", afirmou o secretário de Desenvolvimento.

Para João Fernando Gomes de Oliveira, diretor-presidente do IPT, o projeto estudará o aumento na resistência dos materiais estruturais das aeronaves, permitindo maior pressão e umidade dentro da cabine, mas sem aumentar o peso da estrutura. Oliveira ressaltou que o laboratório permitirá desenvolver um amplo espectro de aplicações de materiais na indústria.

"Apesar de ter foco no ramo da aeronáutica, o empreendimento também será capaz de desenvolver tecnologias em aplicações na indústria automobilística e de autopeças, petróleo e gás, naval, bélica, geração e transporte de energia elétrica, construção civil e bens de capital", disse Oliveira.

A Secretaria de Desenvolvimento explica que a base de pesquisas do laboratório será o desenvolvimento de materiais compósitos, obtidos a partir de fibra de carbono e resinas. De acordo com o diretor do IPT, esses materiais aliam alto desempenho estrutural à leveza e o gasto de energia nos equipamentos é menor se comparado a materiais tradicionais. "O desenvolvimento de estruturas leves colabora com a conservação de energia", relatou Oliveira.

Fonte: InvestNews - Foto: Folha Imagem

Ryanair estuda cobrar dos passageiros para usar banheiros

A companhia aérea irlandesa de voos econômicos Ryanair estuda a possibilidade de cobrar 1 libra (1,12 euro) dos passageiros para usar os banheiros, anunciou nesta sexta-feira (27) o diretor-executivo da empresa, Michael O'Leary.

"Uma questão que contemplamos no passado, e agora de novo, é a possibilidade de instalar nas portas dos banheiros um serviço de moedas para que as pessoas tenham que colocar 1 libra", disse o diretor à rede britânica 'BBC".

O'Leary disse que a medida não criará inconvenientes para os passageiros que não levem moedas, já que, segundo ele, "ninguém na história da aviação entrou em um avião da Ryanair levando menos de 1 libra".

Na semana passada, a companhia aérea, líder na Europa do setor de baixo custo, anunciou a eliminação, em breve, de todos os postos de check in nos aeroportos para que os usuários façam esta operação através da internet.

"Nossa política consiste em encontrar maneiras de aumentar a receita para poder, assim, baratear o custo da viagem", acrescentou O'Leary.

O diretor de comunicações da Ryanair, Stephen McNamara, precisou que "Michael inventa muitas coisas enquanto vai falando e, embora tratemos este tema internamente, não há planos imediatos para aplicá-lo".

"Os passageiros nas estações de trens e ônibus estão acostumados a pagar para usar os sanitários, por que não nos aviões? Nem todo mundo usa o banheiro em nossos aviões, mas os que fazem isso poderiam contribuir para baratear as passagens de outros viajantes. Mas, quem sabe, O'Leary estava hoje de brincadeira", afirmou McNamara

Fonte: EFE via Gazeta Online

Sindicato pede demissões na Turkish Airlines por esconder informação

O sindicato do setor aéreo turco Hava-Is exigiu hoje a demissão da direção da Turkish Airlines e da Autoridade de Aviação Civil da Turquia por "esconder informação" sobre o avião desta companhia turca que se acidentou em Amsterdã, na quarta-feira.

Poucas horas depois do acidente, os representantes das companhias aéreas turcas e de aviação civil foram às televisões turcas e garantiram que não havia mortos e que o acidente só tinha deixado feridos.

Até agora, dos 128 passageiros e sete membros da tripulação a bordo, nove pessoas morreram e 50 ficaram feridas, das quais seis estão em situação crítica.

Em entrevista coletiva hoje, em Ancara, o presidente do Hava-Is, Atilay Aycin, afirmou que, quando a Turkish Airlines fez o anúncio já tinha informação sobre as vítimas e qualificou o comportamento da companhia de "alta traição à pátria" por esconder informação.

"Se as verdades forem escondidas, o número de acidentes aumentará", avisou o sindicalista, e pediu uma investigação profunda das causas do acidente e a divulgação dos resultados o mais rápido possível.

Fonte: EFE via G1