segunda-feira, 30 de março de 2009

Iniciadas as obras no aeroporto de Passos (MG)

As obras estão orçadas em mais de 6 milhões de reais

Entrada do Aeroporto de Passos

A pista será alargada dos atuais 23 metros de largura para 30, com expansão de mais 7,5 metros em cada lado para a área de escape, possibilitando a operação de aeronaves do tipo ATR42 - uma aeronave de médio-porte e propulsão turbo-hélice combinada com asas altas, cujo projeto voltado para a utilização tipicamente civil, no transporte regional de passageiros em rotas curtas e médias, contando com as características necessárias de robustez estrutural e conforto para atender a demanda de pequenas e médias companhias aéreas por um tipo de equipamento mais adaptado para operação lucrativa em pequenas e médias localidades, geralmente com pistas de pouso mais curtas e obstáculos próximos das cabeceiras e prolongamentos, exigindo procedimentos de decolagem e aproximação mais complicados.. Além disso, um novo sistema de drenagem da pista será construído tendo em vista a segurança de aviões e passageiros em períodos de chuva.

O Supervisor de Apoio à Empresa da Sictur, Gleisson Oliveira Bueno destaca a qualidade do aeroporto municipal após as obras. “Com a nova sinalização diurna e a implantação da sinalização noturna, nosso aeroporto estará pronto para operar vôos comerciais, trazendo muitos benefícios não só para Passos, mas também para toda região”, afirma o supervisor.

Toda a pavimentação da pista receberá uma camada de 5cm de asfalto. A instalação de rádio-farol e 4500 metros de alambrado garantirão também a segurança do local.

As obras devem durar em torno de 8 meses. Neste período o aeroporto estará fechado para operações.

Fonte: Correio dos Lagos - Foto: Alexandre Bonacini

Empresas esperam expandir os voos em Mato Grosso

Executivos e representantes das empresas aéreas regionais beneficiadas com o corte de 50% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do querosene da aviação falam em expandir os voos para o interior. 'Temos projetos de expandir nossa cobertura para o interior e oferecer alternativas para outras cidades, como Lucas do Rio Verde, Pontes e Lacerda, Sapezal e Sinop ainda este ano', anuncia o representante regional da Cruiser e da OceanAir em Mato Grosso, Odenir Matos.

Atualmente a empresa tem voos para Cuiabá, Juara, Juína e Aripuanã. 'O nosso propósito é ampliar a cobertura e levar um atendimento de qualidade aos passageiros da região', afirma Odenir. Ele acredita que a redução do ICMS sobre o combustível aéreo refletirá diretamente nos investimentos da empresa no Estado.

Segundo o executivo, a medida irá reduzir os custos operacionais das companhias, uma vez que o combustível representa atualmente 38% desses custos. 'O impacto será muito positivo, pois as empresas operam em pistas e aeroportos sem a estrutura adequada, inclusive em relação à questão do controle aéreo. As empresas que voam pela região amazônica precisam de alíquotas diferenciadas para compensar estes custos', afirma o representante da Cruiser, lembrando que a companhia é a única autorizada em pousar em pistas não pavimentadas em Mato Grosso.

A Trip Linhas Aéreas também aposta na expansão dos voos no Estado. 'Atendemos atualmente as cidades de Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Alta Floresta e estudamos expandir nossas linhas para outras cidades. A nossa prioridade é tornar os voos para Sinop e Alta Floresta diretos, sem escala', afirma o diretor de Marketing e Vendas da Trip, Evaristo de Paula. Segundo ele, a companhia está próxima de começar uma 'política de redução nos custos das passagens compradas antecipadamente'.

Na avaliação do secretário de Desenvolvimento do Turismo, Yuri Bastos, a redução da alíquota sobre o querosene da aviação irá estimular os investimentos na abertura de novas rotas locais, com benefício direto para o setor turístico do Estado.

'Esta é uma oportunidade para cidades como Cáceres, Barra do Garças, entre outras, cobrarem cobertura aérea. Várias cidades de Mato Grosso com ótimo potencial turístico acabam não recebendo visitantes por falta de acesso rápido. Já na próxima semana estaremos estudando novas rotas. Estes protocolos que estamos assinando com as companhias aéreas são decisivos para fortalecermos a aviação do Estado'.

Fonte: Diário de Cuiabá

Completa 80 anos o primeiro pouso de avião em Cuiabá

Cuiabanos se reuniram em campo de pouso improvisado para assistir ao primeiro pouso de um avião na capital.

Um Avro Avian semelhante ao utilizado no 1º pouso de um avião em Cuiabá

Já se passaram 80 anos. Cerca de dois mil cuiabanos se reuniram em uma chácara onde hoje é o bairro Pico do Amor, nas proximidades da avenida Fernando Corrêa da Costa. Lá existia uma fábrica de sabão e, nos fundos, uma grande área de 400m por 200m. O local fica perto de onde hoje existe o viaduto da avenida Miguel Sutil. Quando o Avro Avian Cirrus III pousou, a população vibrou. E os pilotos Antônio Reynaldo Gonçalves e Vasco Cinquini entraram para a história da aviação em Mato Grosso.

A aventura começou pouco antes, quando o então presidente da Província de Mato Grosso, Mário Corrêa, um dos maiores incentivadores da aviação no Estado, anunciou um prêmio em dinheiro ao primeiro piloto que pousasse com seu avião em solo cuiabano. A primeira dupla que se preparou para a empreitada era formada pelos pilotos Hans Gusy e Antônio Lisboa. Eles anunciaram que fariam o primeiro voo a Cuiabá, com pouso previsto para os dias finais do mês de março de 1929. Os cuiabanos esperaram por Hans e Lisboa naquela tarde do dia 28 de março, mas acabaram aplaudindo foi Cinquini e Reynaldo. Um problema no avião de Hans lhes custou dias de atraso, o prêmio anunciado por Mário Corrêa e páginas em livros de história.

Antônio Reynaldo Gonçalves era capitão-aviador da Aviação da Força Pública do Estado de São Paulo. Vasco Cinquini era aviador e mecânico. Eles partiram de Santos (SP) no biplano Avro Avian com um motor de 90 hp ADC Cirrus III, que alcançava a velocidade máxima de cerca de 156 km/h. Os dois fizeram três escalas antes de desembarcar na capital mato-grossense. Passaram por Três Lagoas (MS) e Campo Grande (MS). Também estava previsto pouso em Corumbá, mas a cidade não possuía campo de aviação e por isso a última escala foi em Puerto Suarez, na Bolívia.

O pouso do Avro Avian comandado por Reynaldo e Cinquini foi pontualmente às 17h30 do dia 28 de março de 1929. Os dois foram recebidos com festa pelo presidente Mário Corrêa, que deu o prêmio anunciado: 20 contos de réis. Vasco Cinquini teria doado parte do dinheiro à Santa Casa de Misericórdia. No dia 1º de abril, às 15h30, pousava o avião de Hans Gusy e Antônio Lisboa. Naquele mesmo dia, duas horas mais tarde, Dom Aquino Corrêa batizou o avião de Cinquini com o nome 'Mato Grosso'.

Bandeirantes do ar

A façanha de Reynaldo e Cinquini foi registrada e publicada em um jornal paulista em março daquele ano. O periódico destacava a viagem dos dois pilotos que "cortavam o espaço em linha reta fazendo a trajetória das bandeiras, onde há dois séculos mostraram ao mundo a terra da fartura onde o ouro recama o solo". O trecho foi citado no livro "Mato Grosso Voa", do mato-grossense Marco Aurélio Corrêa Pacheco. O autor, também piloto, conta no livro a história da aviação no Estado.

Gusy e Lisboa partiram do Rio de Janeiro em uma aeronave Klemm L-20 e só não chegaram antes a Cuiabá devido a um acidente sofrido por eles em Mogi das Cruzes (SP). O motor do avião deles falhou logo após a decolagem e a dupla foi obrigada a fazer um pouso forçado. O impacto acabou causando problemas na hélice e também em uma das rodas do trem de pouso. O acidente provocou um atraso na viagem e Gusy e Lisboa acabaram sendo 'ultrapassados' por Reynaldo e Cinquini nessa corrida por Cuiabá. O fato foi publicado no jornal "A Notícia", de Três Lagoas, em março daquele ano.

Os pilotos permaneceram em Cuiabá por dois ou três dias após o voo histórico. Aproveitaram o período para realizar voos panorâmicos pela cidade, para deleite da população cuiabana. Em seguida, deixaram Cuiabá em direção ao Rio de Janeiro. Posteriormente, Vasco Cinquini vendeu o avião 'Mato Grosso' para a Força Pública por 30 contos de réis.

Primeiro sobrevoo

Reynaldo e Cinquini foram os primeiros a pousar em solo cuiabano, mas dois anos antes outro avião já riscara os céus mato-grossenses. O marquês italiano Francisco de Pinedo pilotou um hidroavião Savóia Marchetti S.55, chamado Santa Maria, e passou por Cáceres também em março, mas do ano 1927. Ele estava em viagem pela América do Sul e saíra de Assunção, no Paraguai. Em Cáceres, recebeu homenagens das autoridades locais naquela oportunidade.

Fontes: ExpressoMT / tvca - Foto: airwaveyachts.com.au

Iraqi Airways faz primeiro vôo à UE em quase 19 anos

A companhia aérea nacional do Iraque Iraqi Airways realizou na última sexta-feira seu primeiro vôo para a União Européia (UE) depois de quase 19 anos, cobrindo o trecho que vai de Bagdá a Estocolmo via Atenas, anunciou no sábado o ministério dos Transportes iraquiano.

"O ministro dos Transportes Amr Abdel Jabar Ismail foi na sexta-feira a bordo da aeronave, que fez uma escala na capital grega. Lá, se encontrou com autoridades para conversar sobre o desenvolvimento das relações bilaterais", informou o ministério em um comunicado. Depois, Ismail seguiu para Estocolmo.

Como consequencia de um embargo internacional imposto quando as tropas iraquianas de Saddam Hussein invadiram o Kweit, em agosto de 1990, os aviões da Iraqi Airways foram obrigados a permanecer no chão, até a invasão do Iraque em 2003.

A partir de então, os aviões da companhia retomaram seus vôos, principalmente para os países árabes, além de Irã e Turquia. Segundo o comunicado, a Iraqi Airways planeja estabelecer rotas aéreas regulares para Alemanha, Índia, Qatar e Barein.

Fonte: InvestNews (com agências internacionais)

Turismo espacial é cancelado até segunda ordem

Os multimilionários que quiserem comprar um bilhete de ida e volta com destino a uma plataforma espacial terão que esperar até que se construa uma nova nave russa Soyuz, projetada especialmente para turistas espaciais.

O magnata americano do mercado da informática Charles Simonyi, que se encontra agora a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) foi o último felizardo a viajar para "a cidade das estrelas" como visitante.

Além disso, Simonyi, que pagou US$ 35 milhões por uma passagem para a Soyuz, foi o único turista dos seis que pisaram na ISS desde 2001 que pôde repetir a experiência.

Quando retornar à Terra, no dia 7 de abril, a Estação Espacial será fechada por vários anos para os curiosos por este excêntrico tipo de turismo, não importa quantos milhões paguem.

"O turismo espacial é uma atividade complicada. Sinto, mas temos que construir a ISS não para os turistas, mas para satisfazer as necessidades dos habitantes da Terra", disse Vitali Lopota, presidente da firma aeroespacial Energuia.

A Rússia recorreu ao turismo espacial no início desta década devido à grave crise de financiamento que afetou seu programa especial após a queda da União Soviética, primeira potência a enviar um homem ao espaço, em 1961.

No início, a decisão russa de enviar turistas para o espaço foi muito mal recebida pela agência espacial americana, Nasa, que achava que a presença de turistas na plataforma distrairia os astronautas.

Agora, porém, segundo o diretor da Agência Espacial Russa (Roscosmos), Anatoli Perminov, a razão para suspender as visitas é a falta de espaço.

Perminov explicou que, "segundo os acordos internacionais, quando se lançarem os módulos japoneses e europeus, a tripulação (da ISS) deverá ser de seis pessoas (...), por isso não há lugar para turistas espaciais".

Em maio, três novos astronautas se juntarão à atual expedição número 19 da ISS para formar a primeira tripulação ampliada de seis pessoas.

A decisão de ampliar o pessoal da estação deve-se aos atrasos na construção da plataforma, projeto iniciado em 2000, com a participação de 16 países.

Além disso, também se duplicarão os lançamentos de foguetes Soyuz, de dois para quatro por ano, já que ela será o único veículo de revezamento de tripulações da ISS depois que as naves americanas saírem de serviço, em 2010.

O consórcio russo Energuia, o encarregado da construção dos foguetes Soyuz, apontou em 2008 que se o programa espacial russo recebesse o financiamento necessário, já não teria que recorrer ao turismo como fonte de renda.

No entanto, a crise financeira também afetou a pesquisa espacial, motivo pelo qual a Energuia se mostra agora disposta a assumir um novo pedido.

O chefe do programa de voos da Roscosmos, Alexei Krasnov, afirmou -após o acesso, no sábado, de Simonyi à plataforma- que a nova Soyuz para turistas espaciais poderia estar pronta "em 2012 ou 2013", segundo a agência "Interfax".

Por sua vez, Lopota estimou que a Energuia poderia construir a nova Soyuz em "dois anos e meio, três anos", mas ponderou este prazo, devido à atual restrição de crédito.

Não em vão, cerca de 30% do dinheiro investido na construção das naves Soyuz e dos cargueiros Progress procede de créditos bancários, acrescentou.

Em qualquer caso, a Roscosmos cogita outras alternativas para os interessados: a compra de uma nave espacial.

"Se um multimilionário russo ou estrangeiro tiver um irresistível desejo de viajar pelo universo e morar por uma semana na ISS, pode adquirir uma Soyuz", assinalou Vitali Davidov, subdiretor da Roscosmos.

Davidov reconheceu que uma Soyuz custaria "muito dinheiro", por isso, além dos turistas, empresas e Governos também poderiam adquirir as naves com o objetivo de desenvolver seus respectivos programas espaciais.

O primeiro turista a viajar à ISS foi o americano Dennis Tito, antigo cientista da Nasa, que visitou a plataforma em maio de 2001, e confessou que não era preciso ser um "super-homem" para "voar pelo espaço".

Segundo uma pesquisa recente, 29% dos russos gostariam de viajar ao espaço como turistas, embora reconheçam que não têm dinheiro para pagar a passagem.

Fonte: EFE via Abril.com

Congressista tem direito a até 1 bilhete aéreo por dia

Verba permite compra de mais de 30 bilhetes ida e volta por mês de Brasília a Estados

54 congressistas têm cota adicional de até R$ 13 mil; em 2008, Câmara gastou R$ 80 mi com passagens; Senado não revela valor

RANIER BRAGON
ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA


Em meio a muito sigilo, desvio de finalidade e suspeita de irregularidade, o Congresso Nacional destina mensalmente aos 594 deputados federais e senadores uma cota para compra de passagens aéreas que, em alguns casos, permite a aquisição todo mês de mais de 30 bilhetes de ida e volta entre Brasília e o Estado de origem.

Criada originalmente para permitir ao congressista quatro deslocamentos mensais ao Estado, a cota aérea é paga conforme o Estado do parlamentar e se ele ocupa ou não posto de destaque nas duas Casas. Na atual legislatura, o valor varia de R$ 4.700 a R$ 33 mil.

Em 2008, a Câmara desembolsou R$ 80 milhões sob essa rubrica. O Senado, bombardeado nas últimas semanas por denúncias de mau uso dessa e de outras verbas de apoio ao trabalho parlamentar, se recusou a fornecer o dado à Folha.

Ao longo da semana passada, a Folha coletou informações nos gabinetes das duas Casas e apurou que a cota é alvo de desvirtuamento, como a distribuição de passagens a eleitores.

Na Câmara, a verba fixa varia de R$ 4.700 a R$ 18,7 mil. No Senado, de R$ 13 mil a R$ 25 mil. As duas Casas remuneram os parlamentares do Distrito Federal -que não precisam voar para suas bases.

Além disso, um grupo de 54 congressistas -integrantes da Mesa, seus suplentes e os líderes partidários- tem direito a um repasse adicional, que pode chegar a R$ 13 mil.

Neste grupo está o senador Adelmir Santana (DEM-DF), suplente da Mesa do Senado. Apesar de morar em Brasília, recebe a cota aérea. "Não usarei, a não ser que aconteça alguma coisa inusitada."

Tarifas

A Folha consultou as tarifas médias das principais companhias aéreas do país, TAM e Gol, usando como critério valores médios da tarifa para compra com um dia de antecedência, e constatou que, em média, os deputados conseguiriam adquirir 13 passagens ida e volta/ mês, e os senadores, 17.

No caso de Goiás, por exemplo, a cota da Câmara (R$ 9.172) permite a compra de 25 passagens pela tarifa média de R$ 368 (ida e volta). Por serem líderes de bancada, Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Sandro Mabel (PR-GO) têm direito a adicional de R$ 4.700. Poderiam comprar até 38 passagens de ida e volta/mês, pela tarifa média, não promocional.

Os três senadores do Piauí, todos eles integrantes da Mesa do Senado, têm direito cada um a cerca de R$ 28 mil, o que equivale a 27 passagens de ida e volta entre Teresina e Brasília.

"Não sei nem de quanto é essa cota. Sei que existe, mas não sei exatamente quanto é. Só sei que, se tiver necessidade, eu vou usar, mas até agora não precisei", afirmou Marcelo Ortiz (PV-SP), que, por ser suplente da Mesa Diretora da Câmara, tem à disposição um acréscimo mensal de R$ 4.700 à sua cota de R$ 10,6 mil.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), tem cota de R$ 23,7 mil (abriu mão dela desde fevereiro, pois lhe é permitido o uso de avião da Força Aérea Brasileira). José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, tem R$ 33 mil.

Além do alto valor, a Folha constatou que não há fiscalização sobre o uso da verba. O congressista emite a passagem no nome de quem quiser e não precisa prestar contas. "O controle é do parlamentar", confirmou Odair Cunha (PT-MG), terceiro-secretário da Câmara, responsável pela administração da cota dos deputados.

Questionadas pela Folha, as duas Casas afirmam estudar mudanças no sistema de controle. O Senado tende a formalizar a permissão para doação de passagens. Na Câmara, a diretoria geral fala em combater a comercialização da verba. "Tem procedimento no Ministério Público federal que aponta nesse sentido", disse Cunha.

Supremo

O STF (Supremo Tribunal Federal) analisa desde 2008 a suspeita de que três deputados federais usavam uma agência de viagens de Maringá para vender suas passagens. O caso corre sob segredo de Justiça, no gabinete do ministro Cezar Peluso, e o único acusado que ainda permanece com o mandato é Luiz Bittencourt (PMDB-GO).

Também é comum que deputados e senadores distribuam bilhetes. "É normalíssimo isso. Um doente, por exemplo, que tem que sair do Pará para se tratar aqui em Brasília pede a passagem. Aqui e acolá, e ele é atendido", disse o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA).

"É a nossa cota de economia para ajudar à sociedade", afirma Nazareno Fonteles (PT-PI), que ajudou uma professora do Piauí que precisava ir ao Rio Grande do Sul por causa de sua tese de doutorado. "Não é um benefício só para ela, mas para a universidade pública."

Odair Cunha não concorda com essa prática: "Não compreendo isso como atividade parlamentar". O Ministério Público do DF também investiga o uso da cota pela senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) para levar conhecidos de São Luís para Brasília. O Senado diz que nada a impede de fazer isso. Ela só não poderia sortear ou vender os bilhetes.

O ato que regula a verba no Senado, de 1988, prevê como parâmetro de cálculo quatro passagens ida e volta ao Estado de origem, uma passando pelo Rio de Janeiro, e uma última de ida e volta ao Rio.

A única explicação para a inclusão obrigatória do Rio é o fato de a cidade ter sido a capital do país a 49 anos atrás.

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo

Achado corpo de vítima de helicóptero caído na Turquia

O corpo de um jornalista que estava a bordo de um helicóptero que caiu na semana passada na região central da Turquia foi encontrado hoje no interior de uma caverna coberta de neve perto do local da tragédia, informou a agência de notícias Anatólia. O corpo de Ismail Gunes foi localizado cinco dias depois da queda do helicóptero, provavelmente causada pelo mau tempo nas montanhas da região central do país.

Gunes foi o autor de um telefonema no qual contou ter ficado preso entre as ferragens e com um pé quebrado. Ele relatou ainda que estava congelando e que todos os outros passageiros pareciam ter morrido. Os corpos das outras cinco pessoas que estavam a bordo da aeronave foram encontrados no sábado.

Fonte: AP via Agência Estado