quarta-feira, 29 de abril de 2009

Anvisa diz que é obrigação de companhias aéreas notificar suspeitas

Cerca de cem pessoas participaram de encontro em Cumbica.

Anvisa diz que casos suspeitos em SP não foram confirmados.


O gerente geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), José Agenor Alvarez da Silva, reuniu-se a portas fechadas na tarde desta terça-feira (28) com representantes das companhias aéreas para passar instruções sobre como proceder para evitar a disseminação do vírus da gripe suína.

A reunião durou duas horas e trinta minutos. Anvisa cobrou maior responsabilidade das companhias e disse que é obrigação de empresas áreas notificar casos suspeitos identificados durante o voo. Segundo o gerente, quatro eixos temáticos foram discutidos na reunião e dúvidas das companhias foram respondidas.

A Anvisa esclareceu como as empresas devem proceder em relação ao fluxo de passageiros, uso de máscara, procedimentos de limpeza e tratamento de resíduos deixados a bordo.

O encontro foi realizado no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e envolveu também servidores públicos que trabalham na fiscalização de aeroportos, entre eles, funcionários do Ministério da Agricultura e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De acordo com a assessoria de imprensa da Infraero, cerca de 100 pessoas participam da reunião.

Segundo Silva, os dois primeiros casos considerados suspeitos em São Paulo se tratavam de pacidentes com sinosite e dengue. Questionado sobre uma possível demora no trabalho de prevenção, ele reiterou que o "governo trabalha no ritmo possível". Silvia disse que o país recebeu o alerta da OMS na sexta-feira (24).


Após reunião, gerente geral explicou dúvidas e cobrou procedimentos das companhias aéreas

Fonte: G1 (com informações da TV Globo) - Foto: Roney Domingos (G1)

Gripe suína: informe sonoro em voo se torna obrigatório

O Gabinete Permanente de Emergência, criado pelo governo para prevenir a chegada da gripe suína ao Brasil, decidiu que, a partir desta quarta-feira (29), é obrigatória a veiculação de informe sonoro sobre a doença em todos os aviões que chegam de áreas afetadas ou que partem para essas regiões.

Embora as companhias aéreas tenham começado ontem a transmitir esses informes, atendendo a uma recomendação do gabinete, hoje, esse comitê determinou a obrigatoriedade do procedimento.

As informações sobre a enfermidade serão dadas pelo comandante do avião, junto com as instruções para decolagem, e na chegada ao Brasil, antes do desembarque. Quando o aparelho chegar de regiões afetadas, haverá uma equipe da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para recolher e encaminhar os passageiros com possíveis sintomas.

De acordo com a Anvisa, todos os passageiros que estiverem sentados na mesma fileira do paciente que deverá ser observado, além dos localizados em duas fileiras à frente e atrás, ficarão retidos no avião, mesmo que não tenham sintomas, para serem examinados.

Ontem, o gabinete resolveu aumentar o acompanhamento dos voos procedentes de áreas com ocorrências de influenza suína em seres humanos, segundo classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Agora, além do México, Estados Unidos e Canadá, a Anvisa controlará a vigilância de possíveis casos em passageiros vindos da Espanha, Reino Unido e Nova Zelândia. O Gabinete Permanente é formado por representantes dos Ministérios da Saúde e Agricultura, além da Anvisa.

Até ontem, o Ministério da Saúde registrava 20 casos de pessoas que estão em observação no País por conta da gripe suína e não são considerados, tecnicamente, suspeitos. Segundo o Ministério, os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a definição de um caso suspeito são:

"Febre repentina acima de 38 graus acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, dificuldade respiratória, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações; e ter como procedência as áreas afetadas, nos últimos 10 dias".

Pelo mundo, já foram registradas 8 mortes confirmadas por conta da gripe suína, sendo sete no México e uma nos Estados Unidos. Há casos confirmados de pessoas com a doença em mais nove países: Inglaterra, Escócia, Áustria, Alemanha, Espanha, Canadá, Costa Rica, Nova Zelândia e Israel.

Fonte: Agência Estado

Passageiros reclamam de poucas informações sobre a gripe suína no Rio

A gripe suína, que já matou pelo menos sete pessoas no México - outras 152 mortes ainda estão sendo investigadas - e uma nos Estados Unidos , está assustando os cariocas. Passageiros que chegaram na manhã desta quarta-feira no voo com procedência do Panamá reclamaram da falta de informações sobre o contágio pelo vírus da gripe no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Na terça-feira, um simples caso de asma em uma passageira do avião que vinha de Miami, nos Estados Unidos, causou preocupação em quem estava no aeroporto. Até agora, nenhum caso foi confirmado no estado, mas duas pessoas estão sendo monitoradas. No Brasil, ao todo, são 29 as pessoas monitoradas em dez estados do país e no Distrito Federal .

Na foto, a passageira Alline Moraes, que chegou do Panamá, reclama que só recebeu um informativo em inglês quando chegou ao Rio

- Já vi pela internet que há casos em São Paulo e Belo Horizonte, mas durante a viagem não teve ninguém para nos orientar. No Panamá todo mundo estava usando máscaras. Meu marido ficou apavorado, tentou comprar uma máscara no Panamá, mas não tinha nenhuma a venda no aeroporto. Ele pegou o cobertor que tem no avião e pôs no rosto para se proteger. Eu preferi arriscar mesmo, seja o que Deus quiser - contou Maria Niobel Monteiro Mattos, que chegou ao Rio no voo 873Y do Panamá, às 6h20m, e reclamou que só teria recebido um panfleto, em inglês, com os sintomas da doença.

No voo que chegou de Miami, um funcionário da Riotur distribuía panfletos no terminal 2, no setor de desembarque internacional. A auxiliar de cartório Alline Monnerat dos Reis, 29 anos, que passou 25 dias de férias em Miami e Nova York, disse que ficou bastante preocupada, mas não viu ninguém usando máscara no voo.

- Até pensei em comprar uma, mas não achei local que vendesse - comentou.

Apesar disso, a Anvisa afirma que reforçou seu plantão no aeroporto internacional e desde a terça-feira opera com seis funcionários orientando os passageiros no momento de desembarque. Além disso, fiscais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão vistoriando as aeronaves que vêm de países onde há registros da gripe suína. Assim que os passageiros saem do avião, esses fiscais desinfetam a aeronave.

Uma outra medida que está sendo tomada é que a Infraero está veiculando nos alto-falantes de 67 aeroportos do Brasil avisos sonoros falando sobre os sintomas e os cuidados que a pessoa deve ter caso apresente haja suspeita da gripe suína. Os funcionários das empresas aéreas e da Anvisa que estão trabalhando no aeroporto também são orientados para que, caso algum passageiro apresente qualquer sintoma, ele seja imediatamente levado até a unidade de referência do estado que está cuidando desse assunto.

Na terça-feira, uma passageira do avião que vinha de Miami, nos Estados Unidos, teve uma crise de asma e assustou quem estava no aeroporto Tom Jobim. É que havia a suspeita de que ela pudesse estar com gripe suína. O velejador Torben Grael estava no mesmo voo.

- Tinha um médico esperando essa senhora, e o desembarque foi retardado para fazer a avaliação. Tinha um pessoal de máscara esperando. Até o pessoal da alfândega estava com mascara também - relatou o atleta.

O secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, e o secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann, anunciaram na terça-feira a criação do Gabinete Integrado de Emergência para a Influenza Suína no estado. Para o gabinete, os secretários anunciaram que foram separados dez leitos do Evandro Chagas para possíveis casos da gripe suína. Até 20 leitos da UTI do Iaserj serão ocupados, se necessário. O Hospital Antônio Pedro, em Niterói, também faz parte da rede de referência de atendimento.

- A população não precisa fazer qualquer medida preventiva, como o uso de máscara ou comprar medicamentos na farmácia. Pedimos que não faça isso. A Secretaria Estadual de Saúde, a Municipal e o Ministério da Saúde estão fazendo toda a estratégia necessária para, se existir algum caso, fazer o bloqueio imediato e isolamento imediato desse caso - explicou Sérgio Cortes.

Apenas duas pessoas estão sendo monitoradas no estado. Uma médica espera em casa, em Volta Redonda, o resultado dos exames feitos na Fiocruz. Ela e o marido estiveram em Cancun, no México, e voltaram ao Brasil, há duas semanas. Na terça-feira, uma equipe da Vigilância Sanitária Estadual esteve em Volta Redonda e recolheu amostras da saliva e da mucosa. Outra paciente, que veio de Nova York, está internada em um hospital particular do Rio.

Fontes: Vera Araújo e Taís Mendes (O Globo e Bom Dia Rio) - Foto: Celso Meira

Peritos angolanos investigam incidente com voo da TAAG em Lusaka

Peritos do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC) e da TAAG - Linhas Aéreas de Angola deslocaram-se domingo a Lusaka, capital da Zâmbia, para investigar o incidente de 17 de Abril, envolvendo o avião D2-TBG (Boing 737-700), que operava o voo DT-588 de Harare/Luanda, com escala em Lusaka.

De acordo com uma nota da Embaixada de Angola na Zâmbia chegada hoje à Angop, tratou-se de um erro grave, pois o voo que tinha de aterrar no aeroporto internacional de Lusaka fê-lo no City Airport da capital, levando à instauração da investigação e suspensão imediata do piloto e co-piloto da companhia nacional.

A comitiva de especialistas angolanos, composta por três pessoas, quadros superiores do INAVIC e de segurança operacional da TAAG, conta com o apoio das autoridades da Zâmbia.

“A comitiva de peritos angolanos em segurança aeronáutica está a trabalhar ao pormenor para apurar os factos, por se tratar de um incidente que colocou em risco o nome da companhia aérea nacional e da própria nação”- acrescenta o documento.

As partes envolvidas directamente e indirectamente foram auscultadas e brevemente as autoridades angolanas, através da TAAG, emitirão um comunicado no qual publicará os resultados do inquérito.

Acima, o Boeing 737-7M2(QC), prefixo D2-TBG, no Aeroporto da Portela, em Lisboa, Portugal, em 01/05/2007 - clique na foto para ampliá-la

Fonte: Angola Press - Foto: Luis Vieira

Força Aérea de Portugal prevê modernizar 18 caças

Desde 2003 já foram modernizados 15 aviões

A Força Aérea prevê modernizar até ao final do ano 18 caças F-16 com o programa MLU (Mid Life Update), anunciou nesta quarta-feira o ministro da Defesa, refere a Lusa.

A declaração de Nuno Severiano Teixeira foi feita no decorrer de uma visita à Base Aérea nº5 de Monte Real onde parte do programa MLU é executado, na chamada Doca4.

Num pequeno discurso aos militares que procedem à actualização dos aparelhos, o ministro deixou «uma palavra de reconhecimento e apreço pelo trabalho que vem sendo desenvolvido na Doca4, na Base de Monte Real».

«É com muita satisfação que vejo a forma como o projecto está a decorrer, apesar das dificuldades iniciais», afirmou Nuno Severiano Teixeira, durante a deslocação realizada no âmbito de um dia dedicado ao ramo da Força Aérea.

O ministro da Defesa realçou que, desde o início do programa, em 2003, já foram modernizados 15 aviões, prevendo-se chegar ao final do ano com 18. A Força Aérea espera cumprir o objectivo de modernizar seis aviões por ano. Até final de 2012 deverá estar realizado o trabalho de modernização de 39 aparelhos.

As equipas técnicas da Base de Monte real modernizaram o último aparelho em 83 dias, sendo que a média do trabalho feito nos outros aviões foi de 94 dias. Parte do trabalho de execução do programa MLU é feita em Alverca.

A Base Aérea nº5 é onde está instalado o dispositivo de Defesa Aérea que implica que, em caso de alerta, os aviões têm de estar no ar no prazo de 15 minutos.

Alargar período de vida dos aparelhos

O processo de modernização da frota F-16 MLU integra um extenso programa que visa alargar o período de vida de um aparelho que entrou ao serviço na força aérea norte-americana em 1979.

No decorrer do processo de modernização MLU, cada avião F-16 recebe vários novos componentes. O item mais importante do «pacote MLU» é um novo computador Texas Instruments Modular Mission Computer (MMC), que é fundamental para dar novas capacidades aos sensores e sistemas de armas e melhorar o interface entre o piloto e o avião.

Um despacho publicado em Agosto do ano passado indica que o Governo vai investir mais de 20 milhões de euros na modernização de vários F-16, para aumentar a eficácia das aeronaves em missões de controlo de fronteiras e na fiscalização do espaço aéreo e marítimo.

O programa de modernização MLU está a cargo da OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal.

Fonte: IOL Diário

Governo do Tocantins discute internacionalização de Aeroporto

O Aeroporto de Palmas/Tocantins-Brigadeiro Lysias Rodrigues (PMW/SBPJ)

Uma comitiva de secretários do Estado do Tocantins esteve na sede da Infraero, para tratar do convênio de Estudo de Viabilidade para Internacionalização e Implementação do Aeroporto Industrial de Palmas, na tarde da última terça-feira, 28, em Brasília.

Os secretários da Indústria e Comércio, Eudoro Pedroza; Ciência e Tecnologia, Osmar Nina; e o de Representação, Carlos Patrocínio, estiveram com o diretor comercial da Infraero, Fernando Nicácio da Cunha Filho, para tratar da minuta do convênio. O estudo deve apontar as possibilidades da implantação de uma alfândega e um terminal de cargas no Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues.

Caso o estudo aponte como viável a internacionalização do aeroporto, o governo do Estado pretende criar uma zona industrial, dentro da área da Infraero, que facilite a importação e exportação de tecnologia, produtos e serviços. Integrado ao aeroporto, também estará o Parque Tecnológico do Estado, que deve integrar pesquisas científicas, empresas tecnológicas e escolas profissionalizantes. “Nós já temos contato com várias empresas públicas e privadas, que manifestaram interesse para que tenhamos um parque tecnológico dentro de palmas. Tivemos a satisfação do Fernando nos garantir que, em 30 dias, devemos assinar o convênio”, declarou o secretário Eudoro Pedroza.

De acordo com o diretor da Infraero, os parâmetros da minuta do convênio estão sendo definidos, sendo que este poderá ser assinado em 30 dias. “A proposta está em análise. Concluindo essa análise técnica, a gente vai submetê-la à decisão estratégica da direção executiva, mas tudo indica que vamos assinar esse convênio”, afirmou o diretor.

O estudo será realizado em parceria da Infraero com o Governo do Estado do Tocantins. Com a implantação do terminal de cargas e alfândega, a produção do oeste da Bahia e arredores deverá escoar para o exterior através do aeroporto. A posição estratégica do Estado em relação ao Corredor Centro-Norte de Exportação favorece também a intermodalidade entre os modais rodoviário, hidroviário, ferroviário e, agora, aéreo.

Fonte: Jornal O Girassol - Foto: Thiago PM

Nelson Jobim confirma Batalhão de Aviação em Campo Grande (MS)

A Defesa Nacional acredita que a implantação do 3º Bavex (Batalhão de Aviação do Exército) em Campo Grande será de grande valor para a segurança na fronteira do país.

Com a criação do batalhão em Campo Grande ficará mais prático executar o projeto “Zona Protegida da Amazônia ao Pantanal”, que forma a linha fronteriça de 15.727 quilômetros, segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

De acordo com o General de Exército, Renato Joaquim Ferrarezi, que assumiu o comando do CMO (Comando Militar do Oeste) na manhã de terça-feira, 28, o batalhão será formado por cerca de 90 oficiais de Taubaté. A implantação deve ser concluída em 2010.

Fonte: Reginaldo Rizzo (Capital News)

O 3º Batalhão de Aviação do Exército

O 3º Batalhão de Aviação do Exército é uma das mais recentes unidades aéreas surgidas com a última reestruturação pela qual passou a Aviação do Exército, sendo criado em 17 de agosto de 1993, data em que comemora seu aniversário. Integrando a Força de Ação Rápida do Exército, cuja missão é atuar rapidamente onde houver conflitos no território nacional, a unidade é composta de profissionais adestrados na arte de voar e fazer voar o helicóptero Pantera.

É uma OM destinada ao emprego em ações de combate. O eventual emprego de meios desta Unidade - tipo em missões de apoio ao combate e/ou missões de apoio logístico é uma decisão de Comando, que pode se justificar conforme as circunstâncias.

A unidade realiza os seguintes tipos de missões: Além das missões de apoio à Força Terrestre, o 3º BAvEx se destaca também pelas de caráter humanitário, tais como de evacuação aeromédica, e de apoio à comunidade. Exemplos disso foi a missão de apoio ao governo do Paraná, em 1994, transportando um reservatório de água de 20.000 litros permitindo o fornecimento de água potável para toda comunidade de Superagui (litoral paranaense), sua atuação de combate ao fogo na região da reserva de Monte Pascoal em 1995 e a operação de apoio durante a enchente que assolou o litoral paulista em 1996.

Participou de grandes operações militares do Exército, tais como: a Operação Surumu, em 1994 na região amazônica; a Operação Rio, em 1995 e a Operação Tarauacá em 1995, realizada também na região amazônica.

Está dotado de duas esquadrilhas: uma Esquadrilha de Reconhecimento e Ataque, composta por aeronaves HA-1 Fennec armadas com lançadores de foguetes de setenta milímetros e com metralhadoras axiais de calibre .50 (12,7 mm); e uma Esquadrilha de Emprego Geral, composta por aeronaves HM-1 Pantera armadas com metralhadoras laterais.

Antes da mudança para Campo Grande, o Esquadrão encontrava-se sediado na Base de Aviação de Taubaté.

Fontes: cavex.eb.mil.br / Wikipédia