Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de maio de 2009

Dubai instala câmaras térmicas em aeroporto para detectar gripe suína

A cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, ordenou a instalação de câmaras térmicas em seu aeroporto para detectar eventuais casos de gripe suína entre os viajantes que chegarem de países onde foram descobertos casos, informou hoje um comunicado oficial.


A Companhia de Aeroportos de Dubai afirmou, na nota, que a medida foi adotada por ordem do Ministério da Saúde dos Emirados Árabes Unidos.

Além disso, uma fonte desse aeroporto revelou que as companhias aéreas estrangeiras foram informadas sobre os passos adotados, que também incluem a presença de uma equipe de médicos no aeroporto.

Qualquer caso suspeito de contágio será encaminhado ao centro médico do aeroporto para tomar as medidas necessárias, concluiu a fonte.

Os Emirados Árabes Unidos proibiram, na quinta-feira passada, a importação e venda de carne de porco.

Fonte: EFE via G1

sábado, 2 de maio de 2009

Aeroporto mexicano recebe máquinas para detectar gripe suína

Autoridades mexicanas intensificaram na quinta-feira (30/04) o controle de passageiros no Aeroporto Internacional Benito Juarez. Desde as primeiras horas do dia, quem precisou deixar a Cidade do México teve de passar por um sistema computadorizado de raio-x, capaz de detectar por meio de ondas de calor os eventuais sintomas da gripe suína no corpo humano. A medida foi adotada em caráter de urgência e o embarque só é autorizado após o resultado do exame.

Sistema de raios-x detecta os eventuais sintomas da gripe suína no corpo humano

"Com esses equipamentos podemos ter idéia se o passageiro apresenta alguma anomalia em seu corpo. Pelo monitor digital observamos na hora as alterações no corpo das pessoas. O calor é fator determinante para saber se há risco de contaminação. Quem apresentar um quadro fora do normal será encaminhado ao ambulatório para que possam ser realizados exames complementares", afirmou Jorge Luiz Hernandez, chefe de informação do aeroporto.

Segundo a assessoria de imprensa do aeroporto, as câmeras de raio-x foram instaladas durante a madrugada. Quem desembarca na Cidade do México, entretanto, ainda não é obrigado a passar pelo sistema digital e o controle é feito apenas por meio de formulários de pesquisa de sintomas: "Cheguei de Toronto e vim passar as férias aqui. Não vejo problema, por enquanto. Se sentir que algo possa ameaçar a minha saúde vou embora", afirmou Jennifer Houston.

Nem mesmo o risco de uma epidemia mundial foi capaz de diminuir o fluxo de decolagens e aterrissagens no aeroporto. "Já havia programado a viagem e não cancelei. Evidentemente, tenho medo de que algo possa acontecer, mas a vida não pode parar. Conheço os sintomas e tenho me mantido atento aos cuidados necessários", disse o mexicano Emiliano Vargas.

Dentro do aeroporto, passageiros, policiais e comerciantes tentam evitar a proliferação do vírus usando máscaras cirúrgicas. "Não dá para ficar sem máscara. É a nossa segurança. Se há uma doença que se espalha no ar, nada podemos fazer além da prevenção. Afinal de contas, não dá para ver onde está o perigo. Estou conversando com você e não sei se você está doente", opinou Severino Miranda.

Em pouco mais de três horas de operação, nenhum caso de suspeita de contaminação foi registrado. Apesar disso, alguns passageiros não escondem a preocupação. "Tenho medo de que algo possa acontecer comigo ou com a minha família. Sabemos que a situação é grave e os veículos de comunicação não param de dizer que o estado é realmente alarmante. Não sei aonde isso tudo pode parar", disse o mexicano Juan Peres.

Fonte: Terra via O DIA Online - Foto: Francisco de Assis (Portal Terra)

´Nariz da NASA´ vira arma contra câncer

Desde 2008, na Estação Espacial Internacional, é testado um farejador eletrônico que monitora a qualidade do ar dentro de ônibus espaciais.

´Nariz Eletrônico´ da Nasa: involuntariamente, se tornou uma solução para diagnósticos de cânceres cerebrais

Sua eficácia na função está sendo qualitativa, segundo seus fabricantes. Mas, o que a NASA não sabia é que sua tecnologia pode também ajudar no tratamento de câncer cerebral.

Ele, o e-nose, também é capaz de detectar diferenças de odor entre células normais e cancerígenas, segundo neurocirurgiões da City Of Hope Câncer Center. O ‘nariz espacial’, inclusive, já está sendo usado por cientistas que estudam o mapeamento do cérebro da BMP (Brain Mapping Foundation), em parceria com estudiosos de medicina do JPL (Jet Propulsion Laboratory).

O grupo investiga o papel dos odores da célula no tráfego celular, na migração de células estaminais, na metástase (formação de lesão tumoral a partir de outra) do câncer cerebral e também o potencial do dispositivo eletrônico para ser usado como ferramenta de imagiologia intraoperatória, informa o Science Daily.

O ‘nariz eletrônico” é o mais eficiente recurso para identificar contaminadores em veículos espaciais (dentro de um intervalo de um para aproximadamente 10 mil partes por milhão, de acordo com a NASA)

Fonte: Guilherme Pavarin (INFO Online) - Foto: NASA

Brasileiro vence campeonato mundial de aviões de papel

CURIOSIDADE

Segundo as regras do campeonato, os projetistas da categoria Tempo de Vôo precisam criar as suas aeronaves na hora, diante da comissão organizadora e dos demais participantes


Leonard Ang, de 29 anos, superou participantes de 85 paises

O paulista Leonard Ang, de 29 anos, venceu neste sábado (2) o Red Bull Paper Wings, campeonato mundial de aviões de papel. O evento reuniu cerca de 250 praticantes do "esporte" vindos de 85 paises em Salzburg, na Áustria. Ang foi o campeão na categoria maior tempo ao conseguir manter seu avião por 12 segundos no ar. Como premiacão, ele poderá voar em um helicóptero sobre a cidade austríaca acompanhado por um piloto profissional.

Depois da vitória, o estudante de engenharia afirmou que cumpriria a promessa que fez de que cortaria o cabelo se ganhasse e declarou que a sua colocacão é resultado de muito treino. "Quem se esforça, consegue sempre o que deseja", disse. Ele já havia participado da primeira edicão do evento em 2006, mas não conseguiu passar das eliminatórias regionais.

O estudante de engenharia afirmou que sua vitória foi resultado de muito treino

A competicão ainda tem as modalidades Distância e Vôo Acrobático e o Brasil foi representado no evento por quatro participantes.

Além de Ang, o engenheiro mecânico paulista Diniz Nunes, que venceu o campeonato na mesma categoria em 2006, tentou defender seu título.

Já o estudante de informática Everton Batista, também de Sao Paulo, disputou a categoria Distância enquanto o pernambucano Daniel Freitas competiu na modalidade de Vôo Acrobático.

Segundo as regras do campeonato, os projetistas precisam criar as suas aeronaves na hora, diante da comissão organizadora e dos demais participantes. Na categoria Tempo de Vôo, o vencedor é definido por um cronômetro.

Na modalidade que premia a maior distância, vencida por um croata, o comprimento de uma linha reta entre o local do arremesso e o ponto onde o projeto pousar, define o campeão.

No Vôo Acrobático, que teve como campeão um japonês, os participantes podem apresentar projetos previamente preparados e são autorizados a cortar o papel e a utilizar outros materiais.

Uma comissão de juízes classifica cada apresentação com notas de 0 a 10.

Fonte: Regiane Teixeira (Época SP)

Cientista brasileira é premiada com o 7th Women of Discovery Awards

A carioca Rosaly Lopes já descobriu mais de 71 vulcões ativos (detalhe) na lua Io do planeta Júpiter

Na última terça-feira (28), a carioca Rosaly Lopes, 52 anos, cientista planetária e especialista em Vulcanologia do Laboratório de Propulsão Jet da NASA, recebeu, juntamente com outras mulheres, o 7th Women of Discovery Awards. O prêmio reconhece o destaque feminino em vários campos relacionados à exploração científica internacional. As outras cientistas agraciadas com o prêmio foram: a bióloga e ecologista Aparajita Datta (Índia), a bióloga e conservacionista dos carnívoros Leela Hazzah (Egito), a palentologista especializada em dinosauros Bolortsetseg Minjin (Mongólia) e a geofísica especializada em acústica submarina em águas profundas Maya Tolstoy (EUA).

A recepção teve lugar no Tribeca Rooftop em New York City e o prêmio foi entregue pela Wings Worldquest. Desde 2003, o Wings Women of Discovery tem premiado mais de 50 mulheres em todo o mundo por seu destaque na área científica nas categorias Terra, Mar, Ar e Espaço, Humanidades, Coragem, Pesquisa e Carreira.

Rosaly é formada em Astronomia com doutorado em Geologia Planetária e já realizou várias expedições a vários vulcões, como, Monte Etna, Kilauea, Vesúvio, Santorini, Montserrat e muitos outros ao redor do mundo. A cientista já descobriu mais de 71 vulcões ativos na lua Io de Júpiter, fazendo com que seu nome fosse incluído no Livro dos Récordes em 2006.

Fonte: Brazilian Voice - Imagem: divulgação

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tecnologia: Campeões do aerodesign

Alunos da Poli-USP ganham concurso promovido pela Nasa, nos Estados Unidos, com aeronave radiocontrolada capaz de transportar mais de 12 quilos de carga útil

Alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) se sagraram campeões da SAE Aero Design East Competition, prova internacional de aerodesign disputada no início do mês na Geórgia, nos Estados Unidos.

Além de ficar em primeiro lugar na principal categoria do evento – a classe regular, em que protótipos de aeronaves cargueiras são projetados e avaliados em voo –, a equipe, nomeada Keep Flying, também conquistou o troféu de maior carga carregada ao transportar 12,87 quilos.

O grupo também levou a premiação especial da competição, o Nasa Systems Engineering Award, outorgado pela agência espacial norte-americana para a equipe que melhor seguiu conceitos de engenharia durante a concepção e o desenvolvimento do projeto. Trata-se da primeira vez que esse título foi conquistado por brasileiros.

“É a primeira vez também que o prêmio da Nasa, que avalia o gerenciamento dos projetos de uma forma geral, é concedido para uma equipe de fora dos Estados Unidos, o que para nós é motivo de muito orgulho e superação”, disse Alexandre Kawano, professor do Departamento de Engenharia Mecatrônica e Sistemas Mecânicos da Poli e orientador do projeto vencedor, à Agência FAPESP.

O segundo lugar na classe regular foi obtido pela equipe Uai Sô Fly, da Universidade Federal de Minas Gerais, ficando à frente de equipes de países como Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Canadá e Índia. Na classe aberta, o primeiro lugar foi conquistado por outra equipe brasileira, a EESC USP Open, da Escola de Engenharia de São Carlos da USP.

A competição, promovida pela SAE International, teve 65 equipes de universidades nas classes regular e aberta. O desafio é fazer com que estudantes de graduação e pós-graduação em engenharia, física e ciências aeronáuticas projetem e construam aeronaves radiocontroladas, em escala reduzida, capazes de superar as baterias de testes demonstrando capacidade de voo controlado.

“A grosso modo, ganha a equipe que construir o protótipo mais leve que consiga carregar a maior carga. Quanto maior a eficiência de peso, maior a pontuação. A nota final é composta de vários outros elementos e ponderações, como a precisão com que a equipe acerta qual a carga que o avião irá levantar. O projeto deve envolver muita tecnologia e análises estatísticas”, explica Kawano. A aeronave da Keep Flying tem menos de três quilos de peso.

Multidisciplinaridade

As três equipes do Brasil participaram da competição internacional após terem conquistado as melhores colocações na 10ª Competição SAE Brasil AeroDesign, realizada pela Sociedade de Engenheiros de Mobilidade, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. “Para participar dessas competições é necessário habilidades que vão além das competências ensinadas na universidade”, disse Kawano.

“São exigidas habilidades como trabalho em equipe e capacidade de integração de várias disciplinas. É preciso também ter certo espírito de empreendedorismo, uma vez que os projetos exigem muitos recursos financeiros que nem sempre são bancados pelas universidades e agências de fomento. Os protótipos de avião em julgamento são mais complexos do que se imagina”, destacou.

Kawano conta que ganhar a competição foi gratificante, ainda mais por conta de a Escola Politécnica da USP não ter um curso específico de engenharia aeronáutica, mas de engenharia mecânica com ênfase em aeronáutica.

“Mesmo assim, competimos de igual para igual com universidades que contam com cursos específicos na área, o que comprova que a engenharia é abrangente e multidisciplinar”, disse.

Depois de retornar ao Brasil, no dia 23 a Keep Flying fez uma simulação de voo do seu aparelho no túnel de vento atmosférico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O objetivo foi apresentar o protótipo premiado nos Estados Unidos para a comunidade científica brasileira.

Mais informações sobre as equipes brasileiras participantes:

Keep Flying (SP): www.pme.poli.usp.br
EESC-USP (SP):
www.eesc.usp.br/aerodesign/home_port.html
CEFAST (MG): www.equipecefast.com
Uai-Sô-Fly! (MG): www.demec.ufmg.br/aerodesign/port
Car-Kará (RN): www.aerodesign.dem.ufrn.br

Fontes: Agência Fapesp / Blog Notícias sobre Aviação

Resultados da 2009 Aero Design East Competition

Regular Class Overall / Elliott Green Award:
1st #037 - Escola Politecnica Universidade de São Paulo
2nd #029 - Federal Universidade de Minas Gerais
3rd #002 - University of Cincinnati


Open Class Overall:
1st #218 - Escola de Engenharia de São Carlos - USP
2nd #219 - Warsaw University of Technology
3rd #217 - Missouri University of Science & Technology


Micro Class Overall:
1st #319 - University of Minnesota
2nd #317 - Ryerson University
3rd #315 - University of Puerto Rico


SAE Design Innovation Award:
#218 - Escola de Engenharia de São Carlos - USP
Innovation - Used 2 engines and a gear reduction to one propeller


NASA Systems Engineering Award: (tie)
#002 - University of Cincinnati
#037 - Escola Politecnica Universidade de São Paulo
Honorable Mention: #318 - Sri Bhagawan Mahaveer Jain College of Engineering


Regular Class - Most Payload Lifted Award:
1st #037 - Escola Politecnica Universidade de São Paulo (28.310 lbs)
2nd #029 - Federal Universidade de Minas Gerais (27.060 lbs)
3rd #002 - University of Cincinnati (22.610 lbs)


Open Class - Most Payload Lifted Award:
1st #218 - Escola de Engenharia de São Carlos - USP (38.950 lbs)
2nd #219 - Warsaw University of Technology (28.120 lbs)
3rd #217 - Missouri University of Science & Technology (22.670 lbs)


Micro Class - Highest Payload Fraction Award:
1st #319 - University of Minnesota (0.684)
2nd #315 - University of Puerto Rico (0.656)
3rd #317 - Ryerson University (0.608)


Regular Class Design Award (Report & Presentation):
1st #046 - California State University - Long Beach
2nd #029 - Federal Universidade de Minas Gerais
3rd #042 - Ohio State University


Open Class Design Award (Report & Presentation):
1st #218 - Escola de Engenharia de São Carlos - USP

2nd #217 - Missouri University of Science & Technology
3rd #219 - Warsaw University of Technology


Micro Class Design Award (Report & Presentation):
1st #312 - University of Akron
2nd #321 - California State University - Long Beach
3rd #318 - Sri Bhagawan Mahaveer Jain College of Engineering


Most Interesting Flight Path Award:
#020 - Louisiana State University

Best Crash Award:
#216 - Mississippi State University

Gulfstream Sportsmanship Award:
#043 - Marquette University

Nominated by
#016 - Lawrence Tech University for helping their team after their plane crashed; they lent Lawrence Tech their tools and supplies

FOTOS DE PROJETOS VENCEDORES EM 2008:

Ecole Polytechnique de Montreal, 1st Place Overall Regular Class - 2008 SAE Aero Design® West

University of Minnesota, 1st Place Overall Micro Class - 2008 SAE Aero Design® West

Ecole Polytechnique de Montreal, 1st Place Overall Open Class - 2008 SAE Aero Design® West

LeTourneau University, 1st Place Overall Regular Class - 2008 SAE Aero Design® East

University of Akron, 1st Place Overall Micro Class - 2008 SAE Aero Design® East

Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 1st Place Overall Open Class - 2008 SAE Aero Design East

Fonte: “SAE Aero Design East Competition”: http://students.sae.org/

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Quirguistão: EUA fora, Su-25 Frogfoot em exercícios

Os aviões de apoio aéreo russo Su-25 Frogfoot (foto acima) participarão no sábado da fase ativa dos exercícios militares conduzidos no Quirguistão pelas forças armadas, disse o ministério de defesa do país.

Os exercícios tácticos no Quirguistão, envolvem cerca de 500 recrutas, veículos blindados artilharia automotora e aviões. Os exercícios visam praticar operações anti-terrorismo.

Um acordo bilateral assinado em 2003 entre Rússia e Quirguistão estipula a presença da base aérea de Kant na república asiática central por 15 anos com uma extensão automática a cada cinco anos após a expiração do termo original.

A base de Kant pretende fornecer a base para possíveis operações pelas forças comuns da organização do Tratado da segurança colectiva (CSTO) na Ásia central.

O CSTO compreende Arménia, Bielorussa, Kazaquistão, Quirguistão, Rússia, Uzbequistão e Tajiquistão.

Fonte: Pravda.ru - Foto: Defence Talk

terça-feira, 28 de abril de 2009

Helicóptero-robô ajuda polícia a descobrir plantações de maconha na Holanda

Apelidado de 'cortador de cana', ele tem câmeras embutidas.

'Nariz artificial' colhe amostras de ar de chaminés para análise.


Polícia da Holanda demonstrou nesta terça-feira (28) em Silvolde um helicóptero não-tripulado usado para buscar plantações ilegais de maconha

O helicóptero, apelidado de 'cortador de cana', tem câmeras e um 'nariz artificial' que colhe amostra de ar de saídas de ar e chaminés para posterior análise

Fontes: G1 - Fotos: AFP

sábado, 25 de abril de 2009

Carro feito com avião de guerra quer recorde de velocidade

O veículo foi construído a partir de um antigo caça e tem cerca de 17 m de comprimento

A fuselagem do caça foi comprada por US$ 25 mil, há 10 anos, para ser transformada em carro de corrida

Um estudo mostra o fluxo de ar em torno no veículo - as áreas laranjas indicam onde a velocidade se aproxima à do som

O Bloodhound, projeto semelhante ao Eagle, quer alcançar uma velocidade de 1000 milhas por hora

CLIQUE SOBRE AS IMAGENS PARA AMPLIÁ-LAS
Quando Ed Shadle era menino, era possível comprar um carro velho por US$ 200, desamassar a carroceria com um martelo, equipá-lo com um motor poderoso, pintá-lo de vermelho brilhante e levá-lo aos subúrbios da cidade para disputar rachas de semáforo a semáforo, até que a polícia chegasse para acabar com a diversão.

Shadle tem 67 anos agora e se aposentou como engenheiro de campo da IBM. Mas continua a correr. Há 10 anos, ele e seu amigo Keith Zanghi compraram mais uma daquelas velharias no Maine, repararam os amassados, alteraram alguns detalhes externos, instalaram um motor poderoso e pintaram o veículo de vermelho.

Acontece que o veículo é um caça Lockheed F-104 Starfighter, um interceptador monoturbina que dominou os céus nos anos 50 e 60, atingindo velocidades até Mach 2,2.

"No mundo pós 11 de setembro, dificilmente nos deixariam comprá-lo", diz Shadle. Mas, em 1999, eles saíram do ferro-velho com o avião, pagando US$ 25 mil.

E no ano que vem, talvez em 4 de julho, o dia da independência dos Estados Unidos, eles planejam levar o North American Eagle ao deserto de Black Rock, Nevada, e bater com ele o recorde de velocidade terrestre, correndo a cerca de 1.300 km/h, ou 80 km/h acima da velocidade do som. Shadle será o piloto.

O Eagle está enfrentando séria concorrência. No ano passado, Richard Noble e Andy Green, do Reino Unido, que romperam a barreira do som ao estabelecer o recorde de 1.227 km/h em 1997, anunciaram o projeto Bloodhound, um programa de três anos para construir um carro acionado por foguetes e jatos e capaz de velocidade da ordem dos 1.600 km/h.

O Bloodhound conta com patrocínio do setor privado, apoio técnico de universidades e algumas verbas de financiamento educacional do governo britânico. O Eagle, de sua parte, conta com 44 voluntários que dedicam férias e finais de semana a construir o mais poderoso dos carros envenenados.

Doadores ofereceram equipamentos e contribuições técnicas vitalmente importantes para o Eagle, mas como a maior parte dos voluntários eles o fazem basicamente por diversão. Zanghi diz que ele e Shadle investiram cerca de US$ 250 mil no Eagle, ao longo dos últimos 10 anos, com apenas uma idéia em mente: "O que desejamos", diz Shadle, em voz rouca e com um meio sorriso cinematográfico, "é andar rápido".

Era essa a idéia em um domingo recente no aeroporto de Spanaway, uma pequena pista de pouso privada alguns quilômetros ao sul de Tacoma, Washington. O Eagle chegou por volta das 10h em seu reboque personalizado, e uma hora mais tarde estava posicionado de maneira resplandecente sobre o asfalto da pista. Do nariz à cauda, o comprimento é de 17,06 metros, e o peso é de 5,9 toneladas. O veículo é acionado por uma turbina a gás General Electric LM1500, mais conhecida como J79 quando acionava o F-104.

A turbina foi emprestada pela S&S Turbine Services, uma empresa canadense que reconstrói J79s para repressurizar poços de gás natural. A turbina atual foi alterada de forma a gerar 42,5 mil HP de potência, mas para o recorde a S&S está preparando um motor que ficará perto dos 50 mil HP.

As regras são simples: cronometre a velocidade do veículo em percurso medido de uma milha (1.609 metros); inverta a direção, fazendo o mesmo percurso no sentido oposto; e extraia a média das duas velocidades. Shale diz que o Eagle precisaria percorrer cerca de 13 quilômetros em cada direção: dois quilômetros para se aquecer e atingir velocidade de 250 km/h, mais seis quilômetros para acionar o pós-queimador e levar o veículo à velocidade de recorde, uma milha no percurso medido e mais oito quilômetros para parar.

O veículo precisa ter no mínimo quatro rodas, duas das quais direcionáveis, e retornar ao ponto de partida em 60 minutos. E é tudo. "Na Fórmula 1 ou Nascar, as regras são grossas como a Bíblia; aqui, apenas meia página", diz Shadle.

Mas considerem os desafios envolvidos: a borracha dos pneus se derrete a velocidades superiores a 560 km/h, de modo que o Eagle utiliza rodas especiais de liga de alumínio, com ranhuras para melhor tração em superfícies macias. Elas não funcionam no asfalto ou concreto. Os freios são ímãs de ligas especiais que geram potência de frenagem equivalente a 4,7 mil HP, à medida que o tambor magnetizado se aproxima da roda de alumínio, desacelerando-a gradualmente sem jamais tocar nela. O grande imponderável é a barreira do som. No céu, a onda de choque simplesmente se dissipa. Mas em terra ela pode se refletir no chão e lançar o veículo ao ar. Porque cada carro é único, o problema precisa de uma solução diferente a cada tentativa. A modelagem em computador ajuda - mas apenas até certo ponto.

Noble, do projeto Bloodhound, conhece bem o desafio.

"Nós o fizemos uma vez, e agora temos de repetir", ele disse em entrevista por telefone. "As forças são imensas - havia uma força de 15 toneladas exercida contra a frente do veículo, ao estabelecermos o recorde. É preciso dedicar muito tempo à aerodinâmica".

Fonte e imagens: The New York Times (Tradução: Paulo Migliacci) via Terra

Uma ‘invenção’ para achar aviões acidentados

Professor da UFRJ propõe uma nova função para o luminol

Usado pela polícia para ajudar a desvendar crimes, o luminol, que identifica substâncias como sangue, mesmo após o local ter sido lavado, poderá ser utilizado também para localizar aeronaves que caem em lugares de difícil acesso e, consequentemente, encontrar com rapidez as vítimas. A ideia é do farmacêutico Claudio Cerqueira Lopes, 53 anos, professor de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), criador do luminol brasileiro, mais eficaz que o dos Estados Unidos.

O luminol puro reluz durante 30 segundos. Já misturado a outras substâncias, prolonga em até duas horas a luminosidade, que pode ser percebida por satélite. O produto, que é líquido, será acondicionado em sacos de polipropileno, desenvolvido também por Cerqueira, e ‘colado’ na fuselagem do avião. Segundo o professor, a ideia é colocar um milhão desses sacos — cada um pesando apenas 0,1 grama — nas aeronaves. “Com o impacto da queda, ele se espalhará e ‘iluminará’ o local. Dessa forma, a aeronave pode ser localizada e, se houver sobreviventes, eles serão resgatados rapidamente. Se houver mortos, a família terão acesso aos corpos e saberá o destino dos parentes”, explicou o professor, PhD em Química e doutor na mesma área pelos EUA.

O produto foi apresentado este mês na Latin America Aerospace and Defense, no Riocentro. Cerqueira espera apoio para conseguir testá-lo. O luminol criado por ele foi patenteado pelos EUA depois do caso Isabella Nardoni, a menina que morreu ao ser jogada da janela em São Paulo, em 2008.

Fonte: Maria Inez Magalhães (O DIA Online)

Escudo térmico para astronautas

NASA prepara próxima viagem à Lua

Imagem ao lado: Módulo ‘Orion’, que levará os astronautas à Lua por volta de 2020

Ao mesmo tempo que prepara as comemorações do 40º aniversário da chegada do primeiro homem à Lua, no próximo dia 21 de Julho, a NASA acaba de seleccionar o material que funcionará como escudo térmico para proteger os astronautas quando forem retomados os voos para a Lua.

O material será utilizado para proteger o módulo ‘Orion’ (muito semelhante à ‘Apolo’), que levará e trará de volta os astronautas.

O escudo térmico terá a forma de um disco, instalado na base do módulo ‘Orion’. Deverá ser capaz de manter o calor longe da restante estrutura do módulo, desgastando-se de forma controlada, suportando uma temperatura que faz a maioria dos materiais fundirem-se instantaneamente (a 2760 graus centígrados) durante a reentrada na atmosfera.

Curiosamente, o material escolhido pela Agência Espacial norte-americana recaiu sobre o Avcoat, já usado na protecção dos módulos ‘Apolo’, há mais de 40 anos, e em algumas áreas dos vaivéns espaciais nas suas versões iniciais.

O Avcoat é feito de fibras de sílica com um preenchimento de resina epóxi, aplicado sobre uma base.

Fonte: Correio da Manhã (Portugal) - Imagem: NASA

Centro espacial alemão capta os primeiros sinais da nova geração de satélites GPS

Os sinais L5 serão transmitidos como padrão na próxima geração de satélites GPS, denominada IIF, que vai começar a operar no final de 2009. O sistema europeu de navegação por satélites Galileo também vai transmitir um sinal similar, como parte de um serviço de Salvamento de Vidas. Os dois sistemas serão complementares nessa área.

O Sistema de Posicionamento Global (GPS) está prestes a ser modernizado e vai fornecer serviços de navegação cada vez mais confiáveis e precisos em um futuro próximo. Em 24 de março, um satélite GPS foi enviado ao espaço para a transmissão de um novo sinal de navegação na frequência L5.

Apenas alguns dias após o lançamento, cientistas do Centro Aeroespacial da Alemanha (DLR, na sigla em alemão), receberam pela primeira vez os sinais L5, usando uma antena de 30 metros de diâmetro situada na cidade de Weilheim.

Os cientistas fizeram uma análise com alta precisão do sinal e comprovaram, independentemente dos operadores norte-americanos, os benefícios adicionais do sinal L5.

Serviços críticos

No futuro, o sinal L5 terá um papel central na navegação satelital, principalmente em áreas críticas, como a aviação. Além disso, em combinação com outros sinais de navegação já em uso, permitirá a correção de alguns erros de propagação na ionosfera com maior precisão.

Fonte: MundoGeo

Rolls-Royce assina contrato MissionCareTM de US$106 milhões para suporte de motores dos KC-130J dos fuzileiros americanos

A Rolls-Royce acaba de anunciar a assinatura de um contrato MissionCareTM de US$106 milhões com o Comando Naval de Sistemas Aéreos dos Estados Únicos (NAVAIR), para fornecer suporte às aeronaves de reabastecimento KC-130J, impulsionadas por motores Rolls-Royce AE 2100D3, utilizadas pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC, United States Marine Corps). O contrato cobre um ano base mais três anos opcional, e é o segundo contrato de suporte para o AE 2100D3 que a Rolls-Royce recebe este ano.

Dennis Jarvi, presidente de Defesa Norte-Americana da Rolls-Royce, declarou: “A Rolls-Royce tem fornecido serviços de suporte para o programa KC-130J do USMC desde 2003, e estamos satisfeitos de expandir esse longo relacionamento. O MissionCare resultará em maior prontidão para as missões, com custos mais previsíveis parra o USMC, suportando o sistema de propulsão ao longo da totalidade de seu ciclo de vida.”

O MissionCare é um amplo programa de serviços para motores, otimizado para atender os clientes militares da Rolls-Royce. O contrato MissionCare dos KC-130J é na verdade do tipo “potência por hora” — uma única rubrica de contrato é utilizada para pagar um preço fixo baseado nas horas voadas. O desempenho de contrato é medido quase que exclusivamente em relação o padrão de desempenho em termos de disponibilidade de motores da frota.

Sob os termos do acordo, que é administrado pelo NAVAIR no Naval Air Test Center, em Patuxent River, Maryland, a Rolls-Royce fornecerá gerenciamento de motores, suporte, identificação de problemas, suprimento de peças e apoio logístico para a aeronave, que opera em três bases aéreas dos fuzileiros: Miramar (Califórnia), Cherry Point (Carolina do Norte) e Okinawa (Japão).

Perfil

- O AE2100D3 é um motor turboélice leve e modular, com potência de 4.600 shp. A linha de motores de “núcleo comum” AE é produzida pela Rolls-Royce e fabricada em Indianápolis (Indiana). Juntamente com o AE 3007 e o AE1107C-Liberty, essa linha de comprovados motores já totalizou mais de 21 milhões de horas de serviço.

- A Rolls-Royce tem acordos de serviço com todos os ramos das Forças Armadas americanas, incluindo a Força Aérea, os Fuzileiros, o Exército e a Marinha, além da Guarda Costeira.

- O C-130 tem sido a principal aeronave de transporte tático e missões especiais do Departamento de Defesa dos Estados Unidos desde 1956, impulsionada por motores Rolls-Royce T56. A versão “J” do avião, impulsionada por motores AE2100D3, dá prosseguimento a esse legado.

- A Rolls-Royce, um dos líderes mundiais no fornecimento de sistemas de energia e serviços para uso em terra, no mar e no ar, estabeleceu posições fortes em quatro mercados globais — aeroespacial civil, aeroespacial militar, marítimo e de energia.

- A empresa tem uma ampla base de clientes que inclui mais de 600 companhias aéreas, 4.000 operadores corporativos e governamentais de aviões e helicópteros, 160 forças armadas, mais de 2.000 clientes no setor marítimo, incluindo 70 marinhas de guerra, e clientes de energia em aproximadamente 120 países. Com instalações em 50 países, a Rolls-Royce emprega 39.000 funcionários em todo o mundo, e tem negócios sediados no Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Escandinávia e China. A presença global permite ao Grupo acesso a oportunidades internacionais de crescimento de longo prazo, com sua tecnologia, presença, parcerias e pessoal.

- Em 2008, a Rolls-Royce e seus parceiros investiram mais de £800 milhões em pesquisa e desenvolvimento, e dois terços desse total têm o objetivo de melhorar ainda mais o aspecto ambiental de seus produtos. A principal área de investimento em tecnologia objetiva reduzir a emissão de ruídos e gases.

- A Rolls-Royce tem uma longa história com as forças armadas brasileiras. A frota da Força Aérea Brasileira inclui: Hercules C-130s impulsionados pelo motor T56, caças AMX e treinadores Xavante. Todos possuem equipamento e tecnologia Rolls-Royce.

- A Marinha do Brasil opera uma frota de helicópteros que inclui o Navy Lynx, impulsionado pelo Gem, e o motor Model 250 impulsiona aeronaves Bell e Eurocopter.

- Separadamente, mais de 900 aeronaves impulsionadas pelo Rolls-Royce Model 250 e 14 helicópteros Lynx impulsionados pelo Gem estão operando na América do Sul atualmente, com aproximadamente 700 motores Model 250 em operação no Brasil. A cidade de São Paulo tem o segundo maior mercado de operação de helicópteros do mundo.

- Atualmente, os motores Rolls-Royce estão presentes principalmente em helicópteros Bell, embora possam ser encontrados em helicópteros Sikorsky operando em transporte de pessoal em serviços de exploração de petróleo “offshore”, Agusta, e em alguns modelos antigos da Eurocopter, produzidos localmente pela Helibras.

Em janeiro de 2008 a Rolls-Royce certificou um novo motor para helicópteros, o RR300, que representa mais uma alternativa potente e confiável a um preço competitivo. O lançamento do helicóptero Robinson R66, equipado com o RR300, representará, a médio prazo, uma excelente opção para o mercado da América do Sul.

Fonte: Portal Fator Brasil - Foto: Joe Stremph

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ônibus espacial voará de cabeça para baixo no conserto do Hubble

Telescópio Espacial Hubble e ônibus espacial Colúmbia, durante a última missão de reparos, ocorrida em 2002

A NASA anunciou que a missão de conserto do Telescópio Espacial Hubble não apenas está confirmada, mas que também, devido ao bom andamento dos trabalhos, ela poderá ser antecipada em um dia, com o lançamento do ônibus espacial Atlantis podendo ocorrer no dia 11 de Maio.

Risco de choque com lixo espacial

A confirmação veio depois da eliminação do entrave mais sério à missão: o temor do choque com lixo espacial, principalmente depois do choque entre um satélite russo e um norte-americano, ocorrido em Fevereiro deste ano e que espalhou uma verdadeira chuva de novos detritos espaciais pela órbita da Terra.

O perigo é maior na missão de reparo do Hubble porque o telescópio fica a uma órbita mais alta (600 km) do que a Estação Espacial Internacional (350 km). Quanto mais elevada a órbita, maior é a chance de que detritos atinjam o ônibus espacial.

Nas últimas semanas, as estimativas apontavam para 1 chance em 185 de que um impacto viesse a ocorrer. O nível mínimo de segurança admitido pela NASA para autorizar a decolagem dos ônibus espaciais é de 1 em 200. Nos últimos dias, novas análises diminuíram a probabilidade da ocorrência do choque para 1 em 221, o que fez os coordenadores da missão darem a confirmação para sua continuidade.

Marcha a ré e de cabeça para baixo

Ainda assim, duas medidas adicionais serão tomadas para minimizar os riscos para os astronautas.

Depois de cada caminhada espacial, assim que os astronautas retornarem para o interior do ônibus espacial, o Atlantis será trazido para uma órbita mais baixa, onde a segurança é maior. No dia seguinte, ele retorna para junto do Hubble para a continuidade dos serviços.

A segunda medida de segurança será fazer com que o ônibus espacial voe com a cauda voltada para a frente e com a sua área de carga voltada para a Terra. Ou seja, o Atlantis voará de cabeça para baixo e como se estivesse dando marcha a ré, uma configuração inédita e oposta ao que é comumente adotado. Esse posicionamento minimizaria os danos de um eventual impacto com o lixo espacial, porque a cabine não seria diretamente atingida.

Ônibus espacial de reserva

Embora esteja sendo chamada de missão de reparo do Hubble, o telescópio espacial receberá um upgrade radical, passando a contar com instrumentos muito mais precisos e poderosos do que aqueles que já foram capazes de transformá-lo no instrumento científico mais famoso de todos os tempos.

O "conserto" exigirá cinco caminhadas espaciais, em uma missão com duração de 11 dias.

Durante toda a missão, o ônibus espacial Endeavour permanecerá de prontidão para uma eventual missão de resgate, caso algo saia errado. Este procedimento, de manter um segundo ônibus espacial de reserva e pronto para o lançamento, é adotado desde o acidente com o Colúmbia.

Fonte: Site Inovação Tecnológica - Fotos: NASA

Rússia desenvolve caça de 5ª geração

O desenvolvimento de um caça de quinta geração é uma dos projectos mais extensamente discutidos nas forças armadas russas.

Este é um projecto em conjunto com a Índia, parceiro de longa data na cooperação técnica militar, que já confirmou o seu interesse no futuro projecto.

O novo caça a jacto está sendo desenvolvido sob o PAK FA (sistema de aviões de ultima geração) o programa vai substituir modelos de quarta geração agora em serviço nas forças aéreas russas e indianas.

A União Soviética lançou o projecto de caças de quinta-geração nos anos 80. Em meados dos anos 90, o departamento do projecto de Mikoyan desenvolveu o bombardeiro 1.44, igualmente conhecido como o Mikoyan-Gurevich MiG MFI. O departamento do projecto de Sukhoi veio acima com o caça a jacto supersónico experimental S-37 Berkut. O avião S-37 era um protótipo de demonstração da tecnologia avançada. Entretanto, devido à falta de financiamento, o avião do projecto 1.44 não foi incorporado.

Pelo final dos anos 90, tornou-se aparente que os projectos existentes do caça de quinta-geração se estavam tornando obsoletos, que suas versões da produção seriam inferiores ao Águia americano F-22, e que mesmo que fosse finalizado a força aérea receberia tais bombardeiros demasiado tarde. Em consequência, no ano 2000, o governo russo tomou a decisão de desenvolver um caça inteiramente novo de quinta-geração. A Sukhoi, a Mikoyan e a Yakovlev, ofereceram diversas versões do bombardeiro.

O projecto foi confiado eventualmente a Sukhoi, que lhe chamou internamente o T-50.

O T-50 foi programado para executar seu primeiro voo entre 2008 e 2010. Em finais de 2008, o comandante da força aérea russa anunciou que o caça descolaria em Agosto de 2009.

Fonte: Pravda.ru

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Pentágono nega ataque de ciberespiões

O projeto Joint Strike Fighter não foi alvo de nenhum ataque informático. A garantia é dada pelo Pentágono e pela Lockheed Martin, um dos fabricantes envolvidos.

Na quarta-feira, o The Wall Street Journal dava conta de um ataque informático, por parte de ciberespiões, que terão conseguido roubar alguns TeraBytes de dados.
O Joint Strike Fighter é um projecto para a construção de um avião furtivo.

A investigação já teve um investimento de 300 mil milhões de dólares (cerca de 230 milhões de euros) por parte dos EUA, mas países como o Reino Unido e a Itália já se mostraram interessados em comprar estes aviões.

Ontem, o Pentágono e a Lockheed Martin comunicaram que não houve qualquer ataque, noticia a imprensa internacional.

Fonte: Exame Informática (Portugal)

Nasa quer antecipar missão final para manutenção do Hubble

O Atlantis e sua tripulação de sete astronautas deveriam ter sido lançados ao Hubble em outubro de 2008

Técnicos preparam giroscópio novo para ser instalado no Hubble

A Nasa planeja lançar a última missão de manutenção do Telescópio Espacial Hubble um dia antes do previsto originalmente, a fim de evitar um possível conflito na programação de uso da base de lançamento na Flórida.

Se a revisão de agenda for aprovada pelos administradores da agência espacial na próxima semana, o ônibus espacial Atlantis decolará em 11 de maio às 15h01 (hora de Brasília), do Centro Espacial Kennedy.

"Estou muito confiante de que conseguiremos fazer o lançamento na data de 11 de maio", disse Leroy Cain, vice-gerente do programa de ônibus espaciais.

O Atlantis e sua tripulação de sete astronautas deveriam ter sido lançados em outubro de 2008, mas um defeito em um computador a bordo do Hubble impediu isso. O telescópio vem usando um computador de reserva, e trocar o equipamento passou a ser uma das metas da missão de manutenção.

Cientistas dizem que o Hubble, lançado em 1990, é uma importante fonte de dados científicos, que mudou a compreensão da origem e da evolução do Universo, além de produzir imagens sem precedentes de fenômenos espaciais e dos pontos mais distantes do espaço.

Por estar fora da atmosfera da Terra, a 485 km de altitude, o Hubble é capaz de produzir imagens de grande definição.

A antecipação do lançamento daria à Nasa uma janela de três dias para lançar o Atlantis antes de ter de suspender a operação por dez dias, para dar tempo à Força Aérea Americana de realizar operações na base de Cabo Canaveral.

O ônibus espacial partilha uma série de recursos, incluindo de segurança, com usuários militares e comerciais da chamada Área de Testes do Leste, que inclui o Centro Espacial Kennedy da Nasa e a Base da Força Aérea de Cabo Canaveral.

A área só pode acomodar um lançamento, ensaio de lançamento ou teste de cada vez. Os militares têm a área reservada por cerca de uma semana, a partir de 14 de maio.

A Nasa tem até setembro de 2010 para completar a construção da Estação Espacial Internacional (ISS) e aposentar a frota de ônibus espaciais. A manutenção do Hubble é a única missão restante de um ônibus espacial que não tem como objetivo ajudar na montagem da ISS.

Os astronautas do Atlantis deverão realizar cinco caminhadas espaciais para instalar novas câmeras, consertar instrumentos científicos, trocar baterias e giroscópios. O Hubble deve permanecer operacional até 2014, quando será substituído por um telescópio ainda maior e mais poderoso, o James Webb.

Fonte: estadão.com.br - Foto: NASA

Rei dos aviões F-22 é derrubado por humilde avião de treinamento T-38



Stephen Trimble – mestre de tudo o que voa – encontrou este vídeo que aparentemente mostrar um caça de treinamento T-38 derrubando o teoricamente invencível F-22 Raptor em um exercício de treinamento de combate – a primeira derrubada já documentada em vídeo.

No entanto, esta não é a primeira vez que isto aconteceu: um EA-18G – um F/A-18 F Super Hornet Block II – “teve sorte” e derrubou outro F-22 com um AIM-120 AMRAAM em um exercício de combate simulado sobre a base da força aérea dos EUA em Nellis.

No entanto, desta vez, em vez do EA-18G de alta tecnologia, o avião matador foi este:

Um humilde jato de treinamento T-38, pilotado por um treinador em um exercício de treinamento de combate sobre um espaço aéreo não-identificado. E ele derrubou isso:

Um F-22 Raptor, o caça mais avançado do planeta

Stephen diz que isto não significa muito, exceto que – se era um T-38 de verdade, o piloto “ou teve uma sorte absurda ou era insanamente habilidoso”. Eu aqui fico rezando para que aqueles chineses e russos voando caças de próxima geração não sejam tão sortudos nem fiquem tão habilidosos tão cedo.

Fonte: Stephen Trimble (Flight Global) via Gizmodo Brasil

Internautas elegem GPS como avanço mais importante da Nasa

O GPS, um aparelho que permite localizar com precisão um ponto em qualquer lugar do planeta, foi eleito hoje o avanço mais importante alcançado pela Nasa nas observações da Terra.

O resultado da votação que colocou em primeiro o Sistema de Posicionamento Global entre 10 possibilidades foi anunciado ontem pela agência espacial americana coincidindo com a comemoração do Dia da Terra.

A votação ficou aberta durante uma semana e, após a apuração, foi determinado que o GPS tinha obtido 3.280 votos, contra os 2.408 do sistema para diagnosticar a redução da camada de ozônio.

Em terceiro, com 2.313 votos, ficaram os avanços nas previsões meteorológicas conseguidos com a informação dos satélites que agora permitem determinar como o tempo em qualquer lugar do mundo estará com uma semana de antecedência.

Segundo a agência espacial americana, por trás da simplicidade do GPS existe um acúmulo enorme de conhecimento científico sobre o movimento e as mudanças que ocorreram na Terra.

"A navegação precisa com os satélites GPS seria impossível sem um conhecimento ultrapreciso da forma da Terra e de sua rotação", disse.

Os especialistas apostavam no GPS como vencedor, mas não previam que o novo conhecimento adquirido pela Nasa em relação à camada de ozônio superaria outros avanços mais espetaculares, como o do aquecimento e o aumento do nível do mar, ou o deslocamento das massas de gelos polares.

Quanto ao terceiro lugar, a Nasa disse que o novo sistema de previsão meteorológica que permite prever uma tempestade com uma semana de antecedência graças aos satélites tornou o mundo "um lugar mais seguro para viver quando se trata de climas perigosos".

Os outros avanços da Nasa que ocuparam as dez primeiras posições foram:

4º - o aquecimento e aumento dos níveis do mar
5º - o alcance mundial da poluição aérea
6º - o deslocamento das camadas de gelo
7º - a verde ecologia do planeta
8º - as previsões de fome
9º - o mundo aquático
10º - a localização das fontes de energia no mundo

Fonte: EFE via G1

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Clube de Voo a Vela CTA recebe dois novos planadores

No esporte, os planadores são rebocados por aviões, até atingirem a altura ideal

O Clube de Voo a Vela CTA, em Caçapava, recebeu na última semana dois novos planadores ASK-21, de fabricação alemã.

O equipamento deve incrementar ainda mais as atividades do clube, que recebe um número considerável de visitantes e adeptos, interessados em praticar ou mesmo conhecer o voo a vela.

Fundado em 1957, o clube funcionou em São José dos Campos até 1981, e depois teve sua sede transferida para a fazenda Ipuí.

Os novos planadores que passam a fazer parte do clube têm custo aproximado de 60 mil Euros cada.

O esporte voo a vela consiste no voo com planadores, que são aeronaves desprovidas de motores, mais densas do que o ar e com aerodinâmica semelhante a de aviões.

Os planadores se mantêm no ar graças às correntes atmosféricas e decolam com o auxílio de um avião rebocador.


Ao lado, planador sendo preparado para a decolagem;

Na foto seguinte, momento do vôo, que usa como fundamento aproveitar as correntes térmicas

Os rebocadores são os responsáveis por deixarem o planador na altura adequada para o voo. O reboque acontece através de um cabo que mede entre 50 e 60 metros.

Bastante difundido na região Sudeste do país, o esporte tem no Clube do Voo a Vela CTA o seu maior representante, na região do Vale do Paraíba.

Dentre os planadores de fabricação nacional, o EMB-400 Urupema, produzido pela Embraer, é o mais conhecido, e nasceu em 1964, pelas mãos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica de São José dos Campos (ITA).

Fonte: Agora Vale - Fotos: Lucas Lacaz Ruiz (A 13)