segunda-feira, 29 de junho de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
Mais sobre a ampliação do Aeroporto de Congonhas
A ampliação das pistas do Aeroporto de Congonhas exigiria a desapropriação de cerca de 2.500 imóveis e afetaria diretamente 10.000 pessoas, entre comerciantes e moradores dos bairros no entorno do aeroporto, como o Jabaquara, Parque do Jabaquara, Jardim Aeroporto, Moema, Vila Noca, Vila Ceci, Vila Guarani e Campo Belo.Acrescentar 1.000 metros de pista não trará os resultados anunciados, pois as questões de Congonhas são muito mais complexas e envolvem não só a questão da segurança como também, o ruído, a poluição do ar, do solo. Esses fatores que já vem afetando, e muito, a saúde dos que moram e trabalham não só no entorno, como no próprio aeroporto. Hoje, existem várias escolas e hospitais afetados pelos níveis de ruído e de poluição causados pelas aeronaves que atualmente operam em Congonhas.
1.100 m a mais de pistas
2.000 imóveis seriam desapropriados
75%*do Parque Jabaquara desapareceria
15%*do Jardim Oriental desapareceria
1%* é favorável à desapropriação
*Estimativas da Amea (Associação dos Moradores do Entorno do Aeroporto de Congonhas)
Clique aqui e veja fotos da região do aeroporto
Foto: Denis Freire de Almeida (G1) "Não adianta prolongar 1000 metros de pista em Congonhas pois, não existe escape lateral e nem possibilidade de haver. Uma pista é oferecida e os aviões que lá explorarão essa pista, devem estar adequados a ela e não a pista se adequar ao avião como pretendem em Congonhas".
Brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)
Saiba mais
Petição Online: Assine Já
Abaixo Assinado: Imprima o seu
Relatório de Impacto Ambiental
EIA-RIMA vol. 1
EIA-RIMA vol. 2
EIA-RIMA versão slide
Site do Movimento Não à Ampliação de Congonhas:
www.naoampliacaodecongonhas.com.br
***
Nota do Autor: O Blog Notícias sobre Aviação e os sites Desastres Aéreos e A História Real do Acidente com o Fokker 100 da TAM apoiam o movimento contra a ampliação do Aeroporto de Congonhas.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
De volta
Perdoem a falta de postagens nestes últimos nove dias. Problemas com o modem da NET/Virtua em casa e dificuldade em postar nos micros da emissora em que trabalho, causaram essa ausência temporária.
Abraços,
Jorge Tadeu
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Férias
De agora até domingo (11) estarei com a família em viagem de férias.
Sem acesso a Internet, não poderei postar as notícias (a não ser que encontre uma lan house para o lugar que vou...).
Até breve, se Deus quiser.
Abraços
Jorge Tadeu
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
FELIZ ANO NOVO!
Este Blog foi criado em razão da dificuldade que eu, um entusiasta dos assuntos relacionados à aviação e ao espaço, tinha para encontrar as últimas notícias. Era necessário fazer uma busca por diversos portais, sites e blogs especializados para obter alguma informação. Se era difícil para mim, era para todos, pensei. Decidi então tentar diariamente agrupar o máximo de informações, sempre procurando acrescentar detalhes importantes com o intuito de levar um pouco de conhecimento sobre essas áreas que normalmente têm papel secundário na grande mídia.
Um grande abraço e um Feliz 2009 para todos!
Jorge Tadeu
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Nasa publica novo relatório sobre acidente com o Columbia
O documento contém detalhes gráficos sobre a morte dos astronautas.
Restos da explosão do ônibus espacial Columbia, sobre o estado do Texas, em 1 de fevereiro de 2003 - Foto: Dr. Scott Lieberman (AP File)O novo relatório reconstitui os últimos momentos da tripulação, incluindo os sinais de que as coisas estavam indo muito mal, incluindo alertas sobre a pressão do pneus, problemas com o trem de pouso e os esforços realizados pelo sistema computadorizado de vôo para compensar os prejuízos crescentes à navegação.
A aeronave passou por um "flat spin" (parafuso chato) e o piloto, Comandante William C. McCool, da Marinha, realizou uma série de movimentos bruscos, num esforço inútil para controlar o ônibus espacial.
Embora o Columbia tenha explodido durante a reentrada, o fato é que um pedaço de 1,67 libras (pouco mais de 700 gramas) de espuma isolante se desprendeu de um tanque externo de combustível durante a subida e atingiu danificando a proteção de cerâmica da asa esquerda, provocando uma pequena fissura. Este problema não foi detetado durante a decolagem. Quando da reentrada na atmosfera, o calor causado pela fricção com a atmosfera aumentou o tamanho da fissura, permitindo a entrada de gases superaquecidos através do interior da asa como se fosse um maçarico, acabando por destruir a asa completamente e, consequentemente, toda a nave, causando a morte dos sete tripulantes.
Os sete membros da tripulação foram arremessados para todos os lados dentro da aeronave e, provavelmente, estavam desacordados no momento da explosão fatal.
Pelo menos um dos membros da equipe permaneceu vivo durante 30 segundos depois de ter soado o alarme e tentou em vão controlar a aeronave apertando vários botões. Mas, nesse momento, nada mais podia ser feito para se salvar.
O impacto da espuma ficou evidente em vídeos tomadas pela NASA durante o lançamento, e durante o 16o dia da missão, os engenheiros examinaram as asas para ver se o golpe tinha causado danos graves. Mas, para os gestores da missão, os danos eram relativamente inofensivos e a manutenção constituía um problema, e não um risco mortal.
Em um contundente relatório publicado em Agosto de 2003, uma investigação posterior constatou que um conselho de "cultura de quebra de segurança" na NASA foi largamente responsável pelas mortes. O relatório criticou os gestores como muito complacentes e demasiadamente focados no prazo nas pressões orçamentarias.
Embora muitos detalhes do desastre já são há muito conhecidos, este foi o mais extenso estudo já realizado sobre como os astronautas morreram e o que poderia ser feito para melhorar as chances de sobrevivência em um futuro acidente. O objetivo, disseram funcionários da NASA, foi o de encontrar formas de implemetar mudanças na concepção das outras naves espaciais.
O comandante da Columbia do último vôo era o coronel Rick D. Husband da Força Aérea. Além do Comandante McCool, a tripulação incluía Ilan Ramon, um coronel da Força Aérea israelita; o Tenente Coronel Michael P. Anderson da Força Aérea dos EUA; o Dr. Kalpana Chawla, um engenheiro aeroespacial, e dois médicos da Marinha, Capitão David M. Brown e a Comandante Laurel Salton Clark.Em declaração que acompanha o lançamento do relatório, Michael L. Coats, diretor do Centro Espacial Johnson da NASA, elogiou a equipe de estudos dizendo: "O seu trabalho vai garantir que o legado de Columbia e sua heróica tripulação seja a melhoria da segurança para as tripulações das naves espaciais no futuro em todo o mundo."
A agência espacial espera que os engenheiros possam redesenhar uma cápsula mais segura com base nos erros do Columbia.
Clique aqui para acessar o relatório de 400 páginas da NASA (.pdf em inglês)
Por Jorge Tadeu da Silva, com base em artigo do The New York Times e no Relatório da Nasa
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
Problemas técnicos obrigam avião da TAM a retornar a Guarulhos
Um problema técnico obrigou um avião da empresa aérea TAM a interromper o vôo para Porto Alegre e retornar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, na tarde de sexta-feira (26).A aeronave Airbus A320-231, prefixo PT-MZO (cn 250), que fazia o vôo JJ 3055, partiu do Aeroporto de Congonhas às 15h45, com destino ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS). Segundo umas das passageiras a bordo do avião Vanderlice Dias Jardim, cerca de 30 minutos após a decolagem o comandante avisou pelo sistema de som que voltaria a São Paulo devido a um problema de vazamento de óleo.
- Inicialmente, as pessoas permaneceram calmas, mas aí as luzes começaram a piscar e o avião parecia não conseguir se estabilizar, como se estivesse enfrentando turbulência, contou Vanderlice. Segundo ela, o piloto voltou a se comunicar com os passageiros e comentou que havia um "probleminha no motor".

O Airbus PT-MZO sobre o Aeroporto de Guarulhos em janeiro de 2005
Em nota, a TAM confirma que houve sim um "problema técnico", sem dar mais detalhes. A empresa garante que o pouso em Guarulhos ocorreu normalmente, mas Vanderlice critica a "falta de atenção" da companhia.
- Ao pousarmos, a pista estava repleta de carros de bombeiros e ambulâncias. A TAM nos colocou em ônibus e nos levou até outro avião. A empresa, no mínimo, deveria ter nos levado a uma sala, nos perguntado se estávamos bem e se tínhamos condições de voar, comentou Vanderlice.
- O que nos deixa mais indignados é a falta de preparo e de cuidado com a vida, além da falta de humildade de reconhecerem seus erros [aos passageiros].
Esposa de umas das vítimas do acidente com com o Airbus A320 da TAM, ocorrido no Aeroporto de Congonhas, em 17 de julho do ano passado, Vanderlice viajava para Porto Alegre para participar do encontro que a Associação das Famílias e Amigos das Vítimas do Vôo TAM JJ3054 realiza neste final de semana.
Para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o procedimento de retorno e de pouso estão dentro dos padrões. Segundo a assessoria da agência, nenhum passageiro registrou qualquer reclamação nos aeroportos de São Paulo ou de Porto Alegre. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) diz ter acionado o sistema de emergência do aeroporto a pedido do próprio piloto, que informou à estatal que enfrentava problemas no motor.
Fonte: Agência Brasil - Foto: Eduardo França
Nota do Autor
Resumo da "ópera": o Airbus da TAM decolou, apresentou o problema, o piloto cortou o motor e retornou, voando monomotor sobre a cidade de São Paulo e acionando os equipamentos de emergência. Procedimentos ok, mas o fato de a empresa ter um elevado número de ocorrência do gênero, levanta a suspeita sobre a qualidade da manutenção de suas aeronaves. Mais uma vez, torcemos para que os "experts" da área e os "torcedores" da TAM não critiquem as manifestações dos passageiros, que, reitero, são clientes e não têm nenhuma obrigação de ter conhecimento técnico para achar tudo "normal".
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Arremetidas assustam passageiros
A primeira arremetida ocorreu no aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, quando o piloto do vôo 3836, que saiu de Porto Alegre às 7h30, fazia o procedimento final para o pouso e preferiu abortá-lo porque o avião não estava estabilizado.
O segundo caso foi em Brasília, quando o vôo 3718 estava na fila para aterrissar, mas teve de voltar a ganhar altura porque outra aeronave, da Ocean Air, não havia desocupado a pista. Nos dois casos, e em Rio Branco, a FAB diz que não houve risco de acidente.
Em Curitiba, o aeroporto operava por instrumentos quando o 3836 ia pousar, por volta das 8h35. Segundo a Aeronáutica, a arremetida foi comunicada e realizada por decisão do piloto. Já no 3718, que saiu de Congonhas às 8h27 e pousou em Brasília às 10h14, passageiros relataram que houve mais um caso de "risco de colisão" porque, quando iam descer, outro avião estava ocupando a pista, obrigando o piloto a acelerar e desistir da aterrissagem.
Para a Aeronáutica, o avião da Ocean Air, em vez de sair da pista principal de pouso na primeira interseção, liberando a área para a próxima aeronave, fez um percurso mais longo do que o normal. "Mas não houve quase colisão", insistiu a Aeronáutica, ao justificar que "a torre comandou a arremetida, que é procedimento normal". A TAM não quis se pronunciar.
Fonte: Tânia Monteiro (Agência Estado)
Entenda o que é arremeter
Arremeter é um procedimento em que o piloto de uma aeronave, durante o pouso, decide voltar a subir, como se estivesse decolando novamente. Pode ocorrer por diversos fatores, entre eles, problemas de visibilidade, falhas na aeronave ou obstruções na pista na hora do pouso. É um procedimento normal de vôo e utilizado para garantir a segurança da aeronave. A maioria das aeronaves possui sistemas aptos e preparados para realizar a arremetida. Os pilotos também estão aptos a realizá-la, recebendo treinamento para isso.
O piloto deve decidir arremeter quando:
- pousa sem auxílio de equipamentos eletrônicos e há condições meteorológicas que impeçam o piloto de ver os limites da pista (nevoeiro, chuva, etc);
- mesmo com o auxílio de equipamentos eletrônicos, o piloto se aproxima da pista e não consegue visualizá-la;
- por falha do controle de vôo, outro avião esteja fazendo manobra na pista;
- por algum problema externo, existam animais ou algum veículo obstruindo a pista;
- por falha técnica, o trem de pouso da aeronave não descer.
Como ocorre a arremetida?
Durante o procedimento de pouso, caso o piloto perceba algum problema, ele acionará comandos no avião para reverter o pouso e voltar a subir. Como no pouso o avião está com o bico (parte frontal) em um ângulo para baixo, estes comandos acionados farão o bico da aeronave voltar-se para cima. Ao mesmo tempo, o piloto acionará equipamentos que farão o motor aumentar a sua potência (que estava reduzida para o pouso) e, dessa forma, impulsionar o avião para subir novamente.
O que pode ocasionar uma falha na arremetida?
Existem inúmeros fatores que podem contribuir para que o procedimento de arremeter não ocorra corretamente, entre eles:
- se o piloto perceber, muito perto da pista, que não há condições de pouso;
- se não existir espaço de pista suficiente para que, depois de acionado o procedimento de arremetida, a aeronave consiga subir novamente;
- se houver falha nos equipamentos da aeronave.
Fonte: Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUC/RS
Nota do Autor:
Os ditos "especialistas de (ou em) aviação" criticam a imprensa pela divulgação de quaisquer ocorrências com aeronaves que sejam consideradas - para eles, os "especialistas" - notícias irrelevantes.
A despeito de ser um procedimento normal, a arremetida causa desconforto e gera apreensão entre os passageiros, o que não pode nem deve ser desprezado pelas pessoas que trabalham na área ou pelos ditos "experts".
Já vivemos anos de obscurantismo quando o acesso às informações era filtrado por membros da ditadura militar. Para os saudosos dessa época, recomendo que pensem bem nestas duas frases: “A censura é a mais jovem de 2 irmãs, a mais velha é a inquisição" (Johan Nestroy) e “Censurar é abrir caminho à imbecilidade”.
sábado, 5 de abril de 2008
Comentando as críticas às informações publicadas
Turbulência severa, abortamento repentino de decolagem, arremetida, alijamento de combustível, queda de estruturas internas da aeronave durante o pouso, entre outras supostas “normalidades” podem assim ser encaradas pelos tripulantes e "especialistas", porém os vôos não são ocupados apenas por estes, mas sim por passageiros que apenas querem realizar sua viagem com segurança e tranqüilidade e não têm obrigação de saber o que é considerado "normal" ou não.
A imprensa pode – e deve – ser criticada por veicular informações falsas, mas jamais por informar, pois durante anos muita mentira foi dita, o que não trouxe nada de positivo para as empresas, muito menos para os usuários.
Definições sobre Acidentes e Incidentes Aéreos
As definições são consistentes com as aquelas da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO), da Agência Nacional da Aviação Civil, da NTSB e da Boeing.
Acidente. (Anexo 13 de ICAO)
Ocorrência associada com a operação de um avião entre o período de embarque e desembarque dos passageiros e tripulação em que:
a) uma pessoa é ferida seriamente ou morre em conseqüência:
- de estar no avião,
- de estar em contato direto com a qualquer peça do avião, incluindo as partes que se destacam (escadas, mangueiras de abastecimento)
- exposta à explosão do jato ou
b) o avião apresenta danos ou falha estrutural que:
- afeta as características da força estrutural, do desempenho ou do vôo, e
- requeira o reparo ou a recolocação do componente afetado, ou
c) o avião desapareceu ou está em local completamente inacessível.
Incidente (Anexo 13 de ICAO)
Uma ocorrência, à exceção do acidente, associada com a operação de um avião que afete ou possa afetar a segurança da operação.
